Mudei de time: deixei de ser Bahia!

 

Recebi esse relato desesperado de um ex-tricolor. Onde iremos parar? Uma pena…

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Na segunda-Feira, após a conquista do título baiano, acordei com uma ressaca retada, devido a comemoração do 44° título estadual do nosso esquadrão de aço. Contudo quando fui me refazendo à ficha caiu! Estava alegre pela conquista do dia anterior e ao mesmo tempo triste pela mesma conquista.

Na verdade comecei a pensar e refletir e me perguntei: e agora o que os vices vão ter para falar do glorioso Bahia? O gostoso da rivalidade é o equilíbrio, a gozação. E eu continuava a me perguntar: o que o pobre torcedor do nosso maior rival teria como argumento para sacanear o nosso torcedor? Naquele domingo do título tricolor findava a última gozação, que restava aos pobres vicentinos. Eles andavam arrotando pelos quatro cantos: “O seu time têm 10 anos que não ganha nada!”

E agora eu pergunto: como posso continuar torcendo por um time que conquistou seu 44° título baiano contra os 26 do vicetória? Como posso continuar torcendo por um time bicampeão brasileiro, 1° campeão nacional, 1° campeão da tríplice Coroa e três participações em libertadores, enquanto aquele que se diz nosso maior rival faz 113 anos e continua virgem, nadinha de nada?

Como posso continuar torcendo por um time de primeira divisão, enquanto o campeão da uva é um time de segunda divisão? Como posso continuar torcendo por um time que possui a maior torcida do Norte-Nordeste, torcida de ouro do Brasil, enquanto as testemunhas do Vitória da Bahia são terceira torcida em seu próprio estado?

Como posso continuar torcendo por um time que impõe ao seu rival uma das maiores freguesias entre os clássicos regionais? Eles devem nada menos que 41 BAvices na história), Vou repetir: eu disse 41 BAVIs!

Como posso torcer por um time que possui um hino que arrepia e seu maior rival é cice das séries A, B, C, Copa do Brasil e musa do brasileirão? Como posso torcer pelo Bahia, se o seu maior rival na região não é o time do próprio estado e sim um time de Pernambuco, o Sport de Recife, que apesar de ser um freguês de carteirinha, pelo menos ganhou o módulo amarelo (2°divisão) de 1987, conquistou uma Copa do Brasil e já disputou Libertadores?

Com tudo isso, cheguei a conclusão que era preciso mudar de time, e a partir de hoje sou mais um novo torcedor do Ypiranga, pois gostaria de continuar discutindo com meus amigos vicentinos do trabalho no mesmo nível. Pelo menos eles vão poder falar que possui mais títulos baianos que eu e que já tem anos que não conquisto um título baiano.

Nos demais casos haverá um equilíbrio entre nós torcedores do Ypiranga e os torcedores do vicegunda, afinal de contas, como torcedor do Ypiranga também nunca fui campeão brasileiro, nunca fui a uma Libertadores e não faço parte da 1° Divisão do futebol nacional.

Aos que continuam torcendo pelo Tricolor de Aço procurem torcedores de um time do mesmo nível que o Bahia para discutir, porque Vitória da Bahia não dá, perdeu a graça.

Saudações de um ex-torcedor do Esquadrão e novo torcedor do Ypiranga.

Atenciosamente,

Ybsen de Souza Britto

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