O Brasileirão quase impecável do Bahia

Desde que subiu, o Bahia tem lutado pra não cair todo ano. Até faz umas gracinhas e já emplacou no G4 algumas vezes também, mas nunca durou muito tempo lá. De 2011 pra cá, o Esquadrão tem nos dado alegrias em conta-gotas.

Aí fiquei imaginando como seria se o campeonato fosse feito com nossos melhores resultados dentro e fora de casa. Selecionei os nossos adversários do original “Clube dos 13”, acrescentei Atlético/PR e Coritiba (que também já conquistaram o Brasileirão) e adicionei os 2 fregueses rubro-negros do Nordeste, por causa da rivalidade regional, mesmo eles nunca tendo sido campeões e viverem subindo e caindo. O resultado vocês conferem a seguir.

Continuar lendo

Geral vai!

Eu cresci na Fonte. E cresci na melhor acepção da palavra. Cresci como pessoa. Lá aprendi a conviver com a diferença, principalmente quando observava a torcida mista. Aprendi a fortalecer laços de amizade, pois a galera dividia bebida (refri, água ou cerva) e comida (amendoim cozido, rolete de cana ou pipoca), um ajudava o outro a comprar ingressos e nos protegíamos nos empurra-empurra das filas. Foi lá que fui educado a xingar.

Na Fonte que tive lições de economia, ao perceber que em certos momentos a grana só daria pra ver o jogo na antiga Geral, só não dava pra ficar sem entrar naquele templo sagrado que ajudou na minha formação e na de milhões de tricolores.

Sinto saudades eternas da velha Fonte. Mas sei que o mundo mudou. Agora existem divisórias dentro da “arena” e você só fica onde quiser se seu bolso permitir. Não existe mais torcida mista, não existe mais geral, não existe mais bancada.

Foi numa tarde nostálgica que fiquei pensando nisso tudo e tive uma ideia que poderia trazer um pouco da velha Fonte pra atual. Pensei na volta da Geral da Fonte!

Continuar lendo

We are Bahia, porra!

Fala, rebanho de sacana.

Hoje eu vou escrever uma coisa que vai incomodar vocês como a porra.

Amigos, ninguém respeita o Bahia.

Quer dizer. Você pode até respeitar. Grande parte da torcida deve respeitar o Bahia, sua história, suas cores, etc. e tal. Mas fora eu, você e alguns bons tricolores, ninguém mais respeita o Bahia.

Mas diferente de alguns, eu não vou dizer que a culpa é da Globo, ou da mídia em geral, ou da CBF, ou do mordomo…
Continuar lendo

Sinal verde? Espero que sim!

O mascote do Bahia só poderia ser o maior de todos os super-heróis: o Superman. Mas, como todo herói, o nosso também tem um ponto fraco, no caso a Kryptonita Verde. Quando eu era guri ficava viajando nisso toda vez que o Bahia perdia do Palmeiras, Guarani, Goiás ou Coritiba. Achava que tinha alguma relação. Tem até uma torcida do Vicetória da Conquista criativamente batizada com o nome do mineral, mas, felizmente, os conquistenses são fregueses do Tricolor de Aço (assim como o homônimo rubro-negro sem título da capital).

Se por um lado o material que deixa o Homem-de-Aço fraco é verde, por outro lado, esta é a tradicional cor daquela que é a última que morre: a esperança. Digo isso, pois a esperança num futuro melhor voltou, após o Bahia empatar fora de casa com o Palmeiras (podendo vencer se Kieza e Marcos Aurélio não tivessem perdidos gols de cara!) e bater o Goiás na Fonte, que, apesar de ser nossa casa, é… verde. Aliás, a cor não é problema pra mim, pois não torço pro Atlético/PR, nem pro Corinthians.

Continuar lendo

De volta pra casa (por Tiago Risério)

Recebi o texto abaixo do leitor Tiago Risério. Poderia ter publicado no Dia dos Pais, mas ele só me enviou após a data, pois ele mora na Espanha e lá não se comemora nada parecido no 2º domingo de maio. Porém, ele se inspirou depois disso e acho que não devemos homenagear nossos pais, amigos, avós, filhos, amores ou qualquer outra pessoa que gostemos só em datas comerciais. Então leiam aí essa bela homenagem a quem foi responsável pelo nascimento de um novo tricolor. ST!

————————————————————–

De volta pra casa

Todo mundo gosta de dizer que nasceu Bahia. Mas, digamos a verdade: isso não é bem assim. Cada um de nós começou a ser em um momento específico da vida. Não lembro do meu momento, mas foi assim que meu pai me contou.

Quatro de abril de 1981. Dentro da Fonte, Bahia x Santa Cruz. Sim, aquele mesmo, do 5×0, do ganhar na loteria sem jogar. Fora da Fonte, um pai que acreditava no resultado, mas que não podia entrar no estádio porque tinha que cuidar do seu fillho de um ano e meio. Eu era aquela pequena criatura, que mesmo sem ter idéia do que acontecia ao meu redor, tinha passado pelo meu segundo batismo, ao som da torcida e do radinho de pilha nas águas sagradas do dique.

Continuar lendo

Carpe Diem, tricolor!

Desde 2009 entoamos o seguinte cântico:

Pituaço é minha casa, todo jogo eu tou lá…

Mas é fácil fazermos adaptações:

“Fonte Nova é minha casa, TODO jogo eu tou lá.
Mesmo quando está chovendo, ou quando o FRIO tá de rachar…”

Na quarta passada estava um inacreditável vento frio, como nunca senti na Ladeira da Fonte, acho que era a falta do calor humano da nação. Enfrentamos o Corinthians, 22h, pela Copa do Brasil, precisávamos meter 3 pra levarmos pros pênaltis e ainda jogamos com o time reserva. Teles, Neto, Peu, Mathias, Jornal, Hugano e eu heroicamente fomos apoiar o Tricolor de Aço.

IMG_6915.JPG

Continuar lendo

Porque eu já chorei de emoção (por Cássio Melo)

Todos vocês já conhecem Cássio, o sacaneta que geralmente escreve as resenhas técnicas pós-jogos, mas como o bicho anda mais ocupado que estacionamento de shopping no Natal, ele não está conseguindo publicar aqui esses tempos. De qualquer forma ele me enviou o textaço abaixo, mais um grande texto sobre Raudinei. E, assim como os textos de Ângelo, Ícaro e Uzeda, o dele também tem uma relação com pai. Então estou publicando hoje, em homenagem a quem tanto influencia na escolha dos times dos filhos. ST!

Porque eu já chorei de emoção

O Campeonato Baiano de 1994 mesmo sendo tão longo, foi surpreendente e especial, pois intensificou a rivalidade dos maiores clubes do estado. E me marcou para sempre. De fevereiro até agosto, haviam acontecido 11 BaVis, com 5 triunfos para cada lado e um empate. Os primeiros clássicos foram desastrosos para o Bahia, inclusive com duas goleadas de 4×0 sofridas para o rival (ver pág x). O Bahia apanhou tanto do Vitória que havia uma piada dizendo que o telefone novo do tricolor era 240-1010 (tradução humorada dos placares dos clássicos: 4×0, 4×0, 1×0, 1×0. Foi muita cacetada no juízo.

O Vitória vinha de um vice-campeonato brasileiro brilhante em 1993, com uma base forte. O Bahia tinha feito um brasileirão medonho, só não caiu por conta dos regulamentos mirabolantes da época, que protegiam os integrantes dos grupos A e B.

O Baianão de 1994 era dividido em 4 turnos. Se um clube vencesse os 4, seria campeão. Se mais de um conquistasse os turnos, haveria um grupo final com os vencedores, sendo que o maior vencedor de turnos levaria uma pontuação extra pra parte final. Bom, mesmo acabando com a raça do Bahia, o Vitória conseguiu perder o primeiro turno para o Camaçari. No segundo turno não teve jeito, foi campeão, de novo sapecando o tricolor. O Bahia então trocou de técnico, saiu Artur Bernardes e entrou Joel Santana.

Continuar lendo

O dia que virei Bahêa! (por André Uzeda)

O gol de Raudinei me tornou torcedor do Bahia. É uma história que costumo lembrar com uma incrível precisão de detalhes, a despeito da minha pouca idade à época: sete anos recém completos.

Foi mais ou menos assim. No Ba-Vi anterior àquele que viria se consumar um dos nossos mais retumbantes sucessos, meu pai me levou para meu batismo na Fonte Nova. Antecipo que, de cara, não gostei muito do estádio. Menino de playground, achei o espaço sujo, barulhento e o jogo um tanto quanto sem graça. Ocupei-me em destruir uma penca de roletes de cana e meia dúzia de amendoins cozidos, numa fermentação perigosa a ponto de fazer inveja a produção bélica israelense.

Pra completar meu mal-sucedido périplo de iniciação, o Bahia ainda perdeu o jogo por 1 a 0 (placar que postergou a decisão para mais um jogo). Na saída da Fonte, os torcedores do Vitória gritavam pendurados nos ônibus no Campo da Pólvora.

“Bi! Bi! Bahia é bicha…”.

Continuar lendo

FaHELL

Fala, rebanho de sacana.

Marcos pode ter entrado de greve, mas eu tô na área.
Faz uns 300 anos que eu não escrevo nessa bagaça. Mas eu tô tão puto, mas tão puto com o Bahêa que achei melhor despejar todo esse meu emputecimento (se é que essa palavra existe) por aqui. Assim, eu dou uma relaxada.
Vocês vão perceber que eu não sou um cara tão otimista quanto Marcão. O cara é conhecido como Binha da Pituba ou Binha com diploma e tá sempre achando que o Bahia tá bem pa carai, que em 3 anos será o maior clube do Brasil, que o Bahia é melhor que o Real Madri, Barcelona, Seleção alemã, todos juntos e o escambau.
Eu já sou mais pessimista. Acho que o Bahia tá um cu e que falta coisa pra caralho pro Bahia sair dessa. E se você não concorda, se foda. Brincadeira. Não se foda não. Me dê um desconto que eu tô muito puto mesmo.

Eu não sei que porra fizeram no Fazendão, que mesmo instaurando a democracia, tendo uma gestão mais responsável e mais bem intencionada, com salários pagos em dia, sócio pa se fuder, a disgrama do time não consegue jogar bola. Foda isso.

Maaaaaaaaaaassss… eis que com a ajuda de uns brodinho cheguei a conclusão sobre o real motivo de toda a urucubaca do esquadrão. Essa uruca tem nome e responde pelo nome de Fahel. Ou FaHell, para os íntimos.

Diga aí se não parece o demônio?

Diga aí se não parece o demônio?

Continuar lendo

tou de grevi! palmeras 1 x 1 Bahia

ATENSsÃO! Emquanto o Bahia naum ganhar nao ten post.

É iço. O time num fas gols e eu nau iscrevo aki. Poiz Si elis fazen korpo moli e erran tudi tb poço.

ST!

Ps: vouto en brevi. Ispero.



Nós com os alemão vamos se divertir. Porque no dendê eu vou dizer como é que é…

Tenho saudades da Copa, não vou mentir. Todo jogo na Fonte era só alegria! Como vocês puderam acompanhar nos posts com resenhas do Mundial (cliquem aqui). Durante a Copa também fiquei me achando, pois fui entrevistado por brasileiro (Felipe Bolguese, pro Lance!Net, clica aqui), alemão (Fabian Biastoch), francês (Sébastien Couix) e americano (Alan Springer pro Yahoo USA) querendo saber mais sobre o Bahia (no caso do norte-americano, até sobre a passagem de Freddy Adives aqui…).

Se vocês entendem de alemão, cliquem aqui pra ler a reportagem original comigo num dos sites gringos, o Goal Deutschland. Mas se vocês são que nem eu, e de alemão só sabem beber cerveja, comer salsichão (lá ele!) e falar “danke”, então leiam a tradução a seguir do alemão pro baianês feita com a ajuda de Wagner Teles, o Hanson. Valeu, sacaneta! Aproveitar e agradecer também ao meu intérprete: Nelson Barros Neto.

BBMP!

Continuar lendo