Bavi da Paz (ou Pura Hipocrisia)

Perdi a conta de quantas campanhas já vi sobre um suposto “Bavi da Paz”. Algumas vezes a iniciativa parte de torcedores nas redes sociais, outras da imprensa e dessa última vez veio dos dirigentes.

Perdi a conta de quantas vezes fui ao barradisney e respirei gás lacrimogêneo, ouvi bombas ou presenciei confusões diversas, na entrada, na saída ou nos 2 momentos. Algumas vezes a iniciativa parte das torcidas organizadas do Bahia, outras vezes das organizadas do vice e as vezes parte da PM.

Este ano só tem um BAvice garantido no Baianão e o mando de campo é dos “sem títulos”. Chegou-se a cogitar dividir o estádio em 60/40. Esta seria a melhor promoção para um suposto “BAvi da Paz”. Porém, os dirigentes do aterro preferiram manter o já famoso curral. Um espaço medido a culhão, que, supostamente, corresponde a 10% da capacidade do estádio e caberiam 3500 tricolores. Porém, nem a imprensa, nem a PM, nem o ministério público, nem o Papa, nem a diretoria do Bahia, nem ninguém contesta.

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Parecia Videogame

Bahia venceu, mas falhou demais no ataque. (foto: Will Vieira)

Bahia venceu, mas falhou demais no ataque. (foto: Will Vieira)

BAHIA 2×0 CATUENSE
4ª rodada – 1ª fase – Campeonato Baiano 2015

Bahia x Catuense, Fonte Nova. Primeiro tempo de jogo, lateral direito tricolor Tony engatou uma triangulação envolvente com Maxi Biancucchi e Tiago Real, trocando passes rápidos, precisos e com movimentação dinâmica. Tony chegou confortável ao lado da área. Fez o cruzamento um pouco alto, mas suficiente para Léo Gamalho empurrar para as redes. Cabeçada foi mal direcionada e subiu demais. Gol perdido.

Essa jogada, ainda no início da partida, poderia ser um recorte fiel do jogo. Só não foi tão fiel porque, depois disso, o Bahia não precisou de nenhum lance envolvente pra sair na cara do goleiro adversário.

A Catuense o foi o oponente de defesa mais frágil que lembro de ter visto nos últimos anos contra o Bahia. A desorganização foi tanta que me lembrou aqueles times de jogo-treino, formado por alunos de educação física de uma ou outra Universidade. Continuar lendo

Numerologia Tricolor (ou 29 anos…)


Ontem, o Bahia comemorou os 26 anos da sua 2ª estrela. O Twitter oficial do clube até narrou o jogo em “tempo real”. Mas vocês já repararam que existe uma numerologia envolvendo o tricolor? Repare a porra (lembrando que as finais de 1959 e 1988 foram no ano seguinte…):

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E aí, você acredita nisso? Será Copa do Brasil ou Brasileirão? E o que você acha que o Esquadrão precisa fazer pra conquistar a 3ª estrela em 2018?

BBMP! #rumoaotri


P.s: já conhecia essa “mística”, mas a relembrei após um papo com Carol e Rafael. Aí pedi pra @siga_will fazer a gracinha acima.

“Estreia é assim mesmo.” (Ou Deu chabives)


Segunda fui almoçar no shopping e um estranho, empurrando um carrinho de bebê, me perguntou educadamente:

– Boa tarde, você que está no filme do Bahia, né?
– Sim, sou eu mesmo.
– Parabéns! Achei muito bom mesmo. Emocionante!
– Valeu!

Eu achei o sotaque dele bem diferente, então perguntei:

– Você é torcedor do Bahia?

No que ele me respondeu:

– Sou Tchô, jogador do Bahia. O elenco todo foi ver o filme esses dias…
– Ah, legal! Boa sorte este ano. E aí, quais suas expectativas?
– Cara, fomos mal ontem, mas “estreia é assim mesmo”.

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Feliz 2015! (ou Calendário Tricolor)


Tem gente que diz que o ano só começa após o carnaval. Eu discordo. Pra mim, o ano começa no dia do 1º jogo do Bahia. Até já jogamos amistosos este ano, batemos o Shakhtar (só o Galo também conseguiu vencê-los na excursão dos gringos) e goleamos o Bahia de Feira (vídeo abaixo, com direito a golaço!). Mas, jogo oficial mesmo, só neste domingo.

Não é a competição ideal, será pelo fraco Baianão, mas, se o Bahia quer mostrar que tem condições de voltar pra elite já este ano, tem que atropelar no estadual e também no Nordestão. Desta vez a pré-temporada foi mais longa do que a do ano passado, portanto, espero que o time não comece tropeçando. Ainda mais que enfrentaremos o freguês de Conquista.

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É só futebol

Jogadores do Bahia se divertem na comemoração do gol. (Foto: Will Vieira)

Jogadores do Bahia se divertem na comemoração do gol. (Foto: Will Vieira)

Descobri uma sensação inédita na Fonte Nova, sexta-feira, assistindo Bahia 3×2 Shakthar Donetsk. A descontração, indisfarçável, vivida nos jogos da Copa do Mundo em Salvador e numa partida entre Lazio x Udinese, em 2013, no Olímpico de Roma, veio somada à motivação de ser um espetáculo com a presença do meu amado Bahia. Parecia que eu tinha bebido, mesmo levando apenas água ao interior da minha proeminente pança naquela noite.

Busquei na memória e não encontrei um jogo do tricolor que me criasse uma expectativa relevante, que me deixasse empolgado pra ir, mas que não viesse acompanhado de alguma carga de responsabilidade (do time, mas transferida por mim, pra mim). Sejam decisões de campeonato, de mata-mata, ou “jogos-chave” para escapar do rebaixamento, o fato é que, por mais que eu tivesse bons motivos para acreditar em uma jornada feliz do Bahia, qualquer jogo “motivante” sempre trazia um componente dramático que suspendia, automaticamente, meu bom humor durante a pugna (com licença, Nelson Motta). Continuar lendo

O melhor jogo dos últimos tempos desta semana – Bahia x Shakhtar Donetsk


Sexta-feira é um dia massa! Por mais que uma pessoa goste do seu trabalho, sexta é o onde começa o fim de semana. Você pode curtir a noite toda sem ter hora para acordar no sábado, sem se preocupar com o maldito despertador.

Pra quem trabalha bastante, é um dia de matar saudades, pois é mais fácil reunir a galera também. E é nesta sexta que iremos matar a saudade de uma de nossas maiores paixões, pois, depois de mais de um mês na seca, finalmente iremos ver o Baêaço! \o/

Quem for pra Fonte verá 2 times diferentes. Um é o Shakhtar Donetsk, um time da longínqua Ucrânia. O outro é o próprio Bahia, pois foi feita uma grande limpa no elenco e vários jogadores da base subiram pro time principal.

bahia grandes times

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Presente tricolor, feliz Natal e um 2015 da porra pra você!


Eu escrevi um texto de Natal do BBMP em 2010 (e o Bahia não caiu em 2011). Digitei umas linhas novamente em 2011 (e o Esquadrão não caiu em 2012). Tornei a escrever em 2012 (e não caímos em 2013). Aí, NÃO escrevi nada no final de 2013… e deu merda este ano! Óbvio que não foi por causa do meu texto, mas, para não dar chance ao azar, vou rabiscar essas linhas em 2014 e torcer pra 2015 ser bacana.

Nos anos anteriores, já falei sobre a Cartinha dos Pedidos de Joãozinho, teve também o Conto de Natal do BBMP e contei também sobre um presentaço que ganhei de @facoelhao, leitor daqui do blog. Este ano estou meio triste e não muito inspirado para escrever um conto, acho que vocês também estão cabisbaixos, então falarei sobre presentes (bons e baratos) pra melhorar seu humor ou de quem vocês gostam. Ao menos deram certo comigo.

Provavelmente, vocês gostam muito de ler, pelo menos sobre o Bahia, já que visitam sempre o blog e aqui tem cada texto grande da zorra. Em 2011, fiz até um post sobre livros tricolores com várias sugestões, mas preciso atualizar a lista. Portanto, seguem 2 novas sugestões.

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Quem tem título pode votar!


Até pouco tempo, o maior clube do Norte/Nordeste do país era comandado por uma família. Ele faziam o que queriam com o Esquadrão. Como se fosse deles. O clube do povo era fechado pra sua gente. O conselho deliberativo era mudado ao seu bel-prazer, meu pai mesmo entrou e saiu do mesmo sem saber. O Esporte Clube Bahia foi muito mal gerido por quase 2 décadas e não havia perspectiva de mudanças. Era comum seguranças brucutus nas assembléias e “eleições”.

Foi então que, após muita luta e união, a torcida tricolor conquistou algo sempre almejado: a democracia. Não foi fácil, mas hoje o Bahia dá orgulho e é um exemplo para o Brasil. Neste sábado, entre 9 e 17h na Fonte Nova, os sócios do clube vão eleger por VOTO DIRETO o seu novo presidente.

Entre os candidatos tem gente rica e assalariada. Tem brancos e negros. Tem jovens e idosos. Tem aposentado, empresário, jornalista etc. Enfim, pessoas diversificadas que refletem a nossa torcida. Cada um deles com uma forma de pensar, com diferentes apoios, com militantes aguerridos, com campanhas diversas, com prós e contras, com afeição e rejeição.
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Marcelo Sant’Ana Responde

Fala, nação! A maior eleição da história do Bahia acontecerá amanhã. E o BBMP procurou entrevistar todos os candidatos pra ajudarem vocês na escolha. Hoje é a vez das respostas de Marcelo Sant’Ana, que, tal qual Raudinei, só pode nos enviar as respostas aos 46 do segundo tempo. (Na verdade foi 3h da madrugada. Tá dormindo pouco, hein, pai? hehe)

Bom, vou parar de falar e deixar vocês lerem as respostas dele ao que vocês próprios indagaram. ST!

marcelo santana

Aceitará um eventual apoio de pessoas de chapas derrotadas na sua gestão? Em que nível? Seus apoiadores terão cargos nos clube? (Matheus Alcântara)

Oi, Matheus! Sou contra trocar cargos por apoios. Isso é a política do balcão de negócios, algo antiprofissional e condenável. Uma mentalidade atrasada, viciada e promíscua. O Bahia precisa combater o retrocesso para voltar a crescer e nos orgulhar ainda mais como tricolores. Já o apoio voluntário, por afinidade de ideias e confiança no projeto, é bem vindo. O apoio é um direito individual de cada pessoa, mas tento sempre pontuar quais apoios valorizo. Caso o sócio me escolha presidente, a montagem da diretoria será exclusivamente técnica. Defendo colocar profissionais qualificados nas áreas onde têm habilidades específicas. Proponho no Bahia a aplicação de um gerenciamento por diretrizes, onde cada área ou setor estratégico (são de 250 a 300 funcionários no clube) tenha metas, prazos e objetivos definidos para, no final do trabalho, o rendimento dos 11 jogadores que entram em campo ser o melhor possível. Assim nós, tricolores, vamos ter um Bahia mais forte.

Já existe algum planejamento para o futebol profissional do clube? Possíveis gestores, técnico, jogadores, etc.? (Yuri Alvim)

Existe sim um planejamento, Yuri. Temos conversas adiantadas com um potencial diretor de futebol, com dois atletas e confio no sucesso das negociações. Gostaria de dizer nomes antes da eleição, mas é complicado, pois há profissionais empregados e que pedem sigilo para evitar desgaste. Especular não ajuda, e sim atrapalha. O torcedor merece respeito, não factóide eleitoral. O perfil dos contratados mostrará como pretendemos mudar a mentalidade do Bahia caso eleitos. Minha equipe mantém contatos ainda em busca de técnicos, porém entendo ser importante, neste caso, sinalizar o interesse, estreitar laços e encaminhar a contratação, porém aguardar a análise do diretor de futebol, que deve participar do processo. O trabalho é em equipe, mas sem transferir a responsabilidade do presidente ou ser omisso nas decisões.

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Qual a melhor opção para presidir o Bahia?


Vários amigos (indecisos ou não) me pressionaram pra escrever um texto sobre a eleição no clube mais democrático do país. Demorei, pois, dada a importância do assunto e o alcance do blog, não posso simplesmente escrever minha preferência sem pesquisar bastante sobre isso. Vale reforçar que é minha opinião, não um editorial do BBMP.

O BBMP existe há 7 anos, já foi escolhido o Melhor Blog de Esportes do Brasil e é o principal blog sobre o tricolor de aço e, junto com o site oficial do clube e o ECBahia.com, está entre os principais sites do Bahia (segundo a F/Nazca, uma das maiores agências do país). Os debates neste espaço são intensos e sei que tenho uma responsabilidade grande aqui, ainda mais quando envolve a principal eleição de 2014. Quem me segue no Twitter já sabe minha opção, mas tentarei explicar melhor agora.

Neste momento que escrevo existem 6 candidatos ao pleito. Segundo pesquisas diversas, são 4 coadjuvantes (Binha, Marco Costa, Nelsival e Olavo) e 2 principais (Marcelo Santana e Tillemont). Não tenho nada pessoal contra nenhum dos candidatos (nem nunca comi água com nenhum deles e o que tive mais contato foi Binha, que sempre encontro nos jogos pelo Brasil). Portanto, apenas tecerei comentários sobre suas condições de presidir.

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