Quando a maré vira – Botafogo 2 x 3 Bahia


Meu dia não havia começado bem. O vento incrivelmente derrubou e quebrou a minha linda caneca do BBMP, filha única de pai solteiro. Fiquei chateado, mas… bola pra frente. Nada que uma Super Bonder não resolva. Acho. Era hora de ir pro trabalho. Lá estava eu parado no trânsito e um cara bate no fundo do meu carro. Inacreditável, porém, nada que um retoque no para-choque não resolva. Bola pra frente. Aí vem o começo da noite. O tapetense faz 1 a 0 no vicetória, mas… toma a virada. PQP! Bahia na lanterna e uns amigos vices já zoando.

Aí começa o jogo do Esquadrão. Estava lá e cá, mas o Botafogo fez um gol irregular aos 30 minutos. O jogador que cruzou pro gol de Sheik estava impedido no começo da jogada, nem foi tão escandaloso, talvez o bandeira não tivesse notado. Talvez. Mas nossa zaga também deu muito mole no lance, deixando o atacante cabecear sozinho. Bola pra frente e… o Bahia empatou logo após! Num gol contra do zagueiro do time carioca, após desviada de Kieza, num cruzamento de Railan.

1º gol do Botafogo: impedimento no começo da jogada.

1º gol do Botafogo: impedimento no começo da jogada.

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O dia em que brocamos 3 gols lá em Feira…


Eram quase 3h da madrugada de sábado pra domingo quando fui dormir, após uma saída com a namorada e uma resenha massa com a galera do Baba dos Corjeiros (pra quem ainda não conhece, este é o melhor baba de Salvador. Foi organizado por Cassio, Davi, Will e eu no começo deste ano, após convocarmos uma renca de tricolores lá no Twitter, mas depois irei contar essa história direito).

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Acordei 6:30, pois tínhamos marcado um baba em Feira contra o time de Carlos “Crocs” e a van sairia da capital umas 7:30. Isso tudo seria a prévia do jogo do Bahia contra o Figueirense, no Jóia da Princesa. Na van, além de algumas bebidas e Tripa (o motorista), estavam comigo: Nelsinho, Pedrão, Peu Muniz, Peu Perazzo, Chocola, Uli Ostentação, Eder Sanpaoli, Marcio Negreiros, Mathias, Sub, Jornal, Hanson Teles, Brunão e Vitaum. Éramos 15 Corjeiros representando e honrando os 32, principalmente Hugano, nosso capitão que teve que se ausentar por causa de uma festa de formatura em Juá…

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Em casa… Bahia 0 x 0 Coritiba

Era uma casa muito sem graça,
não tinha torcida, não tinha nada.

Ninguém podia entrar nela, não,
Porque a casa tinha interdição.

Ninguém podia balançar a rede,
Porque o ataque não tinha sede.

Ninguém podia comemorar ali,
Porque o time não estava a fim.

Mas era feita com muito esmero,
Time dos bobos, foi zero a zero!


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Foto: Marcos Carneiro

O Brasileirão quase impecável do Bahia

Desde que subiu, o Bahia tem lutado pra não cair todo ano. Até faz umas gracinhas e já emplacou no G4 algumas vezes também, mas nunca durou muito tempo lá. De 2011 pra cá, o Esquadrão tem nos dado alegrias em conta-gotas.

Aí fiquei imaginando como seria se o campeonato fosse feito com nossos melhores resultados dentro e fora de casa. Selecionei os nossos adversários do original “Clube dos 13”, acrescentei Atlético/PR e Coritiba (que também já conquistaram o Brasileirão) e adicionei os 2 fregueses rubro-negros do Nordeste, por causa da rivalidade regional, mesmo eles nunca tendo sido campeões e viverem subindo e caindo. O resultado vocês conferem a seguir.

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Geral vai!

Eu cresci na Fonte. E cresci na melhor acepção da palavra. Cresci como pessoa. Lá aprendi a conviver com a diferença, principalmente quando observava a torcida mista. Aprendi a fortalecer laços de amizade, pois a galera dividia bebida (refri, água ou cerva) e comida (amendoim cozido, rolete de cana ou pipoca), um ajudava o outro a comprar ingressos e nos protegíamos nos empurra-empurra das filas. Foi lá que fui educado a xingar.

Na Fonte que tive lições de economia, ao perceber que em certos momentos a grana só daria pra ver o jogo na antiga Geral, só não dava pra ficar sem entrar naquele templo sagrado que ajudou na minha formação e na de milhões de tricolores.

Sinto saudades eternas da velha Fonte. Mas sei que o mundo mudou. Agora existem divisórias dentro da “arena” e você só fica onde quiser se seu bolso permitir. Não existe mais torcida mista, não existe mais geral, não existe mais bancada.

Foi numa tarde nostálgica que fiquei pensando nisso tudo e tive uma ideia que poderia trazer um pouco da velha Fonte pra atual. Pensei na volta da Geral da Fonte!

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We are Bahia, porra!

Fala, rebanho de sacana.

Hoje eu vou escrever uma coisa que vai incomodar vocês como a porra.

Amigos, ninguém respeita o Bahia.

Quer dizer. Você pode até respeitar. Grande parte da torcida deve respeitar o Bahia, sua história, suas cores, etc. e tal. Mas fora eu, você e alguns bons tricolores, ninguém mais respeita o Bahia.

Mas diferente de alguns, eu não vou dizer que a culpa é da Globo, ou da mídia em geral, ou da CBF, ou do mordomo…
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Sinal verde? Espero que sim!

O mascote do Bahia só poderia ser o maior de todos os super-heróis: o Superman. Mas, como todo herói, o nosso também tem um ponto fraco, no caso a Kryptonita Verde. Quando eu era guri ficava viajando nisso toda vez que o Bahia perdia do Palmeiras, Guarani, Goiás ou Coritiba. Achava que tinha alguma relação. Tem até uma torcida do Vicetória da Conquista criativamente batizada com o nome do mineral, mas, felizmente, os conquistenses são fregueses do Tricolor de Aço (assim como o homônimo rubro-negro sem título da capital).

Se por um lado o material que deixa o Homem-de-Aço fraco é verde, por outro lado, esta é a tradicional cor daquela que é a última que morre: a esperança. Digo isso, pois a esperança num futuro melhor voltou, após o Bahia empatar fora de casa com o Palmeiras (podendo vencer se Kieza e Marcos Aurélio não tivessem perdidos gols de cara!) e bater o Goiás na Fonte, que, apesar de ser nossa casa, é… verde. Aliás, a cor não é problema pra mim, pois não torço pro Atlético/PR, nem pro Corinthians.

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De volta pra casa (por Tiago Risério)

Recebi o texto abaixo do leitor Tiago Risério. Poderia ter publicado no Dia dos Pais, mas ele só me enviou após a data, pois ele mora na Espanha e lá não se comemora nada parecido no 2º domingo de maio. Porém, ele se inspirou depois disso e acho que não devemos homenagear nossos pais, amigos, avós, filhos, amores ou qualquer outra pessoa que gostemos só em datas comerciais. Então leiam aí essa bela homenagem a quem foi responsável pelo nascimento de um novo tricolor. ST!

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De volta pra casa

Todo mundo gosta de dizer que nasceu Bahia. Mas, digamos a verdade: isso não é bem assim. Cada um de nós começou a ser em um momento específico da vida. Não lembro do meu momento, mas foi assim que meu pai me contou.

Quatro de abril de 1981. Dentro da Fonte, Bahia x Santa Cruz. Sim, aquele mesmo, do 5×0, do ganhar na loteria sem jogar. Fora da Fonte, um pai que acreditava no resultado, mas que não podia entrar no estádio porque tinha que cuidar do seu fillho de um ano e meio. Eu era aquela pequena criatura, que mesmo sem ter idéia do que acontecia ao meu redor, tinha passado pelo meu segundo batismo, ao som da torcida e do radinho de pilha nas águas sagradas do dique.

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Carpe Diem, tricolor!

Desde 2009 entoamos o seguinte cântico:

Pituaço é minha casa, todo jogo eu tou lá…

Mas é fácil fazermos adaptações:

“Fonte Nova é minha casa, TODO jogo eu tou lá.
Mesmo quando está chovendo, ou quando o FRIO tá de rachar…”

Na quarta passada estava um inacreditável vento frio, como nunca senti na Ladeira da Fonte, acho que era a falta do calor humano da nação. Enfrentamos o Corinthians, 22h, pela Copa do Brasil, precisávamos meter 3 pra levarmos pros pênaltis e ainda jogamos com o time reserva. Teles, Neto, Peu, Mathias, Jornal, Hugano e eu heroicamente fomos apoiar o Tricolor de Aço.

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Porque eu já chorei de emoção (por Cássio Melo)

Todos vocês já conhecem Cássio, o sacaneta que geralmente escreve as resenhas técnicas pós-jogos, mas como o bicho anda mais ocupado que estacionamento de shopping no Natal, ele não está conseguindo publicar aqui esses tempos. De qualquer forma ele me enviou o textaço abaixo, mais um grande texto sobre Raudinei. E, assim como os textos de Ângelo, Ícaro e Uzeda, o dele também tem uma relação com pai. Então estou publicando hoje, em homenagem a quem tanto influencia na escolha dos times dos filhos. ST!

Porque eu já chorei de emoção

O Campeonato Baiano de 1994 mesmo sendo tão longo, foi surpreendente e especial, pois intensificou a rivalidade dos maiores clubes do estado. E me marcou para sempre. De fevereiro até agosto, haviam acontecido 11 BaVis, com 5 triunfos para cada lado e um empate. Os primeiros clássicos foram desastrosos para o Bahia, inclusive com duas goleadas de 4×0 sofridas para o rival (ver pág x). O Bahia apanhou tanto do Vitória que havia uma piada dizendo que o telefone novo do tricolor era 240-1010 (tradução humorada dos placares dos clássicos: 4×0, 4×0, 1×0, 1×0. Foi muita cacetada no juízo.

O Vitória vinha de um vice-campeonato brasileiro brilhante em 1993, com uma base forte. O Bahia tinha feito um brasileirão medonho, só não caiu por conta dos regulamentos mirabolantes da época, que protegiam os integrantes dos grupos A e B.

O Baianão de 1994 era dividido em 4 turnos. Se um clube vencesse os 4, seria campeão. Se mais de um conquistasse os turnos, haveria um grupo final com os vencedores, sendo que o maior vencedor de turnos levaria uma pontuação extra pra parte final. Bom, mesmo acabando com a raça do Bahia, o Vitória conseguiu perder o primeiro turno para o Camaçari. No segundo turno não teve jeito, foi campeão, de novo sapecando o tricolor. O Bahia então trocou de técnico, saiu Artur Bernardes e entrou Joel Santana.

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