:: Por Zé Novoa ::
Esse empate do Bahia contra o Santos me deixou no melhor estilo dos Paquitos, que ficam tristes e alegres (tristes, sem beber; alegres, bebendo). Eu também fico num dualismo mortal, porém não me sinto ora triste, ora alegre. Me sinto ora grande, ora pequeno.
Eu me sinto grande quando penso no resultado em si: o time da Vila estava completo e achava que a brocada era certa. O Bahia mostrou que com o Tricolor o papo é outro.
Eu me sinto pequeno quando vejo a galera comemorando a fuga do rebaixamento como se fosse um título: porra, são 20 times e não ficar entre os 4 últimos é uma obrigação do Bahia. A gente tem que brigar é lá em cima, não lá embaixo.
Eu me sinto pequeno quando penso na campanha do Bahia até aqui: 37 jogos e apenas 10 vitórias. Acredite se quiser, só 6 vitórias em casa.
Eu me sinto grande quando lembro das boas partidas do Tricolor, apesar de poucas: principalmente a incrível virada contra o Sumpaulo e as brocadas maiúsculas contra o Flu e o Fla.
Eu me sinto pequeno quando percebo que o povo quer entregar o jogo para o Ceará: o Ceará é gente boa, um time simpático, um cara legal, mas o Bahia ainda tem chances de beliscar uma vaga na Sulamericana e seria um campeonato internacional depois de muito tempo.
Eu me sinto grande quando penso no Vice: a gente permaneceu na Série A e o Vice ficou com o Vice-Campeonato Moral da Série B (sobem 4, portanto, o 5º é o Vice Moral). É a ordem natural das coisas. O melhor foi que tudo aconteceu no mesmo final de semana: uma notícia boa no sábado e uma notícia melhor ainda no domingo.
Eu me sinto pequeno quando leio hoje as notícias da eleição no Bahia. Vai ser antigo, ultrapassado e arcaico assim na casa do caráleo (e tome um arcaico no meio dos petchos). Abre essa porra para os sócios, ô, Cabeça de Gel.
Eu me sinto grande quando vejo a nossa média de público: a 3ª da Série A. Mesmo com todos os problemas já citados aí em cima. Mesmo com a possibilidade do rebaixamento. Mesmo nunca disputando o topo da tabela. Mesmo com ingresso caro. Mesmo com Fahel sendo um dos líderes do time.
Agora chega. Em 2012, a gente tem que apenas se sentir grande. Nada de pensar pequeno. Nada de comemorar pouca coisa. Nada de cair no papo de ninguém. Eu quero é brocar todo mundo. Eu quero é festa. Ser 3º no Baiano, levar 5 na Copa do Brasil e quase ser rebaixado no Brasileiro é pouco demais.
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