Eu fico grande, pequeno

:: Por Zé Novoa ::

Esse empate do Bahia contra o Santos me deixou no melhor estilo dos Paquitos, que ficam tristes e alegres (tristes, sem beber; alegres, bebendo). Eu também fico num dualismo mortal, porém não me sinto ora triste, ora alegre. Me sinto ora grande, ora pequeno.

Eu me sinto grande quando penso no resultado em si: o time da Vila estava completo e achava que a brocada era certa. O Bahia mostrou que com o Tricolor o papo é outro.

Eu me sinto pequeno quando vejo a galera comemorando a fuga do rebaixamento como se fosse um título: porra, são 20 times e não ficar entre os 4 últimos é uma obrigação do Bahia. A gente tem que brigar é lá em cima, não lá embaixo.

Eu me sinto pequeno quando penso na campanha do Bahia até aqui: 37 jogos e apenas 10 vitórias. Acredite se quiser, só 6 vitórias em casa.

Eu me sinto grande quando lembro das boas partidas do Tricolor, apesar de poucas: principalmente a incrível virada contra o Sumpaulo e as brocadas maiúsculas contra o Flu e o Fla.

Eu me sinto pequeno quando percebo que o povo quer entregar o jogo para o Ceará: o Ceará é gente boa, um time simpático, um cara legal, mas o Bahia ainda tem chances de beliscar uma vaga na Sulamericana e seria um campeonato internacional depois de muito tempo.

Eu me sinto grande quando penso no Vice: a gente permaneceu na Série A e o Vice ficou com o Vice-Campeonato Moral da Série B (sobem 4, portanto, o 5º é o Vice Moral). É a ordem natural das coisas. O melhor foi que tudo aconteceu no mesmo final de semana: uma notícia boa no sábado e uma notícia melhor ainda no domingo.

Eu me sinto pequeno quando leio hoje as notícias da eleição no Bahia. Vai ser antigo, ultrapassado e arcaico assim na casa do caráleo (e tome um arcaico no meio dos petchos). Abre essa porra para os sócios, ô, Cabeça de Gel.

Eu me sinto grande quando vejo a nossa média de público: a 3ª da Série A. Mesmo com todos os problemas já citados aí em cima. Mesmo com a possibilidade do rebaixamento. Mesmo nunca disputando o topo da tabela. Mesmo com ingresso caro. Mesmo com Fahel sendo um dos líderes do time.

Agora chega. Em 2012, a gente tem que apenas se sentir grande. Nada de pensar pequeno. Nada de comemorar pouca coisa. Nada de cair no papo de ninguém. Eu quero é brocar todo mundo. Eu quero é festa. Ser 3º no Baiano, levar 5 na Copa do Brasil e quase ser rebaixado no Brasileiro é pouco demais.

Acompanhe Zé no Blogaço Tricolor.

11 desfalques, mas 30 mil reforços

Por Zé Ricardo Novoa ::

Omar, Thiego, Titi, Ávine, Dodô, Hélder, Boquita, Lulinha, Carlos Alberto, Jobson e Souza (Souza é desfalque desde que nasceu). O Bahia tem um time inteiro de desfalques. Time, aliás, que enfrentaria o Curíntia de igual para igual, sem fraquejar. É tanto desfalque que deixaria qualquer um triste, cabisbaixo, melancólico, carrancudo, pessimista, taciturno, moribundo, macambúzio, sorumbático.

Deixaria qualquer um, menos eu, pai. Eu tô relaxado, sossegado, na paz, zen, calmo, remansado, repousado, sereno, descansado, tranquilex. E sabe por quê? Sabe por quê, cambada de sacana? Orebada, sabe por quê?

- Caráleo, Zé, fala logo, porra!!

Empurra não, hein?! Calma, que eu vou falar. Eu tô numa nice porque, para mim, o Bahia não vai jogar desfalcado hoje. Ele vai jogar é reforçado. Se liga na minha escalação, papis, e perceba claramente o que eu quero falar.

Marcelo Lomba, Jancarlos, Paulo Miranda, Danny Morais, Marcos, Fahel, Marcone, Diones, Ricardinho, Nikão, Júnior, Bolota, Chicória, Paulinho Manoel, Ruy, Telmo, Teco, Nildão, Teon, Lore, Mila, Anna, Carol, Carlota, Leila, Cartaxo, Fábio Pinto, Seu Carlos, Adelmo, Victor Sabão, Cláudio Macarronada, Cláudio Márcio, Kelmany, Paulão, Jonga, Alan Bahia, Paulo Enésio, Saco de Pão, Zoião, Come Grilo, Maizena, Bocão, Bixote, Tiziu, Lacraia, Lagartixa, Sagui, Calango, Bruxa Keka, Xingu, Smigol, Bengalão, Jacona, Bolacha, Esponja, Dumbo, Sovacão, Chokito, Kikito, Kinho, Peu, lon, Deco, Negão, Jango, Sariga, Sabiá, Bidunga, Jobivas, Cabeça, Kiko, Piu-Piu, Tchanka, Neno, Pedrinho Bomba, Felipe Careca Topetudo, Danillo Matador de Aluguel, Lulu, Klebinho, Louti, Hiranildo, Marcinho, Lucas, Marcelinho, Marcelão, Udo, Vini, Elen, Maricota, Nelsinho, Bião, Falu Mermo, Bel, Hugão, Duda, Sheila, Carlinhos, Marcão, Elton, Quilofago, Shupakhi, Jack, Cássio, Cássinho, Kuririn, Régis, Yuri, Falu Mermo, Cleison, Negresko, Kinho, Jalil, Radixniel, Ueviton, Capitu, Luana, Mauro Seixas, Zé Carlos, Mota Melo, Élcio, Hélcio, Di-SP, Tiago, Luis, Agenor, Sodré, Aliew, Edmilson, Blão, Roque, Lucas, Li, Lula, Dann, Neimisson, Manú, Geozinho, Raul, Torres, Tamires, Ygor, George, Gustavo, Rômulo, Luciano, Coffebreak, Librias, Serginho, Sergião, Gabireta, Bruno Valença (esse fala que é vice, mas no fundo é tricolor), Trick, Kio, Ubirajara, Humberto, João, Deco, Jordan, Guilherme, Guilomba, Roniere, Cledson, Jetiquens, Flor, Kelly, Adelso, Jefinho, Creuza, Pepeu, Pepelotti, Felipe, Marcus, Sólon, Barcellos, Jô, Miza, Nilo, Antonieta (esse diz que é Santos, mas no fundo é tricolor), Madder, Robertão, Píndaro, Lindolfo (esse não existe, mas curto o nome), Djib-Djib, Sara, Sarali, Sara Jones, Karina, José Cedraz, Gil Paixão, Borges, Greg, Bakardy, Klauss (esse é oreba, mas é paga pau), Kaio, Jone, Fabrício, Barreto, Jorginho, Wagneta (esse é Atlético Mineiro, mas no fundo é tricolor), Sovaco de Cobra, Arroto de Fanta, Walmir, Buringa, Tutu, Claiton, Bruno, Pedro (parabéns aí, seu Pedro), Cauã, Adri, Pensador, Rafael Camera, Dani Gostosa Mangá, Junio, Caio, Paula, Cesar, Mário Garcia Jr., Iris, Lalai, Lula, Joe, Binha de São Caetano, Helio Santos, Muba, Matheus, Tiagão, e mais uns 30 mil malucos no ataque.

O esquema é colocar um René Simões em cada ponto do estádio, passando ordens para a torcida jogar com o time. Aí, mermão, não tem desfalque certo. Vamos mostrar para o bando de loucos que eles podem ser loucos, mas doidão mesmo é a gente, papis.

P.S.: Hoje vai ser 1×0. Suado, mas gostoso.

P.P.S.: Continue a lista dos reforços nos comentários.

Esse campeonato é nosso: América 2×1 Bahia

Por Zé. O Novoa ::

- Porra, esse Zé não entende porraninhuma de futebas. Ou ele é maluco pacaráleo. Ou é beócio de verdade. Ou é doidão com força. Ou é um piradão de dar dó.

Calma, cambada de corno. Sei que depois da brocadinha que a gente levou do Americola, o título desse post soa tão estranho quanto falar que eu pego mulher feia. Mas vou tentar explicar.

A Série A já começou e o time mostrou em campo que vai ser difícil pacas a nossa vida. O que vimos foi uma galera esforçada no primeiro tempo e sem pernas no segundo. Um time que tem pouca técnica e pouco preparo físico. E o que é um time de futebol sem técnica e sem preparo físico? Vou deixar o Padre Quevedo responder:

- No equisiste.

Existe uma lenda na propaganda mais ou menos assim: um publicitário famoso viu as campanhas do pessoal da criação e não gostou de nada. Foi aí que ele soltou a pérola “se não sabe o que falar, cante” (o “cante” significa: faca um jingle, pare de inventar e vá de clip). Pois isso aí também se aplica ao futebol. Se não sabe ganhar no drible, ganhe na corrida.

Para mim, essa é a única salvação do Bahia. Colocar todo mundo para correr. O time precisa voar para compensar a deficiência técnica de alguns jogadores. Voando, quem é ruim vira esforçado. Quem é médio fica bom. Quem é bom fica ótimo.

Mas como o time mostrou que está longe de ser uma fonte de talento e que ainda não é lá essas coisas em preparo físico, você deve estar se perguntando o motivo de eu ter falado que esse campeonato é nosso. Bom, esse é um outro papo.

Esse campeonato é mesmo nosso. Nosso, da torcida. Quem pode e deve fazer a diferença é a gente. Em todo jogo, a gente tem que transformar Pituaço em um caldeirão tricolor. Em todo jogo, a gente tem que mostrar quem é o dono da casa. Em todo jogo, a gente tem que dar um empurrão no time.

Se os caras são incompetentes na arte de montar um elenco, se os caras têm um comportamento estranho na hora de dirigir o clube… vamos esquecer. Para o Bahia não passar vergonha, alguém tem que fazer a diferença. E esse alguém só pode ser a torcida. Repetindo: esse campeonato é nosso.

Zé Ricardo Novoa é publicitário e corno nas horas vagas e também escreve no Blog do Torcedor da Globo.com – O Blogaço Tricolor.

ATENÇÃO: Pra quem tava esperando, já chegaram as camisas do Blog BBMP (veja aqui o modelo) – A única diferença é que agora, a gola é em “V”.

Você pode adquirir a sua no stand da loja Bora Bahêa Store no Salvador Shopping, L1, em frente à Fórmula. Corra, porque são poucas unidades.

Tem tamanho PP, P, M, G, GG e Bolota.

Dossiê do Zé (Fahel)

:: Por Zé Ricardo Novoa – do Blogaço Tricolor::

Leandro Fahel Matos é o novo contratado do Bahia. O volante nasceu em Teófilo Otoni, em 15 de agosto de 1981.

Antes de falar de Fahel, vou falar de Teófilo Otoni, a terra do sacana. Sua população é formada por negros, índios e brancos. O que, para mim, deixou de ser uma cidade e virou um grande teste de geografia. Índio com negro, cafuzo. Branco com índio, mameluco. Negro com branco, mulato. Certo? Então concluímos que Teófilo Otoni é uma cidade de cafuzos, mamelucos e mulatos. Melhor, concluímos que Fahel pode ser o primeiro volante mameluco a vestir a camisa do Bahia. Que ducaráleo.

Voltando para o que interessa: Fahel foi revelado pelo América, mas foi campeão mineiro pelo Ipatinga, com Ney Franco, em 2005. E aí começaria um grande caso de amor entre Fahel e Ney Franco.

Coloca uma trilha de amor aí, pai.

Boa, agora vamos continuar, também no clima de romance.

O pequeno Fahel e seu amado Ney Franco formaram uma dupla do baralho em Ipatinga. Dupla que fez um sucesso louco. Tanto sucesso que Fahel foi convidado para tentar a sorte além mar, em terras lusitanas, em 2005.

Desconfio que Fahel foi contratado pelo time da CVC ou da Espaço Turismo. Um volante brasileiro em Portugal. Fahel passou pelo Marítimo, Paços de Ferreira, Marítimo de novo e Beira-Mar. Foram quase três anos viajando por Portugal e jogando nos intervalos das viagens. Fahel não fez grandes coisas por lá e, em 2008, voltou para o Brasil.

Coloca a trilha de romance de novo aí, pai.

Em 2008, Fahel voltou para o Atlético Paranaense. E quem era o técnico do Furacão? Isso mesmo, Ney Franco. A duplinha estava junta de novo. Mas essa relação não durou muito. Ney saiu do Atlético e Fahel foi saído logo depois.

Do Atlético Paranaense, Fahel foi para o Goiás. Titular do Goiás, Fahel viveu uma boa fase, mas logo foi contratado pelo Botafogo.

Trilha de romance de novo, pai.

Quem levou Fahel para o Botafogo? Isso mesmo, o queridão Ney Franco. No time da estrela solitária, a duplinha voltou a ficar junta. Que coisa linda. Ao chegar ao Rio, Fahel revelou que jogar na cidade maravilhosa era realizar um sonho de infância. Engraçados esses jogadores, meu sonho de infância sempre foi pegar Patrícia Fofolete, Mara Maravilha ou Cléo Brandão. Lembram de Cléo Brandão? Uhhhhhhhhhhh. Biscoito fino demais aquela mulher.

No Botafogo, Fahel conquistou o Carioca de 2010 e fez 113 gols em 6 jogos. Putaquipariu, errei na mosca agora. 113 gols em 6 jogos dá uma média de quase 19 gols por jogo. Aí ia ser difícil parar o Bahia. Aí sim a gente iria rumo ao título. Aí sim Binha poderia falar que o Bahia é melhor que o Barcelona, o Real Madri e o Milan juntos. 19 gols por jogo é foda. Até com uma defesa de cegos a gente ganharia. Ou pior: até com um defesa com Titi e Thiego a gente brocaria todo mundo. Legal, né? Mas a verdade é justamente o contrário: 113 jogos e 6 gols. Uma média de 0,05 gols por jogo. Tudo bem, tudo bem, ele é um volante.

Tá tudo legal, tudo tranquilo, mas é agora que começam os problemas. Fui pesquisar o que a torcida do Botafogo pensava sobre Fahel e fiquei pasmo (uia!). Fahel é detestado por uma boa parte da torcida. O sacana chegou a ser vaiado antes mesmo do jogo começar. Foi tanta perseguição que Joel Santana afastou Fahel para poupá-lo da ira da massa. O clima no Botafogo estava tão ruim que ele teve que ser negociado com o Bahia.

Bom, é isso. O que Fahel vai fazer no Bahia eu não sei. Só sei que o sacana já começou dando trabalho. Esse nome diferente com um H no meio é foda de digitar.

P.S.: Um vídeo nada a ver, mas tudo a ver com o amor de Ney Franco e Fahel.

Dossiê do Zé (Jobson)

:: Por Zé Novoa do Blogaço Tricolor ::

Vou começar esse dossiê com uma frase bombástica: na minha opinião, Jobson foi a melhor contratação que o Bahia fez em muito, muito tempo. Lembra muito o velho Luís Henrique (o sacana do Luís Henrique era melhor). É bola mesmo. Mas se você passou esses últimos anos procurando vida inteligente no espaço e tá se perguntando “quem é Jobson?”, vou tentar explicar a partir de agora. Está entrando no ar, o Dossiê Jobson.

Jobson, como sempre lembra o bom e velho Antonieta, é o filho do trampo. Como assim filho do trampo, José? Se liga na etimologia (toma uma etimologia na caixa dos petchos, papá) da palavra: Jobson = Job + Son = Trampo + Filho (em inglês) = Filho do Trampo. Perceberam a perspicácia (antes de continuar a ler, saiba que você está vivendo um momento histórico da internet esportiva brasileira: somos o primeiro blog de esportes a usar a palavra perspicácia em um texto – viva a eu, pai)… perceberam a perspicácia da moçada? Mas esqueça essa história de Filho do Trampo, confesso que essa informação não serve para porraninhuma.

Jobson Leandro Pereira de Oliveira nasceu em 1988, em Conceição do Araguaia, no Pará. A cidade natal do sacana é muito louca. É famosa por belas praias fluviais e por um enorme número de famílias sem terra. Mas não é só isso. A região do Araguaia teve uma importância enorme na história recente do Brasil. Foi lá que rolou a Guerrilha do Araguaia, com a galera do Partido Comunista lutando contra as tropas da ditadura. Até hoje moram ex-guerrilheiros e ex-combatentes por lá. Aliás, José Dirceu, aquele do mensalão e amigão de Lula, passou por lá. O que isso tem a ver com Jobson? Absolutamente nada.

Jobson apareceu para o futebol no Brasiliense, em 2007, mostrando sua preocupação com a vida política do país. O sacana nasceu onde teve a Guerrilha do Araguaia e foi jogar no time da capital da nação. O que isso tem a ver com futebol? Absolutamente nada. Mas no Brasiliense Jobson já mostrou que não queria ser famoso só por suas peripécias no campo e aprontou altas confusões, colecionando casos de indisciplina.

Jobson encheu o saco da galera do Brasiliense e, ainda em 2007, foi emprestado para o Jeju, da Coréia do Sul. Agora, cá para nós, jogar em Jeju deve ser muito difícil. É melhor jogar alimentado.

Jobson ficou quase dois anos por lá e, em 2009, voltou para o Brasiliense. O sacana deve ter aprontado tanto lá na Terra sem Esquina que foi logo emprestado para o Botafogo. Aliás, foi nesse ano que Jobson chamou a atenção da galera, ajudando a livrar o Botafogo do rebaixamento.

Jobson ia deslanchar. Jobson ia botar para quebrar (ih, tio, gíria de velho, hein). O Cruzeiro já tava em cima do sacana. Mas aí veio o primeiro caso de dopping. Aliás, o caso foi duplo, dopping em dois jogos. Primeiro falaram em cocaína. Depois ele mesmo assumiu que fumava crack. Porra, crack é foda. Agora vai entrar em campo Zerausio Varela.

Jobson fumava uma droga feita a partir de mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio. Essa porra vira uma pedra que faz um barulhinho quando é queimada, por isso o nome onomatopéico “crack” (vai se foder todo mundo, depois de “perspicácia”, agora rolou um “onomatopéico” – duvido que até o fim dos tempos alguém escreva essa palavra em um blog de esportes). O crack é altamente viciante, já que seu efeito é rápido, durando em media 3 minutos. Por isso todo esse temor com a vida extra campo do sacana.

Jobson foi julgado, pegou seis meses de gancho e comeu o pão que o diabo amassou. Até que em 2010 ele voltou a jogar pelo Botafogo. E jogou pacaráleo. Mas também fez merda para caráleo. Não resta dúvidas, Jobson é doidão demais. E sendo doidão, foi mandado embora do Botafogo e parou no Atlético Mineiro.

Jobson chegou ao Atlético trazendo muita esperança na bagagem. Mas dizem que tinha regalias por lá e também caiu na balada na capital mineira. Isso provocou a ira de alguns jogadores e rachou o grupo. Como Jobson não estava comprometido com o projeto do Atlético, foi dispensado. A versão do jogador é que achavam que ele era maluco e queriam internar o sacana para fazer tratamentos.

Jobson é uma prova de que não dá para pintar e bordar no campo e no putêtê ao mesmo tempo. Tanto é que as portas no Botafogo se fecharam para o sacanildo, mesmo ele tendo implorado para voltar. Aqui também vale uma observação: para um cara que fumava crack, um time com o nome de Botafogo não é o ideal, né? Imagina o cara lutando contra o vício e a torcida inteira gritando Botafoooooooogoooooooooo. É sacanagem.

Jobson, para finalizar, era para estar brilhando por aí, sendo mais um a desprezar o Bahia. Mas o tricolor está sendo encarado como a última chance do jogador. Vamos ver o que ele apronta por aqui. Confesso que fiquei feliz com a ideia do exame de sangue frequente. E confesso que estou temeroso com o novo julgamento que ele vai precisar enfrentar. Vai que ele está dando certo, o Bahia tá brocando e ele pega mais um ganchinho. Vai ser foda. Aí eu é que vou cair no crack.

P.S.: Mais um feito para internet brasileira: 11 parágrafos começados com a palavra Jobson. Tudo para falar que se o Bahia tivesse 11 Jobsons, seria um timão da porra. Ou deixaria todos os traficantes de Salvador milionários.

P.P.S.: Dois vídeos nada a ver, que também têm tudo a ver. Um é uma bela merda. O outro é a tentativa de transformar essa bela merda em uma coisa menos bizarra.

Segunda na labuta

Por Zé Ricardo do Blogaço Tricolor ::

Não sei se vocês tiveram melhor sorte, mas a minha segunda foi uma labutada só. Foi não, são 23:30h e ainda continua sendo. Hoje, me dediquei a esse doce esporte que enobrece o homem. Trabalhar, trabalhar e trabalhar.

Muita gente ficaria tensa com isso. Estressada, talvez. Mas eu não. Tanto que resolvi tirar 60 segundos de férias e pensar no Bahia. 60 segundinhos só. Por isso, não vou escrever um texto corrido (no sentido original), mas um texto corrido (no outro sentido). Traduzindo: vou levantar várias bolas para vocês cortarem.

- Começarei com a desculpa do campo ruim para o empate de ontem. Tava ruim para os dois, pai. Ou só o lado do Bahia tava ruim e outro lado tava um tapete?

- O Rolo com Tressor parece que deu uma enguiçada. Começou bem, mas deu uma caída de produção.

- O tricolor precisa de mais um cara bom em cada uma posição. Um goleiro para fazer sombra para Omar. Um lateral esquerdo, para brigar com Ávine. Um direito, para ser titular. Um volante, para ser titular. Um meia, para servir de opção. Um atacante, para colocar Robert no banco (até ele voltar a ser o Robert do começo no Parmêra) e mandar Souza logo para a casa da nisgraça.

- Não crio muita expectativa para El Puma. Ninguém nunca viu o sacana jogar e só ouvi boatos que era bom. Prefiro esperar.

- O time ainda é um mero rascunho. Quem se engasga com Lei, vai fazer que porra quando tiver Neymar, Ganso, Luis Fabiano, Ronaldinho, Liédson, Conca e Fred pela frente?

- Colé a de Zezinho? Confesso que era uma das contratações que eu botava fé. O sacana sabe jogar. Mas o que tá rolando com o cornildo?

- E Maurício? Cadê o corno?

- Como diria Tarântula, um amigo meu corintiano “Lulinha jogava como um homem no meio dos meninos, mas joga como um menino no meio dos homens”. Sou mais Pedro Ken.

- Boto fé em Danny Morais. Vai ser titular dessa porra.

- Fábio foi convocado para a seleção sub-18. Quando o sacana voltar, coloca ele no time de cima aí, faz o favor.

- É isso. Já eram meus 60 segundos. Vou voltar para a labuta, moçadinha.

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Arthur merece

Por José Ricardo Novoa ::

Quando perguntarem para Arthur o que aconteceu em novembro de 2010, torço para que ele responda que aquele foi o mês de nascimento de um novo Bahia. Torço, porque Arthur merece.

Arthur merece que daqui para a frente a torcida do Bahia seja respeitada. Respeitada como deve ser todo torcedor. E respeitada por sua força, garra e amor ao tricolor. Amor que nunca faltou, mesmo quando o Bahia não merecia. Amor que sobrou quando o clube tomou vergonha na cara e se estruturou um pouco.

Arthur merece que uma nova mentalidade domine a diretoria do clube e traga mais democracia e transparência. Sem laranjas no conselho, sem negociatas por baixo dos panos e com a participação ativa dos sócios.

Arthur merece um clube forte, com milhares de associados. Um grupo enorme de torcedores que coloque dinheiro no clube, que participe das decisões políticas, que leve esse time sempre para a frente. Ou melhor, para o alto e avante.

Arthur merece que os torcedores de hoje tenham consciência de sua força e do seu papel, que não suportem mais ser tratados como massa de manobra. Binhas, torcida organizada que aceita receber ingressos para ficar calada, imprensa com rabo preso. Isso tem que virar coisa do passado. Um passado de coronelismos, de painhos, um passado que já morreu e deve ser enterrado.

Arthur merece um time grande, que pense grande. Nada de ser o melhor do Nordeste. Ou o melhor do Norte/Nordeste. Isso não é título que preste. Junte-se aos pequenos e serás grande. Junte-se aos grandes e serás gigante. Já dizia o filósofo.

Arthur merece um Bahia com cara da Bahia. Temos a maior festa popular do mundo. Temos artistas reconhecidos internacionalmente. Temos belezas naturais. Temos a simpatia do mundo inteiro. E o Bahia não capitaliza nada disso. Não existe a participação de artistas tricolores na vida do clube. Não existe a participação das cabeças pensantes do nosso estado. Não existe nada que faça do Bahia um clube com a cara da Bahia. Só o povo. Isso é a pólvora, falta alguém riscar o fósforo.

Arthur merece sangue realmente novo no clube. Fora para todas aquelas figuras sinistras que ainda fazem parte da vida do Bahia. Fora. Se alguém lembrar do nosso passado recente e vergonhoso, vai perceber que alguns dos que prejudicaram o clube estavam no gramado quando o juiz apitou o final do jogo contra os portugas.

Arthur merece tudo isso e muito mais. Merece porque nasceu em outubro de 2010. E já nasceu Bahia, como o pai. É uma criança símbolo de uma nova geração de torcedores. Tomara que uma geração que sofra menos que a nossa, que pegue um Bahia diferente, mudado para melhor. Aliás, o pai é tão Bahia que fala assim:

- O nome dele é Arthur, com A, de Série A.

Cabe a todos nós lutarmos para que os nossos Arthurs tenham pelo menos um pouco do que merecem.

P.S.: Arthur é filho de Pablo Amorim, leitor do Blogaço Tricolor. E como diz o próprio Pablo (e quem é de fora não entende): “Bora, Arthur, minha porrinha!!”.

P.S2: Vamos votar na galera do Bahia para a eleição dos Craques da Série B da Sportv. Clique AQUI.

P.S3: Quer uma camisa do Blog BBMP? veja como você pode conseguir uma. Clique AQUI.

O que você faz em 6 minutos?

Texto de José Ricardo Novoa ::

O que você faz em 6 minutos?

Um miojo. Dois, na verdade. Vota, se não tiver indeciso. Fica só com nove minutos de fama. Começa a suar na esteira. Sua pacaráleo na sauna. Ouve uma música. Ou ouve meia música de Belchior. Faz um tchacatchaca na butchaca rapidinho. Faz um pipoca. Toma seis shots de tequila e fica bêbado. Decora uma letra inteira dessas bandas novas de rock. Decora três letras inteiras dessas bandas de pagode. Dá um cago. Perde o vôo. Come um acarajé. Come dois acarajés, dependendo da fome. Come três acarajés, dependendo da fome e se tem algum banheiro por perto. Come um quilo e meio de costelinha de porco, se você for o recordista mundial em comer costelinha de porco. Comemora a liderança da Série B.

6 minutos. Durante todo esse tempo, o Bahia foi líder da Série B. A galera pulou, cantou e comemorou pacaráleo durante toda a eternidade por 6 minutos. Mas no fim, no finzinho, o tricolor deu braga mais uma vez. Porra, Marcone. Porra, Jael. Porra, Bahia. 6 minutos só de alegria é foda.

Levei 6 minutos para escrever essa bizarrice e paro por aqui. Tô plutinho.

José Ricardo escreve no blog do torcedor da Globo.com

—–

Pra finalizar, um video (com menos de 6 minutos produzido por Alexandre Huang) do jogo Bahia x Coritiba, que mostra toda a emoção de estar no meio da torcida do esquadrão. Se ligue:

Um ícone desce, o outro parece que quer subir.

Esse foi um fim de semana marcante para o futebol baiano. Foi um finde inesquecível por dois detalhes: um ícone do nosso futebol caiu e outro parece que começou a subir.

O ícone que caiu foi a velha Fonte Nova. O estádio, que está para o Bahia assim como o Vaticano está para o Papa, foi implodido. Muita gente está fazendo drama, está derramando lágrimas até. Mas acho que não é para tanto.

Eu fui um freqüentador da velha Fonte desde criança. E como fui uma criança sabichona, já sabia que o estádio tinha problemas. Ao mesmo tempo que trouxe muitas alegrias, também trazia muita insatisfação. O portão ficava aberto até a metade, as filas nas bilheterias eram imensas, achar uma vaga para estacionar era um inferno, as goteiras já faziam parte da paisagem, as poças de mijo eram um rio perene, os banheiros eram mais alagados que os alagados. Uma porcaria.

Mas a mente humana é mesmo uma coisinha maluca e fazia a gente gostar daquilo mesmo com todos os problemas. Gostava porque foi lá que a galera aprendeu a amar cada vez mais o futebol e o Bahia. Aprendeu que vencer e perder faz parte do esporte e que a gente fazia parte de um grupo maior: o grupo dos apaixonados pelo tricolor. Ali a gente riu, gritou, pulou, chorou e fez o diabo. Todo mundo junto, no mesmo lugar, contrariando as leis da física.

O mais importante é que a Fonte Nova não acabou. Ela apenas vai ser modernizada e ficar do jeito que a gente merece (parece). O templo do futebol baiano vai voltar ainda melhor (parece também). Uma mudança tardia, que estava sendo pedida até mesmo pelo próprio estádio. A gente só foi ouvir depois que ele não agüentou mais e provocou uma tragédia.

Parece que foi combinado: um dia antes da Fonte Nova ser implodida, o Bahia resolveu ensaiar uma subida. A brocada de 4×2 na Lusa foi um sopro de esperança. Não só esperança, foi um sopro de nostalgia. O Bahia jogou contra a Lusa como o Bahia de antigamente: sem medo, sem se apequenar, sem viadagens. Foi para cima, fez, aconteceu e brocou. Simples assim.

Como a antiga Fonte, o espírito de derrotado, de esculhambado, de casa de Noca do Bahia tem que ser implodido. Tem que virar poeira e dar lugar a um espírito novo, vencedor, um espírito cheio de vergonha na cara e respeito pelo torcedor.

Já que estamos vivendo uma época de mudanças, vamos implodir logo tudo. Esse conselho maldito do clube, esse estatuto caquético, esse jeito bizarro de comandar um time de futebol, essa falta de democracia e transparência…. tudo.

Vamos implodir. Só assim o Bahia poderá se reerguer como a Fonte Nova vai se reerguer: moderno, bonito, bem na fita. Afinal, já dizia o filósofo “para subir é preciso implodir”.

Foto de Matheus Magenta

Copa do Nordeste: a idéia é boa, mas peca na execução

Quando alguém fala em Copa do Nordeste, lembro logo do gol de Preto contra o Sport, quando o Bahia brocou o leão da ilha e levantou o caneco. Ah, 2001, o último grande ano tricolor. Uma lágrima escorreu aqui no meu rosto. Como diria Jorge Vercillo: bateu maré.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=ua0cAAUJDJI[/youtube]

Mas mesmo com essa lembrança batuta, acho que essa Copa do Nordeste tá de brincadeira comigo. Cetamizuano, Copa do Nordeste. Quarta, com a Copa do Mundo começando sexta, com a cabeça lá na África, com a atenção do mundo inteiro voltada para Kaká, Josué, Cristiano Ronaldo e Nelson Mandela (tire o chapéu e levante a mão,
diga não ao Apartheid e liberte Mandela,
nosso grande irmão) quem vai pensar no CSA? Quem? Quem? Quem? Sei lá quem. Eu é que não vou pensar nessa mizéra.

Começar a Copa do Nordeste dois dias antes da Copa do Mundo foi uma jogada de mestre. Mestre dos horrores, mas mestre. Porra, Copa do Nordeste ao mesmo tempo do Campeonato Brasileiro já é um pobrema (errei mesmo, e daí?), imagina ao mesmo tempo da Copa do Mundo.

Sem contar, filhote, com uma peculiar bizarrice: o Bahia vai jogar com o time B. O time A do Bahia tem Itacaré no ataque. Imagina o time B.

- Pe-pe-pe-pe-pe-raí, Zé. Dá para urubuservar umas carniças do time B para puxar para o time A.

Dá mesmo, gaguinho. Isso dá. Maurício, Roberto e Wilson Jr só são jogadores B para o nosso técnico maluquete Gaúcho. Abedi, Itacaré, Apodi, Carlos Alberto, Marcone (eu sei que uma galera dessa aí já se picou do Fazendão) são do time A. Maurício, Roberto e Wilson Jr são do time B. Vai entender.

- Porra, Zé, acabou com a Copa do Nordeste agora.

Acabei, mas vou ficar ligadão no jogo de hoje por dois motivos:

1- Sou um corno e não perco nem amistoso do Bahia no Júlio César.

2- Eu tenho que ver um time que tem Gibi, La Bamba, Braw e Catanha jogar. CSA deve significar Clube Salpicado de Apelidos.

P.S.: Percebeu que eu lembrei da grande banda Reflexu’s nos parênteses de Mandela?

P.P.S.: Piadinha que meti no tuíter: hoje tem Bahia B x CS A