O Bahia ganhou. Tempo.

ATLÉTICO-GO 0×1 BAHIA
38ª rodada Brasileirão 2012

Tirando o gol do triunfo do Bahia ter sido de Rafael e o Náutico ter vencido o Sport, nada me surpreendeu nessa rodada que finalizou o Campeonato Brasileiro 2012 e a participação medíocre do time baiano na competição. O jogo do Serra Dourada mostrou um Atlético-GO disposto a jogar como último item de pauta de reunião (o que ocorrer) e um Bahia que não conseguiu aproveitar as facilidades de enfrentar um time rebaixado há 4 rodadas em um campo praticamente neutro.
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Com as calças na mão…

- Cadê o controle da TV?
- ALIVIADO…
- Viado é seu pai!
- Não, porra! Tou dizendo que estou aliviado com esse gol do Bahia.
- Porra, fale não, velho! Todo ano é este sufoco! Ano passado ainda escapamos na penúltima rodada, este ano foi agonia até os 45 do segundo tempo. É muita incompetência com uma torcida tão fanática!
- Pois é, essa diretoria faz a gente torcer pro Náutico e a porra ainda perdeu pênalti. Pensei que rolaria outra Batalha dos Aflitos… Continuar lendo

Resenha da Porra 65 – Atlético-GO x Bahia. Pelo menos empatar: ou dá, ou desce.

No campeonato em que todo mundo ajuda o Bahia, menos ele mesmo, lá vem outra boa oportunidade de se classificar pra Série A 2013. Um empate com o já rebaixado e bem limitado Atlético-Go e pouco vai importar saber que o Sport venceu o Náutico nos Aflitos.

Para isso, basta o Bahia fazer uma partida com um mínimo de decência. Porque, na boa, “não como nada” desse retrospecto recente do Atlético-Go, como forma de valorizar o adversário. É um dos piores times do campeonato, que, quando disputava sua sobrevivência, caiu sem dar sinal de reação. Depois, pegou um Santos vacilante, que tinha o jogo ganho e relaxou, pegou um Atlético-MG esgotado, no fim das forças e desmotivado pelo já provável título do Fluminense e na sequência pegou o Palmeiras reserva. Se o alviverde titular já doía nos olhos ver jogar, imagine o reserva.

Então, acho válido respeitar o adversário, ter um discurso de cautela, talz, mas vamos botar pingos nos “is”. Jogador e comissão técnica é que devem se comportar assim. O Atlético é ruim, muito ruim e se o Bahia conseguir perder para esse time, no campo neutro que é o Serra Dourada, vai merecer cair é pra terceira divisão direto. O Bahia que teve a melhor tabela de final de campeonato, inclusive…

Tem uma questão difícil que é decidir quem vai jogar no ataque cardíaco do time:
As opções animadoras são…….., …………, …………., ………….., ………….,
As opções de Jorginho são Jones, Rafael, Ciro, Júnior, Elias, Lulinha (não sei se tem condições físicas). Você escalaria quem? Fahel, de centroavante?

Bom, não vou encarar esse jogo como “a grande batalha” ou “o desafio final” ou “a última busca pelo objetivo”. Porque esse jogo ter esse tipo de relevância pro Bahia é vergonhoso pra história do clube (mais uma vez). Quando empatar ou vencer o Atlético (se não conseguirem a proeza de perder), os jogadores deveriam buscar uma faixa no banco de reservas e exibi-la pra torcida, com um pedido gigante de desculpas. E a diretoria não tem envergadura moral alguma pra falar um “ai” em volta desse hipotético resultado.

Sim, porque já estou até vendo, final de jogo, Atlético-GO 0×1 Bahia (meu palpite), (com as calças na mão) me aparece presidente, diretor de porra nenhuma, Ruins Acciolis da vida para esbaforir palavras de desabafo em rádios e TVs, como se tivessem conquistado grande coisa ou, pior, como se fossem grandes injustiçados.

Bom, toda vez que começo a escrever sobre isso me chateio. Melhor parar por aqui. Vamos ver o que a trupe dos Guimarãescioli, que até o uniforme do time mudou, pra parecer com o Santos, consegue fazer domingo. Acredito que o Sport vai vencer o Náutico nos Aflitos. Sendo assim, a conversa é clara: Ou dá pra não perder, ou desce.

Caso não perca, vou dá um conselho (poderia vender, mas o blog é parceiro da galera): Quando o jogo acabar não comemore não, não vire pro torcedor do vice e diga “Chupa putada” ou “o secador quebrou, o elevador também”. Segure sua onda, porque descer é questão de tempo e logo logo eles terão motivos pra sacanear a gente. Porque enquanto essa diretoria nebulosa não abrir o clube, manter o Bahia na primeira vai ser improvável. Aguarde e confie. Aproveite e, se tiver afim, dê seu palpite aí. Se não quiser dar palpite eu vou entender, porque se motivar todo ano pra esse tipo de jogo é difícil mesmo.

Abraço.

Atualização:

O meu amigo Nelson Barros Neto, jornalista, me lembrou que, quando o Atlético-GO enfrentou o das Minas Gerais, em BH, o Fluminense já havia garantido o título brasileiro e o Galo “só” poderia se contentar em lutar pelo vice-campeonato. Ou seja: mais um motivo para não considerar tanto assim essa “arrancada” do nosso próximo adversário.

Resultado Fuleco


Gabriel cobra e converte o primeiro pênalti a favor do Bahia em Pituaçu. (Foto: Will Vieira)

BAHIA 1×1 NÁUTICO
37ª rodada Brasileirão

Acompanhei Bahia x Náutico pelo twitter, ao tempo que assistia em uma TV, num bar do Rio de Janeiro, o Sport massacrar o Fluminense e não conseguir transformar suas chances em gol, por obra e graça de Nossa Senhora Tricolina das Laranjeiras, em comunhão com Nossa Senhora Tricolina da Boa Terra. É angustiante acompanhar o jogo do Bahia assim, mas pelo que li, ouvi e recebi de mensagens, o Bahia teve uma performance bem parecida com a do jogo da Ponte Preta (que eu vi e conclui que o time só ganhou porque a Macaca aliviou/cansou no segundo tempo).

Ou seja, o Bahia teve mais uma vez uma semana para treinar fundamentos básicos como passe e chute a gol , fazer uma careta de time que fosse e mesmo assim não conseguiu aproveitar esse tempo livre pra melhorar o suficiente pra ganhar do pior visitante em casa e garantir a sua classificação para a Série A de 2013.

Sim, se classificar pra Série A, tal qual fez o Goiás, o Criciúma, o Atlético-PR e o Vitória. Por que é pra isso que o Bahia joga a primeira divisão: pra se garantir pra primeira divisão seguinte. O pequeno Bahia de hoje em dia já entra na primeira rodada da primeira divisão fora da primeira divisão.

O tricolor saiu da série B em 2010, mas de lá pra cá a série B não saiu dele. É um time que repete erros de uma forma que me faz imaginar que erra de propósito ou que a saúde do clube em si não é a prioridade de quem o gerencia.


Ataque de risos funcionou de novo. Fez a torcida do Timbu rir (foto: Will Vieira)

Vamos lá:

O que explica contratações de jogadores que não têm a menor condição pisar o Fazendão, vindos de clubes sem expressão do Rio de Janeiro/São Paulo, como Elias, por exemplo? E que grandes berços de talentos são esses “Audaxes” do Rio e de São Paulo onde o Bahia vai buscar os jogadores de primeira divisão que só ele, Bahia, vê?

O que explica a contratação de jogadores em fim de carreira como Kléberson, Zé Roberto e Mancini, todos ganhando salários relevantes, que poderiam pagar jogadores como Ayrton do Coritiba, Wellinton Nem, do Fluminense ou Aloísio, do Figueirense? O que explica o time depender de um jogador como Souza, que joga metade das partidas do ano? O que explica a renovação de contrato com Coelho, considerando sua inaptidão à jogar demonstrada desde o início do ano? E a contratação de um jogador como Caio, que de tão ruim eu até esqueço que está no elenco?

O que explica aquela confusão com um jornalista do jornal A Tarde, que estava fazendo seu trabalho e que foi coagido por membros próximos à diretoria do Bahia e também por colegas (medíocres) de profissão? Detalhe que depois daquele acontecido o Bahia fez só uma boa partida, contra o Fluminense, e mesmo assim perdeu.

E o que explica o presidente do clube, com o cargo importante que tem, fazer ironia com o rival que acaba de conseguir o acesso a série A? E, pior ainda, sendo que o próprio clube que ele preside vive com as calças na mão na primeira divisão? Dá pra ver que tem muita coisa errada né?

O Bahia merece cair. Merece muito. É um time incompetente, sortudo e ingrato: ingrato com a sorte e com seu torcedor, não necessariamente nessa ordem.
E, incrivelmente, apesar de todas as suas “furadas”, ainda só depende dele, só precisa do que ele mais sabe fazer (empatar) para se garantir.
De qualquer forma, não tenho dúvidas que se o Bahia não pagar os pecados com o rebaixamento esse ano, de 2013 não passa. Pode preparar seu zé de coió, torcedor tricolor, pois lá vem a queda…


A legenda está na foto de Will Vieira

Com relação à parte técnica do time, quero fazer uma observação que pode render polêmica:

Eu quero isentar o setor defensivo do Bahia na hora de desqualificar a campanha do time. Lógico que o time todo ganha, o time todo perde, mas o grande problema do Bahia dentro de campo está nos seus setores de criação e ataque, absolutamente ineficientes. Sendo assim, acho que devemos ter cuidado na hora de avaliar jogadores do miolo de zaga e também os volantes, além dos goleiros. Eles foram e estão sendo fundamentais para o estrago no Bahia não ser maior.

Inclusive nesse jogo terrível contra o Náutico, a defesa falhou feio. Porém, na boa, a defesa tem crédito.

Pra completar e fazer o título do post ser entendido, no fim de semana em que as “autoridades” escolheram o nome do nosso mascote da Copa do Mundo, o Bahia resolveu dar utilidade a esse nome. O Bahia de hoje é um clube Fuleco. O resultado no campeonato não poderia ser diferente.

Abraço.

O dia em que eu não podia gritar!

Fala, nação! Alguns de vocês mais atentos já devem ter notado que dei uma sumida (agradeçam a Cassio não ter deixado a peteca cair durante minha ausência, por sinal, o sacaneta lascou em banda esses dias).

Quem me segue no Twitter até já sabe o motivo do meu sumiço. É que tive um problema na garganta e cheguei a ficar 3 dias internado no hospital e as porras. A parada foi tão punk que, pela 1ª vez desde 1900 e bolinha, perdi um jogo do Baêa em Salvador (faltei contra o Grêmio).

Porém, já estou quase bom e resolvi ir neste jogo contra a Ponte pra trazer os 3 pontos. Devo admitir que em certos momentos preferiria estar em casa mesmo, pois o que se viu em Pituaço na tarde deste domingo, principalmente no 1º tempo, foi horripilante. Acho que nem na emergência do HGE vemos coisas parecidas.

Falando em emergência, Fabinho quase me mandou pro hospital de novo, mas pra área cardiológica! O xibungo deu tanta braga que não daria nem pra contar nos dedos da mão dele… Até Neto deu uma entregada bizarra no 1º tempo mais ridículo que vi o Bahia fazer este ano aqui. E, por causa da garganta, eu nem podia gritar com os sacanas. Aliás, passei o jogo quase todo sofrendo calado.

Lembro de um lance da Ponte, já na etapa derradeira, que o atacante deles passou por Lomba e tocou a bola… a pelota cruzou toda a linha do gol, tirando tinta da trave. Meu coração parou por todo o tempo que a bola corria em frente ao gol.

Porém, faltando 10 minutos pro jogo acabar, Diones fez boa jogada na linha de fundo e tocou pra Hélder, que ajeitou magistralmente pra Neto chutar, a bola passou caprichosamente por baixo das pernas do zagueiro ponte-pretano e morreu nos fundos da rede, pra alegria da nação e pra tristeza do meu otorrinolaringologista, pois gritei pra porra na hora, larguei uns 4 “gols” e uns 8 “porra”, além dos “nisgraças”, “caraio”, “PQP” e similares.

E não foram gritos de comemoração, nem de alegria e sim de alívio, pois com o triunfo mandaríamos o Palmeiras pro inferno e com a derrota do Náutico só precisamos vencer o próprio time pernambucano em Pituaço na próxima rodada pra escaparmos de vez do pesadelo.

É o mesmo roteiro de 2011, passamos o campeonato inteiro na UTI, respirando por aparelhos na esperança de sobreviver até o final. Apequenaram tanto o Bahia que todo ano nosso único objetivo é escapar da eutanasia. E isto já é aceito pela diretoria e pelos jogadores, basta prestar atenção no discurso medíocre deles todos, que não deixa dúvida que a real meta é esta mesmo.

A solução pro enfermo seria uma Unimed, mas nenhuma empresa séria teria coragem de injetar tanto dinheiro pra recuperar a saúde de um paciente que insiste em fazer tudo errado, principalmente abrindo mão do apoio de quem mais quer o seu bem.

ST

Resenha da Porra 64 – Bahia x Ponte Preta – O Bahia das decisões

Lá vem outro jogo daqueles “é ganhar ou ganhar” do Bahia. Não foram poucos esse ano e eu bem lembro dos dois últimos em casa: derrota pro Palmeiras, empate com o Grêmio.

Na verdade, ter jogo decisivo pra assistir era pra ser algo bom. Até porque ir pra um jogo do Bahia podendo comemorar uma conquista é o que há de mais motivante no futebol. F…mesmo é ficar indo pra jogo de vida ou morte, com o c…no ponto o tempo todo, sempre correndo risco de visitar as terras uvo-negras mais uma vez. Essa rotina é que vem incomodando. Essa tensão todo fim de ano é ruim para o clube e pra mim, como torcedor, é absolutamente desgastante. Escapar de rebaixamento e viver de alívio não pode ser o “melhor” que o Bahia tem a oferecer a sua torcida. Isso tem que mudar.

Porém, acho que esse é um papo pra depois. Agora que a situação está complicada, temos é que nos unir, encher Pituaçu e lutar com os jogadores por um triunfo em cima da Ponte Preta. A Ponte que, desde que Guto Ferreira assumiu, ganhou tudo em casa e não ganhou nada fora, sempre dificultou para o tricolor quando joga em Salvador. Não espero que dessa vez vá ser diferente. Vai ser um jogo difícil, mas, independente da zaga remendada do Bahia, do problema que o time tem pra vencer em Pituaçu, do problema que o time tem pra fazer gols, eu tenho uma observação otimista:

É que essa semana eu estava lembrando da última partida do primeiro turno. O Bahia empatou com o Atlético-Go em casa, ficou fora da zona por apenas um ponto. Já tinha esse elenco aí, com contratações improdutivas solidificadas, já sofria com as contusões em sequência e, pior ainda, tinha um técnico terrível na postura e na montagem do time. Após aquela partida, eu não esperava nada diferente do que um time rebaixado no meio do segundo turno.

Aí, quando penso que hoje o Bahia chega para a parte final (e teoricamente mais tranquila) da tabela de jogos do campeonato com três pontos de vantagem pra zona de rebaixamento, acho que estamos no lucro. Lógico que, com as mudanças nas circunstâncias, os resultados expressivos do início do returno, a gente esperava que a rebaixamento não fosse mais a realidade do clube. Porém, ninguém esperava também que esses resultados expressivos acontecessem depois daquele empate com o hoje já rebaixado Dragão.

Então, é tirar a cara de ressaca de Costa do Sauípe, se mexer da poltrona depois de uns dias dentro de casa vendo filmes em sequência, adiantar aquele almoço de família no domingo, voltar do feriadão, seja do litoral norte, do recôncavo ou da China com a faca nos dentes e a fé afinada nos jogadores tricolores para ajudar nessa peleja com toda força. É importante que a torcida compareça, é importante ter paciência com o jogo, que vai ser amarrado. É importante acreditar que finalmente vamos ganhar um jogo decisivo em casa.

Vamos lá, de novo, fazer nossa parte pra ajudar o Bahia a se salvar. E quando acabar o sufoco (assim espero), vamos fazer nossa parte para que isso deixe de ser rotina.

E quanto à polêmica da montagem da zaga, eu acho que quem deve jogar é Fabinho mesmo. Botar Dudu pra “se virar” numa rodada em que o time pode, “Deuslivreeguarde”, ingressar a zona maldita, é botar o do “pivete” na reta. Se fosse um jogo decisivo para o bem, pra conquistar algo, acho que valia a pena botar o garoto. No caso do jogo de domingo, não acho. Você acha o quê?

Bom, meu palpite é Bahia 2×0 Ponte. Gol no início de Souza, sufoco o jogo todo com a Ponte pressionando e contra-ataque mortal com gol de Jones no segundo tempo. Roteiro com emoção, parecido com o jogo de ida, em Campinas. Você acha que vai ser quanto? Acha que vai ser como?

Dê seu palpite também e pra completar, vote em nosso promissor Gabriel pra craque da galera. Clique aqui e mande ver. Abraço. BBMP!

O que foi que eu perdi?

Não vi o jogo do Bahia contra o Cruzeiro em Minas. Felizmente, uma série de compromissos no domingo me tirou da frente da TV e só consegui me chatear no segundo tempo, acompanhando o final pelo rádio. Aí, depois da peleja, ouvindo comentários de amigos, de cronistas (alguns deles que podem ser levados a sério) e vendo os “melhores momentos” deu pra perceber que o tricolor cumpriu roteiros que apareceram também em outros jogos:

Fahel fez gol – Já vi isso acontecer.
Fahel fez gol no estádio Independência reformado! – Já vi isso acontecer (1×1 contra o Galo lá foi gol dele)
O Bahia perdeu oportunidades claras no primeiro tempo que custaram caro no segundo tempo – Já vi isso acontecer (Bahia x Fluminense em Salvador, Fluminense x Bahia no Rio, que terminou com primeiro tempo empatado e dois gols perdidos na conta de Kléberson, são dois bons exemplos)

O Bahia perdeu oportunidades claras de matar o jogo – Já vi isso acontecer (Alguém lembra do Coritiba em Salvador? E do Inter, também em Salvador?)

O Bahia tomou gol de cobertura nos acréscimos – Já vi isso acontecer (Grêmio 3×1 Bahia, gol de Marcelo Moreno no Olímpico)

O Bahia tomou um golaço – Já vi isso acontecer (Lembram de Martinez, do Náutico, lá em Recife? E de Diego Souza, em Salvador, pelo Vasco?)

O juiz estava de má vontade com o Bahia – Já vi isso acontecer e não vou ter espaço pra descrever todas as oportunidades aqui tamanha a quantidade de ocorrências

O Bahia foi um time apático no segundo tempo – Já vi isso acontecer ( Coritiba 2×1 Bahia, Bahia 0 x 1 Palmeiras, Corinthians 1×1 Bahia, são só alguns exemplos recentes)

Mancini entrou em não ajudou em nada – Já vi isso acontecer

Mancini além de não ajudar em nada, ainda atrapalhou, sendo expulso – Já vi acontecer! E foi num jogo que o time tomou 3×1, que tomou gol de cobertura e que também o juiz não estava de boa vontade.

O Bahia perdeu pro Cruzeiro – Não vou nem comentar…Se o critério for histórico, já tinha visto. Se o critério for só esse brasileirão…tcharam!!!! Também já vi acontecer.

O Bahia perdeu e ficou perto da zona de rebaixamento – Já vi acontecer umas dezenas de vezes

O Bahia perdeu e vai ter um final de campeonato tenso e caso se livre do rebaixamento a sensação de alívio vai fazer todo mundo pensar que está tudo bem. – Já vi acontecer em alguns anos.

O Bahia perdeu, mas pode se livrar do rebaixamento, ver um time “grande” cair e depois, no ano seguinte, passar vergonha e cair também. – Vi isso acontecer em 1996/1997 e também em 2002/2003.

Deu pra ver que o que aconteceu em Minas não foi novidade e o que pode acontecer no final do Brasileirão também não. De inédito no Bahia mesmo só votar pra eleger presidente e diretoria. Até esse “choro” meu lembrando que o time precisa se modernizar, ser aberto, ter eleições diretas e voltar a ser grande, eu também já vi.

Ps: O Bahia perder de virada era inédito nesse Brasileiro…porra, perdi isso?

Resenha da Porra 63 – Cruzeiro x Bahia. Motivo pra ganhar.

Brasileirão 1992
Cruzeiro 1×1 Bahia – Não lembro de zorra nenhuma.

Brasileirão 1993:

Bahia 1×3 Cruzeiro – O Bahia fez o primeiro com Naldinho no primeiro tempo e depois tomou uns sapecas na trave do Dique. Um dentucinho, de nome comum, fez dois gols. Ouvi pelo rádio.

Cruzeiro 6×0 Bahia – O Bahia e Rodolfo Rodriguez me fizeram passar a primeira vergonha futebolística de minha vida aos 12 anos, com uns 4 pelo menos que eu já acompanhava o time. O tal dentuço fez mais 5 e um deles depois de ver o goleiro do Bahia largar a bola no chão pra rezar pelo fim do jogo.

Brasileirão 1994:

Bahia 2×1 Cruzeiro – Me senti vingado do ano anterior, só pra não dar o braço a torcer. Os resultados nem se comparam. Muito menos os estragos.

Cruzeiro 2×1 Bahia – Me senti indignado. O Bahia perdeu de virada. Ouvi no rádio e deu raiva do locutor gritar gol só depois que eu ouvi a torcida da casa vibrando.

Copa do Brasil 1995:

Cruzeiro 1×0 Bahia – Jogo passou na TV, se não me engano, no SBT. O goleiro Jean, do Bahia, pegava até peixe de água salgada na lagoa da Pampulha e o jogo caminhava pra um 0×0. Até que Belleti, (esse mesmo que você está pensando), chuta de fora de área, a bola quica perto do gol e Jean, que tava pegando tudo, deixa passar.

Bahia 2×1 Cruzeiro – Foi o primeiro jogo que vi em Pituaço. Ainda das antigas, com dois lances de arquibancas, um em cada lado do campo, o estádio assistiu uma pancadaria entre as torcidas, Rivelino (aquele que NÃO era famoso) fazer dois gols pelo Bahia, Nonato (aquele que NÃO é o que você está pensando), lateral meio japa que jogou uns 15 anos no Cruzeiro, fazer de pênalti e o tricolor ser eliminado pelo critério de gols marcados fora de casa.

Brasileiro 1995

Cruzeiro 5×0 Bahia – Só lembro que ouvi pelo rádio sem acreditar que isso estava acontecendo de novo. Outra goleada…E eles sem o tal dentuço…

Brasileiro 1996

Bahia 1×2 Cruzeiro – Fui pra Fonte Nova e começava a me acostumar com a bizarrice de enfrentar esse time de sacana que veste azul. Bahia depois de empatar com cabo Lima, de pênalti, pressionava bastante, perdia gols, até que aos 40 minutos do segundo tempo Paulinho McLaren bate uma bola alta do bico da grande área, no gol da fonte das pedras, e Jean faz das suas plásticas performances de Supla coreografando “Japa Girl”. A bola passa e beija as redes. Nesse dia eu vi um torcedor quase chorar na arquibancada, dizendo que desfalca o leite de casa uma vez por mês pra ver o Bahia. E olhe que o ingresso custava, se não me engano, uns 10 contos, a inteira.

Brasileiro 1997

Cruzeiro 3×1 Bahia – Só o fato de não tomar uma goleada já me tranquilizou, mesmo que eu esperasse, antes do jogo, me vingar dos anos anteriores de sofrimento no Mineirão.

Brasileiro 2000

Bahia 1×3 Cruzeiro – Depois de 3 anos sem enfrentar o Cruzeiro, um Bahia regular enfrentaria um dos favoritos ao título daquele ano. Entrei na Fonte Nova naquela noite esperançoso, mas antes mesmo que eu dissesse “hoje a gente ganha, minha porra” já estava 2×0 pra eles, gols de Oséas (aquele mesmo) e Ricardinho (aquele volante magrinho, que lembra Seu Madruga sem bigode e jogava certo). Quando o Bahia diminuiu no segundo tempo com Dedé e deu alguma esperança, Jackson, aquele que também jogou no Palmeiras, Sport, Coritiba e Vicetória, entre outros, encerrou os trabalhos. Não teve nem graça…pelo menos o Bahia perdeu o jogo tão cedo que tive tempo de me estressar, me conformar e depois relaxar ainda com a bola rolando. Saí da Fonte pouco estressado por isso.

Brasileiro 2001

Cruzeiro 1×1 Bahia – No Independência, palco do próximo confronto, o Bahia segurou o 0×0 no primeiro tempo, mas quando tomou o primeiro gol aos 12 do segundo, eu, traumatizado pelo histórico, torci pro jogo acabar logo antes que viessem outros gols deles em profusão. Para minha surpresa, Bebeto Campos empatou e como o Bahia teve Preto expulso, até que valeu o pontinho. Assisti esse jogo pela TV, canal fechado, na casa de um amigo.

Brasileiro 2002

Cruzeiro 2×1 Bahia – Não lembro de quase nada desse jogo. Olhei na internet e ví que Valdomiro, zagueiro promissor até hoje, fez o nosso gol de empate e atrapalhou Émerson, nosso goleiro, no lance do gol do triunfo celeste. Cris, zagueiro careca, fez os dois gols deles.

Brasileiro 2003

Cruzeiro 5×2 Bahia – Assisti pela TV, num domingo de noite. O Bahia primeiro parecia que ia passar vergonha como em outros anos. Depois, me enganou fazendo dois gols. Lino e Didi tentaram combater o show de Alex, Aristizábal e os cambau. Doce ilusão…depois de sair tomando 3×0, encostar no placar e estar perdendo de maneira honesta, o Bahia fez o favor de engrossar a lista de traumas contra o Cruzeiro e tomou mais dois gols.

Bahia 0×7 Cruzeiro – Sobre esse jogo nada que eu escrever aqui vai conseguir transmitir o meu trauma. Lembro que foi a primeira vez que vi replay em estádio. Ou achava que estava vendo. Afinal, Valdomiro fez pênaltis algumas vezes na minha frente e eu custava acreditar que aquilo não era um recurso de Hans Donner. Bom, perplexo que estava, ainda fiquei pro segundo tempo, na maior vergonha de todas, imposta pelos azuis de Minas Gerais.

Brasileiro 2011

Cruzeiro 2×1 Bahia – No reencontro com esse “istopol” de time, depois de 7 anos, o Bahia, que já tinha ganho 2 jogos fora de casa no campeonato, me deu esperança de acabar o ranço. P…nenhuma. Montillo na única bola que acertou, deixou Ortigoza em condição de definir o placar. Mas foi outro sacana que fez o gol. Jóbson tinha marcado para o Bahia. Assisti esse jogo em casa, na Sky. Um fdp lá da rua tinha um rádio e torcia para o vice. Gritou os gols do Cruzeiro antes…pqp…

Bahia 0×0 Cruzeiro – Saio, com minha cara de corno, numa noite esquisita de feriado de Dia das Crianças, pra ver o Bahia de Joel Santana contra o horroroso Cruzeiro, na esperança de ver minha sede de vingaça morta por um mísero 1×0 que fosse. Ah, o jogo começou às 21:50. Voltei do jogo virado na zorra, mas logo mudei o sentimento pra medo de ser roubado naquele CAB, quase meia noite, com meu carro lá onde o vento faz a curva. Programa de sacana mesmo. E tabu mantido.

Brasileiro 2012

Bahia 0×1 Cruzeiro – Eu tinha uma formatura pra ir e não poderia ir pro jogo. Quando comecei a me arrumar, antes de ligar o rádio, olhei o twitter no meu celular. A primeira coisa que aparece na minha timeline é um “Porra Bahia, já?”. Não acreditei. O time já tava perdendo do Cruzeiro, impressionante. Gol de Montillo. Fui pra zorra da formatura e enquanto milhares de nomes eram chamados na solenidade, eu ficava esperando ouvir ou ler um nome “gol”. Que nada, gude preso e freguesia reforçada.

Agora, eles se enfrentam de novo. Bahia x Cruzeiro. Os mineiros desfalcados de Montillo, Ceará e Charles. Com zaga improvisada. O Bahia vai ter Souza, Gabriel, Hélder, Neto, Lomba e Jorginho!!! Estou esperançoso de novo. Quero muito, muito, muito, muito mesmo que o Bahia ganhe do Cruzeiro, e já dá pra saber o motivo né? Óbvio, pra gente se livrar dessa zorra do rebaixamento. Histórico não importa, não entra em campo. O negócio são os 3 pontos na conta. Independente de que os tenha cedido. Ganhe, Bahia, não importa de quem, só ganhe, por favor.

Meu palpite: Cruzeiro 1×2 Bahia. Gols de Titi e Gabriel. E o seu?

Abraço.

Convite aceito


Bahia e Portuguesa esqueceram a bola ontem. (Foto: Antônio Alvim-ecbahia.com)

PORTUGUESA 0×1 BAHIA
34ª rodada Brasileirão 2012

Eram 22h de domingo, 4 de novembro de 2012, estávamos eu e meu irmão no drive-thru da McDonald’s no Tatuapé, em São Paulo. Estávamos voltando do Canindé. Ouvíamos Timbalada, cheios de alegria, quando chegamos ao caixa. Antes de fazer o pedido para a senhorinha que estava atendendo, meu irmão ficou cantando a música que rolava no player do carro. Ela expressou-se:

- Nossa, quanta alegria, que bom hein?

Meu irmão respondeu

- É que meu Bahia ganhou, minha tia!

Ela replicou:

- Vocês são Bahia!!?? Não acredito!

Nessa hora me apressei em mostrar pra ela a camisa branca retrô que estava vestindo e confirmamos juntos:

- Claro!!!

Aí, veio a surpresa. A tia falou assim.

- Pois meu filho é Bahia doente!!! E o mais engraçado: a gente não é da Bahia, não conhece ninguém de lá. Ele simplesmente gostou do time desde pequeninho e eu, como corintiana, já tentei fazê-lo desistir e nada. Até camisa do Bahia pela internet a gente já comprou pra ele. Fizemos gozação quando o Bahia caiu, mas ele não desistiu…aí, acabei gostando do Bahia também…mas sou corintiana…Bahia mesmo é ele…

Eu já tava todo sorridente, só fazia repetir, “que massa, irado, sensacional”, quando buzinaram do carro de trás e lembramos do atraso que estávamos causando. Fizemos o pedido do lanche e eu esqueci de pedir o contato e perguntar a idade do filho dela. Ele merece uma camisa…e o Bahia merece ser bem tratado, pois é paixão de gente que a gente nem imagina!!!

Essa história foi muito melhor que o jogo que vi no Canindé. O resultado foi fantástico, principalmente pelas circunstâncias da rodada e pelo adversário ser a Portuguesa, mas o futebol dos dois times foi de me fazer pensar que os dois mereciam cair… O Bahia, principalmente, de quem eu esperava alguma coisa, não esteve inspirado e mais uma vez provocou um show de horrores na hora de trocar passes. Também apresentou, principalmente no primeiro tempo, uma insegurança na defesa ( sistema defensivo, no geral) que me fazia esperar a qualquer momento o ataque cardíaco da Lusa balançar as redes. O cúmulo da maluquice defensiva tricolor foi uma bola que veio rebatida do meio campo, um chutão do volante adversário, cair nos pés de Bruno Mineiro, livre, dentro da grande área, de frente pra Lomba. Sorte que o atacante da Portuguesa perdeu a passada…e foi só escanteio para eles.

No primeiro tempo a movimentação quase nula do time, a falta de um meia de armação, os erros de passe infantis e a falta de coordenação motora de Jones foram fundamentais para o Bahia ser inofensivo. Chegou perto, ciscou, mas não criou grandes chances. A Lusa também errou tudo que não tinha direito. Explicou porque completou o quarto jogo seguido sem balançar as redes.


Souza salvou geral: o time e o próprio couro, rs ( foto: Antônio Alvim – ecbahia.com)

No segundo tempo o Bahia se organizou um pouco melhor. Defensivamente, apesar de uns dois vacilos de Titi e de um passe no fogo que Neto deu pra Lucas Fonseca, a equipe foi mais consistente. Jussandro, pela esquerda, era o ponto fraco e por isso foi bem explorado pelo bom lateral Luís Ricardo, dos paulistas. De qualquer maneira, a defesa e a proteção do meio se ajustaram melhor. Aí ficaram mais expostas as fragilidades na armação e conclusão de jogadas. Que dificuldade para fazer alguma coisa com o mínimo de consciência. E Souza hein? Virou cardiologista? Virou esteira elétrica? Vá testar coração de torcedor na casa da zorra velho, não no Canindé, nem em Pituaçu…pqp…aquele passe de calcanhar pra Jones…. A torcida toda ficou “na bruxa” com ele depois do lance. Sorte que se redimiu, com a colaboração de Dida e uma aparição salvadora de Diones, o anjo mau. Maltrata a torcida em 80% das partidas e aparece pra decidir na hora do sufoco. Depois Elias e o próprio Souza continuaram com a saga de gols perdidos, deixando tudo mais “emocionante” até o final. Final de uma partida ruim, um jogo que ninguém fez por merecer vencer, mas que teve o Bahia um pouco superior. Resultado kilômetros melhor que o futebol para conquistá-lo, mas o que importa é o resultado mesmo . Ponto pra festa da torcida do Bahia no Canindé. Fez o campo ficar neutro, pois se tinha pressão da torcida Fabulosa de um lado, a tricolor do outro pressionava todo mundo que aparecia por lá. Juiz mesmo tomou pilha o jogo todo. E a barulheira na hora do gol foi sensacional. Tudo bom, menos a bola jogada…mas no final isso é o que menos importa.

Torcida tricolor no Canindé (foto: Cássio Melo (rá!!))

Algumas observações:

Lomba salvou umas bolas de maneira esquisita, mas salvou. Ensaiou um lance a lá goleiro Saulo, do Sport, semana passada, mas não tinha ninguém por perto da Lusa pra aproveitar. Foi seguro, apesar de não ser lá tão exigido.

Neto começøu participativo, mas depois ficou tímido…andou vacilando em alguns lances, mas teve dificuldades com a forma errada que Jones corria e também com a falta de movimentação geral do Bahia.

Lucas Fonseca teve bastante trabalho e foi preciso nas suas intervenções. Não senti falta de Danny Morais.

Titi foi bem no geral, mas ensaiou “enterrar o baba” duas vezes. Precisa de mais atenção com suas saídas de bola.

Jussandro foi o mais fraco do time. Não foi bem no ataque e sua fragilidade defensiva foi o ponto fraco do time, onde a Portuguesa mais tentou fazer gol.

Fahel foi discreto, mas muito eficiente, principalmente no segundo tempo. Ainda deu um passe excelente pra Elias, mas esse não aproveitou.

Fabinho entrou pra marcar e dar lançamentos precisos. Foi bem nas duas propostas, apesar do pouco tempo em campo.

Diones continua com sua dificuldade em jogar futebol, mas foi decisivo pro jogo ao chutar forte a bola que Dida deu rebote. Depois, deu outro bom chute e quase se consagra.

Hélder não se escondeu do jogo, mas errou bastante nos passes e precisou se dedicar muito à cobertura de Jussandro. Não foi lá uma grande partida dele.

Gabriel produziu pouco, apesar de chamar bastante o jogo.

Jones me chateia com a sua falta de raciocínio. Até pra coordenar a direção do próprio corpo na corrida ele tem dificuldades. Achou uma bola açucarada no primeiro tempo e foi marcado pelo vento, que o levou pra cima do zagueiro.

Souza decidiu o jogo, mas antes fez uma “pegadinha” de péssimo gosto com a torcida, ao tentar aquele toque de calcanhar pra Jones. Ainda bem que não fez falta.

Elias não entrou mal, mas quando acha uma bola daquelas na frente de Dida, pra matar o jogo e perde o gol, dá ousadia pra torcida pegar no pé.

Jorginho fez o que tinha que fazer. Não contesto sua escalação, nem as substituições. Só acho que ele deve intensificar treino de passes e finalizações, porque a coisa tá feia. (Com o perdão da pretensão de ensiná-lo a treinar). Também acho que o Bahia deveria chamá-lo logo pra uma conversa pra 2013. Independente do que aconteça.

O Bahia abriu o clube dos desesperados para um novo sócio. Fez o convite e a Portuguesa aderiu, entrou de com força na briga pra não cair, e se continuar jogando a bolinha que eu vi ontem, vai pegar o lugar do Sport na zona.

Já o tricolor, jogou pedra em santo, mas garantiu o que interessa: o triunfo. Tem que aproveitar o embalo, melhorar e chegar junto pra vencer o Cruzeiro desfalcado em Minas. É um jogo que vale também um tabu, uma boa oportunidade de vencer uma pedra nas chuteiras tricolores e se preparar pra encerrar as tratativas de rebaixamento nos jogos em casa. Valeu por ver amigos, por estar perto de pessoas queridas, pela festa baiana em terras paulistas, pelo apoio dos corintianos quando nos viam com a camisa do Bahia, pelos três pontos, por rever meu irmão e amigos, pela farra no metrô, na volta, pela farra no carro, que estava no shopping, também na volta. Valeu por tudo isso, só não valeu a bolinha que o time jogou. Essa alegria foi substituída pela tia da McDonalds, mãe do tricolor que nunca veio na Bahia. Ela me reforçou a ideia de que é o Bahia que nos escolhe, tem que ter DNA guerreiro pra torcer por esse clube. Em troca, eu só queria escolher o presidente…mas isso é conversa pra outra rodada. Que a agonia acabe antes. E logo.

Abraço.

Resenha da Porra 62 – Lusa x Bahia, pra sair da reta dos finados.

O Bahia não venceu o Grêmio, mas resgatou um pouco do futebol de personalidade que apresentou no início do segundo turno. Faltou finalizar melhor, principalmente no primeiro tempo, ter mais atenção logo após ter feito o gol, mas pelo menos voltou a ser um time “vivo” dentro de campo e no fim das contas, a rodada serviu pra pra botar mais um ponto de distância pra Palmeiras e Sport.

A torcida tricolor foi exemplar ao lotar Pituaço e comprar pela primeira vez nesse Brasileirão os 32.157 bilhetes disponíveis.(Não sei como essa conta fecha, porque na área da torcida do Grêmio tinham muitos espaços vazios). De qualquer forma, valeu a pena a diretoria diminuir o valor dos ingressos.

Acho que o Grêmio era o jogo mais complicado dos últimos 6 do Bahia (apesar de que na prática foi bem mais tranquilo). De agora em diante não vejo nenhum time que, tecnicamente, tenha tanta superioridade assim em relação ao tricolor, o que torna o desafio de vencer pelo menos 3 dessas partidas algo bem possível de acontecer. Só que o Bahia precisa fazer a sua parte. Não faltaram oportunidades para o tricolor acabar com seu sufoco e ele não soube aproveitar. Até ressucitou o Palmeiras, num dos jogos mais estressantes de minha vida. Sábado os resultados ajudaram, mas não dá pra ficar contando com o vacilo dos rivais. O Bahia tem a maior vantagem de todas que é depender de si mesmo e tem que fazer bom uso disso.

Domingo é o primeiro passo. O tricolor vai enfrentar dois paulistas: Portuguesa, dentro de campo e o Palmeiras, que já deverá ter feito seu jogo contra o Botafogo e estará secando, fora das quatro linhas. O jogo é duro, a Portuguesa está completa, tem Bruno Mineiro, um cara perigoso, mas o Bahia também vai sem problemas, com sua “espinha dorsal” montada (Hélder, Souza, Gabriel). Com eles em campo, o time encorpa muito o seu poder de ataque. Apesar do desfalque de Danny Morais, acho que Lucas Fonseca vai cumprir bem o papel. (Até porque Danny falhou decisivamente nos dois últimos jogos do Bahia).

A Lusa empatou os últimos 4 jogos, 3 por 0×0. O Bahia não vence há 6 partidas (desde o mês de setembro). Se o Bahia vencer por 3 gols de diferença, passa o adversário e coloca-o como o time a ser alcançado pelos desesperados da zona.

Acho que vencer vai ser importantíssimo, independente do placar, óbvio, mas considerar a oportunidade de vencer com bom saldo não é menosprezar o adversário, é saber o que precisa pra “sair da reta” dos times da zona de rebaixamento já nessa rodada. Essa história de ficar de alvo dos rebaixados não é bacana não. De qualquer forma, o importante é ganhar.

Bom, só pra dar uma satisfação a você, o jogo do Grêmio daria muita conversa aqui, mas me faltou tempo, saúde e quando eu pensei em escrever o Cu de Foca na terça, faltou estômago, com essa história do Palmeiras querer anular o jogo contra o Inter. Foi uma raiva da zorra…rolou uma “broxada” com o Campeonato Brasileiro, mas já passou.

Vou fingir que não vi essa história de STJD e que isso de anular jogo não vai acontecer. Tanto que vou descer pro Canindé, vou apoiar o Bahia e vou dar um palpite aqui muito do doidão: Portuguesa 0×3 Bahia, com 3 gols de Souza. Repetiremos o placar da subida, agora fora de casa.

E você, acha que vai ser quanto? Dê seu palpite aê!!!

Obs: Em outubro, mês das bruxas, o Bahia não ganhou jogo nenhum. Ainda bem que acabou. E que no feriado de finados, morram as nossas apreensões contra esse rebaixamento que vive nos assombrando todo ano.

Abraço!