Olhos reluzentes (não recomendado para menores de 16 anos)

Célio era um cara legal. E era perdidamente apaixonado por Babi. Convenhamos, era muito fácil se apaixonar por ela, uma daquelas gatas do colégio com olhos reluzentes.

Babi não era só mais um rostinho bonito, era inteligentíssima, também tinha um senso de humor sensacional e até jogar bola a menina sabia. Era popular como a zorra, mas nem por isso tirava onda com ninguém. Muito pelo contrário, sua simplicidade cativava todo mundo.

Célio era um cara legal e estava perdidamente apaixonado, mas somente isto não bastava pra conquistar o coração do seu amor, tinha que entrar na fila dos seus pretendentes que daria a volta no quarteirão.

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Eu conto uma novidade

Estava tão confortável no jogo que, mesmo o Bahia se esforçando, eu não me arrependi de ir.

Estava tão confortável no jogo que, mesmo o Bahia se esforçando, eu não me arrependi de ir.

BAHIA 0×0 BAHIA DE FEIRA
7ª rodada – segunda fase – Campeonato Baiano 2013

Eu não ia pro jogo. Eu juro que eu não ia. (Ok, quem jura mente). Mas eu não ia mesmo. Ontem estava fora de cogitação sequer cogitar sair do trabalho 20 minutos antes do horário, pegar o bendito trânsito soteropolitano para ir à Fonte Nova. Se não bastasse a minha absoluta desmotivação pelo futebol do time, pelos jogadores do time, pelo técnico do time, pela maior torcida organizada do clube e pela direção do clube, ainda rolava uma chuva digna de todas as lágrimas tricolores caindo juntas para me convencer a ficar em casa. Assim, não tinha mesmo como pensar em ir ao estádio. Só que eu fui. E ainda gostei do que vi.
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A merda que mudou o Bahia

No dia em que se confirmou o rebaixamento no Brasileirão 2013 o ditador do Bahia tomou uma carreira de uma barreira de torcedores virados na nisgraça, o desespero dele era tão grande que não viu um cocô mole gigante no chão e pisou “di cum força” na referida bosta, escorregando e batendo a cabeça violentamente no chão.

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Vagarosamente ele abriu os olhos e deparou-se com um ambiente claríssimo, a luz intensa fez com que ele demorasse a entender que acabara de acordar num hospital.

Dias depois recebeu alta e foi mandado para casa, mas a sua família logo notou uns comportamentos estranhos nele, agora o rapaz mimado estava extremamente gentil, solicito e perspicaz. A educação também estava primorosa, tanto é que após apertar o dedo numa porta não mandou nenhum dos empregados tomar no cu, apenas disse “ai”!

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É Fantástico

A segunda reivindicação me interessa mais. (Foto: Will Vieira)

A segunda reivindicação me interessa mais. (Foto: Will Vieira)

JUAZEIRENSE 0×0 BAHIA
6ª rodada – 2ª fase – Campeonato Baiano 2013

Aviso aos navegantes: Lá vai meu mantra porre de domingo de noite pro ar de novo. Se você não tiver saco pra ler, é justo. Vá ver o Fantástico, pelo menos lá você pode ter coisas novas com que se chatear.

(mais um espaço pra você pensar bem)

Se você quer ler mesmo assim, lá vai:

De novo, a mesma história. A cada jogo do Bahia, um post chato e mal-humorado. E a cada fim de semana, o traumático ano de 2003 fica mais vivo na minha memória. O Bahia já corre riscos de não disputar a fase final do glorioso baianão ( em 2003 ficou em 9º). Contra a Juazeirense, a equipe que o técnico ilusionista Joel Santana já conhecia antes mesmo de chegar ao clube fez outra apresentação abaixo da crítica, indigna até do gramado horroroso do Adauto Moraes. Aliás, imagino que tal gramado sentiu-se ofendido por aqueles 20 e poucos pares de patas pés que o pisotearam hoje, pelo duríssimo (duro de assistir) Campeonato Baiano. Só não acho que dá pra chamar a peleja de “baba” porque aí já seria sacanagem. Com o “baba”.

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11 motivos para achar massa torcer para um time bizarro

Por Zé Ricardo Novoa

MarcelinhoJoel

Torcedor reclama de barriga cheia mesmo. Tudo bem que o Bahia é dominado por uma panela formada por nisgraças do quilate de Souza, Neto, Titi e Lomba… Tudo bem que o nosso técnico novo é velho, ultrapassado e acha o Tricolor um time menor… tudo bem que o nosso presidente é contra a própria torcida… Tudo bem que o time é cheio de jogador de empresário… Tudo bem que a base aparece primeiro na lista de negociatas que no time principal…  Tudo bem que viramos piada nacional… Mas, galera, tudo tem seu lado bom.

- Zé, sua carniça seca, qual o lado bom de tanta coisa ruim?

Carniça seca é o caráleo, eu sou uma carniça pocadinha. E vou logo rumar um novo post na sua caixa dos petchos, pai. Com vocês: 11 motivos para achar massa torcer para um time bizarro.
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Não dá nem pra chamar mainha

Ando meio sem cabeça pra falar só de futebol. (foto: Will Vieira)

Ando meio sem cabeça pra falar só de futebol. (foto: Will Vieira)

BAHIA 1×1 VITÓRIA DA CONQUISTA
Campeonato Baiano, 5ª rodada, 2ª fase.

Quando eu era criança, os sábados eram meus dias favoritos. Eu não tinha que acordar cedo pra ir à aula e de tarde, quando meu pai ia jogar bola no antigo Banco Econômico (onde hoje é a Faculdade Universo) na Av. ACM, eu ia junto com meu irmão e amigos lá da rua. Lá encontrava filhos de colegas do meu pai e armava um belo “baba” de criança nas quadras ao lado do campo gramado. Era um sonho realizado por semana. Um belo dia minha mãe inventou de me matricular num curso religioso. Como todo respeito, eu já não tinha gostado da ideia logo de cara. Quando descobri que era dia de sábado, fiquei muito incomodado. Quando percebi que era sábado e, de tarde, descobri, pelo menos de forma consciente, o significado da expressão “má vontade”.

Pois bem. Ontem, quando sentei na Arena Fonte Nova para ver o jogo do Bahia contra o Conquista, eu me lembrei desse sentimento identificado lá na infância. E isso me deixou muito preocupado. Não que eu seja um “alienado”, mas eu tinha a sensação que, por mais que eu esteja revoltado com a administração do Bahia, eu não seria capaz de me tornar indiferente ao time dentro de campo. Só que não foi isso que aconteceu.

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Vitória de Merda! Mac 0 x 2 Bahia

Ontem o Bahia ganhou do poderoso Mac e eliminou o jogo de volta da Copa do Brasil (mesmo jogando pessimamente). Graças a Omar, que diferente de lomba sabe pegar pênaltis. Porém, o time mais uma vez se mostrou lento e sem criatividade, apesar do golaço de Magal, por sinal, iniciado numa saída de bola rápida do nosso goleiro.

Mesmo quando jogava com um a mais, Barroca preferiu tirar Rosales e colocar outro volante. Nem nos piores engarrafamentos de Salvador você vê tantos volantes parados como no time do Bahia. Minha esperança é que o visionário, inoxidável, modernoso, atlético e ético Joel use menos de 5 volantes, como ele já fez na sua breve e mais recente estadia aqui.

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O grande problema do Bahia

No sábado tuitei que “este seria o Bavi sem importância mais importante da história”, pois o jogo em si realmente não valia grande coisa, mas era a reinauguração da Fonte…

Entre os 12 novos estádios da Copa seis já existiam e passaram por amplas reformas: Maracanã, Mineirão, Beira Rio, Arena da Baixada, Mané Garrincha e Castelão. Outros cinco foram inventados nas seguintes cidades: Recife, Natal, Manaus, Cuiabá e São Paulo.

Fora os 11 acima, temos um que não se encaixa em nenhum grupo: a Fonte nossa. Um estádio que já existia nos nossos corações, mas não existia mais no nosso dia a dia. A alma da Fonte continuava ao lado do Dique, mas seu corpo estava enterrado (assim como o dos 7 tricolores que morreram na inesquecível tragédia de 25 de novembro de 2007).

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