Eu ando às favas com o Bahia. É inegável a “broxada” que o time me deu com as posturas em campo diante de Ceará, ABC e Itabaiana (os três últimos jogos do Campeonato do Nordeste) e, principalmente, com a “displicência” (só para não ser leviano) no jogo que marcou a reinauguração da Fonte Nova. Aquelas apresentações finalmente me fizeram rever a diretoria autoritária, incompetente e obscura do clube entrando em campo e com isso eu perdi completamente a vontade de ver algo bom acontecer com aqueles caras, todos eles, inclusive os que calçam chuteiras, por absorverem o, no caso malígno, “espírito das coisas”.
Continuar lendo
Arquivos da Categoria: Campeonatos
Dia de Trabalho
BAHIA 2×0 JUAZEIRO
Campeonato Baiano – Semifinal – Jogo de Ida
No Dia do Trabalhador, não teve jeito. Depois de me dar “folga” (e também para você, já que acabaria escrevendo o mesmo lenga-lenga de sempre) no BaVi do último domingo, ficando longe do estádio, os dias passaram rápido e nesta última quarta-feira eu já me vi de novo no meio do questionamento: “Ir ou não ir à Fonte Nova?”
Como imaginei um jogo vazio, com todo mundo desmotivado e como eu mesmo ando meio anestesiado a ponto de não me importar muito com o que vai acontecer em campo, eu pensei em ir. Porém, exatamente pelos mesmos motivos, eu achei que ficar em casa e assistir Barcelona x Bayern de Munique pelas semifinais da Champions League era mais jogo (literalmente) do que ir à toa perder meu tempo assistindo um jogo modorrento, ruim tecnicamente e cujo resultado não ia me trazer qualquer sentimento relevante. ” Esse Bahia merece minha presença lá?” “Mas e se eu, com o TOB, não vou incrementar a renda, será que eu estou fazendo diferença no borderô?” ” E se eu conseguir passar raiva de novo?” ” E se o Barcelona faz 5×0 no Bayern, com 4 de Messi e eu deixo de presenciar (pela telinha quadrada da TV) esse feito histórico?” Bom, lembrei de um argumento bem interessante pra me fazer ir pro jogo: o TOB está vencendo dia 08 de maio, eu não pretendo renovar por conta de tudo que sabemos sobre a administração desse clube de Potita, eu ainda não vi o Bahia vencer na Arena Fonte Nova…vou ver alguns amigos…(essa desculpa é sempre boa, porque só vai deixar de ser pertinente se os amigos deixarem de ir) …enfim, eu fui. Para escrever depois.
Continuar lendo
Eu conto uma novidade
BAHIA 0×0 BAHIA DE FEIRA
7ª rodada – segunda fase – Campeonato Baiano 2013
Eu não ia pro jogo. Eu juro que eu não ia. (Ok, quem jura mente). Mas eu não ia mesmo. Ontem estava fora de cogitação sequer cogitar sair do trabalho 20 minutos antes do horário, pegar o bendito trânsito soteropolitano para ir à Fonte Nova. Se não bastasse a minha absoluta desmotivação pelo futebol do time, pelos jogadores do time, pelo técnico do time, pela maior torcida organizada do clube e pela direção do clube, ainda rolava uma chuva digna de todas as lágrimas tricolores caindo juntas para me convencer a ficar em casa. Assim, não tinha mesmo como pensar em ir ao estádio. Só que eu fui. E ainda gostei do que vi.
Continuar lendo
Um doce pra distrair as crianças
BAHIA DE FEIRA 2×2 BAHIA
3ª rodada – Campeonato Baiano – 2ª fase
Foi a primeira vez que vi um jogo inteiro do Bahia desde a quarentena e a sensação que eu tenho é que todos esses dias de treino não acrescentaram muito ao futebol da equipe. O time que foi a campo, contra o Bahia de Feira, no último domingo, pouco evoluiu em relação ao desempenho daquele horroroso jogo contra o Itabaiana, em Sergipe, na despedida da Copa do Nordeste.
O Bahia de Feira até tem um time frágil, mas a motivação parecia ser dobrada em relação aos jogadores da capital. Assim, pressionando a saída de bola e até tentando trocar passes (ignorando a falta de qualidade do gramado do Joia da Princesa), o campeão baiano de 2011 não deixava o Bahia jogar, abafava a saída de bola e forçava o time de Jorginho a fazer lançamentos quase sempre improdutivos, saindo dos pés dos zagueiros para os distantes atacantes. O meio de campo do time de Feira marcou forte e numa posição adiantada, dificultando muito os trabalhos para um tricolor que já parecia cansado desde o início.
Continuar lendo
Razões para acreditar…
Tem uma marca de refrigerante que até tenta, mas nem ela consegue me motivar com relação a algumas coisas, principalmente com relação ao Bahia. Pior que sou supersticioso e por mais que eu tenha noção que o principal fator de decisão no futebol é a competência, eu não consigo abstrair determinadas situações do meu juízo. Uma delas é que desde o final do ano passado eu tenho percebido semelhanças (astrais e nem tanto astrais assim) entre o Bahia de 2002/2003 e o Bahia de 2012/2013. Além de ter os Guimarães na presidência e o inexplicável Ruy Accioly zanzando pelos corredores, uma série de associações com o biênio que iniciou a era das trevas do Bahia, há 10 anos, me soam familiares também agora. Algumas podem ser impertinentes, exageradas, incoerentes, etc, mas vejamos, pelo menos como curiosidade: Continuar lendo
Não puxou ao pai…
O Bahia ganhou. Tempo.
ATLÉTICO-GO 0×1 BAHIA
38ª rodada Brasileirão 2012
Tirando o gol do triunfo do Bahia ter sido de Rafael e o Náutico ter vencido o Sport, nada me surpreendeu nessa rodada que finalizou o Campeonato Brasileiro 2012 e a participação medíocre do time baiano na competição. O jogo do Serra Dourada mostrou um Atlético-GO disposto a jogar como último item de pauta de reunião (o que ocorrer) e um Bahia que não conseguiu aproveitar as facilidades de enfrentar um time rebaixado há 4 rodadas em um campo praticamente neutro.
Continuar lendo
Com as calças na mão…
- Cadê o controle da TV?
- ALIVIADO…
- Viado é seu pai!
- Não, porra! Tou dizendo que estou aliviado com esse gol do Bahia.
- Porra, fale não, velho! Todo ano é este sufoco! Ano passado ainda escapamos na penúltima rodada, este ano foi agonia até os 45 do segundo tempo. É muita incompetência com uma torcida tão fanática!
- Pois é, essa diretoria faz a gente torcer pro Náutico e a porra ainda perdeu pênalti. Pensei que rolaria outra Batalha dos Aflitos… Continuar lendo
Resenha da Porra 65 – Atlético-GO x Bahia. Pelo menos empatar: ou dá, ou desce.
No campeonato em que todo mundo ajuda o Bahia, menos ele mesmo, lá vem outra boa oportunidade de se classificar pra Série A 2013. Um empate com o já rebaixado e bem limitado Atlético-Go e pouco vai importar saber que o Sport venceu o Náutico nos Aflitos.
Para isso, basta o Bahia fazer uma partida com um mínimo de decência. Porque, na boa, “não como nada” desse retrospecto recente do Atlético-Go, como forma de valorizar o adversário. É um dos piores times do campeonato, que, quando disputava sua sobrevivência, caiu sem dar sinal de reação. Depois, pegou um Santos vacilante, que tinha o jogo ganho e relaxou, pegou um Atlético-MG esgotado, no fim das forças e desmotivado pelo já provável título do Fluminense e na sequência pegou o Palmeiras reserva. Se o alviverde titular já doía nos olhos ver jogar, imagine o reserva.
Então, acho válido respeitar o adversário, ter um discurso de cautela, talz, mas vamos botar pingos nos “is”. Jogador e comissão técnica é que devem se comportar assim. O Atlético é ruim, muito ruim e se o Bahia conseguir perder para esse time, no campo neutro que é o Serra Dourada, vai merecer cair é pra terceira divisão direto. O Bahia que teve a melhor tabela de final de campeonato, inclusive…
Tem uma questão difícil que é decidir quem vai jogar no ataque cardíaco do time:
As opções animadoras são…….., …………, …………., ………….., ………….,
As opções de Jorginho são Jones, Rafael, Ciro, Júnior, Elias, Lulinha (não sei se tem condições físicas). Você escalaria quem? Fahel, de centroavante?
Bom, não vou encarar esse jogo como “a grande batalha” ou “o desafio final” ou “a última busca pelo objetivo”. Porque esse jogo ter esse tipo de relevância pro Bahia é vergonhoso pra história do clube (mais uma vez). Quando empatar ou vencer o Atlético (se não conseguirem a proeza de perder), os jogadores deveriam buscar uma faixa no banco de reservas e exibi-la pra torcida, com um pedido gigante de desculpas. E a diretoria não tem envergadura moral alguma pra falar um “ai” em volta desse hipotético resultado.
Sim, porque já estou até vendo, final de jogo, Atlético-GO 0×1 Bahia (meu palpite), (com as calças na mão) me aparece presidente, diretor de porra nenhuma, Ruins Acciolis da vida para esbaforir palavras de desabafo em rádios e TVs, como se tivessem conquistado grande coisa ou, pior, como se fossem grandes injustiçados.
Bom, toda vez que começo a escrever sobre isso me chateio. Melhor parar por aqui. Vamos ver o que a trupe dos Guimarãescioli, que até o uniforme do time mudou, pra parecer com o Santos, consegue fazer domingo. Acredito que o Sport vai vencer o Náutico nos Aflitos. Sendo assim, a conversa é clara: Ou dá pra não perder, ou desce.
Caso não perca, vou dá um conselho (poderia vender, mas o blog é parceiro da galera): Quando o jogo acabar não comemore não, não vire pro torcedor do vice e diga “Chupa putada” ou “o secador quebrou, o elevador também”. Segure sua onda, porque descer é questão de tempo e logo logo eles terão motivos pra sacanear a gente. Porque enquanto essa diretoria nebulosa não abrir o clube, manter o Bahia na primeira vai ser improvável. Aguarde e confie. Aproveite e, se tiver afim, dê seu palpite aí. Se não quiser dar palpite eu vou entender, porque se motivar todo ano pra esse tipo de jogo é difícil mesmo.
Abraço.
Atualização:
O meu amigo Nelson Barros Neto, jornalista, me lembrou que, quando o Atlético-GO enfrentou o das Minas Gerais, em BH, o Fluminense já havia garantido o título brasileiro e o Galo “só” poderia se contentar em lutar pelo vice-campeonato. Ou seja: mais um motivo para não considerar tanto assim essa “arrancada” do nosso próximo adversário.
Resultado Fuleco
BAHIA 1×1 NÁUTICO
37ª rodada Brasileirão
Acompanhei Bahia x Náutico pelo twitter, ao tempo que assistia em uma TV, num bar do Rio de Janeiro, o Sport massacrar o Fluminense e não conseguir transformar suas chances em gol, por obra e graça de Nossa Senhora Tricolina das Laranjeiras, em comunhão com Nossa Senhora Tricolina da Boa Terra. É angustiante acompanhar o jogo do Bahia assim, mas pelo que li, ouvi e recebi de mensagens, o Bahia teve uma performance bem parecida com a do jogo da Ponte Preta (que eu vi e conclui que o time só ganhou porque a Macaca aliviou/cansou no segundo tempo).
Ou seja, o Bahia teve mais uma vez uma semana para treinar fundamentos básicos como passe e chute a gol , fazer uma careta de time que fosse e mesmo assim não conseguiu aproveitar esse tempo livre pra melhorar o suficiente pra ganhar do pior visitante em casa e garantir a sua classificação para a Série A de 2013.
Sim, se classificar pra Série A, tal qual fez o Goiás, o Criciúma, o Atlético-PR e o Vitória. Por que é pra isso que o Bahia joga a primeira divisão: pra se garantir pra primeira divisão seguinte. O pequeno Bahia de hoje em dia já entra na primeira rodada da primeira divisão fora da primeira divisão.
O tricolor saiu da série B em 2010, mas de lá pra cá a série B não saiu dele. É um time que repete erros de uma forma que me faz imaginar que erra de propósito ou que a saúde do clube em si não é a prioridade de quem o gerencia.
Vamos lá:
O que explica contratações de jogadores que não têm a menor condição pisar o Fazendão, vindos de clubes sem expressão do Rio de Janeiro/São Paulo, como Elias, por exemplo? E que grandes berços de talentos são esses “Audaxes” do Rio e de São Paulo onde o Bahia vai buscar os jogadores de primeira divisão que só ele, Bahia, vê?
O que explica a contratação de jogadores em fim de carreira como Kléberson, Zé Roberto e Mancini, todos ganhando salários relevantes, que poderiam pagar jogadores como Ayrton do Coritiba, Wellinton Nem, do Fluminense ou Aloísio, do Figueirense? O que explica o time depender de um jogador como Souza, que joga metade das partidas do ano? O que explica a renovação de contrato com Coelho, considerando sua inaptidão à jogar demonstrada desde o início do ano? E a contratação de um jogador como Caio, que de tão ruim eu até esqueço que está no elenco?
O que explica aquela confusão com um jornalista do jornal A Tarde, que estava fazendo seu trabalho e que foi coagido por membros próximos à diretoria do Bahia e também por colegas (medíocres) de profissão? Detalhe que depois daquele acontecido o Bahia fez só uma boa partida, contra o Fluminense, e mesmo assim perdeu.
E o que explica o presidente do clube, com o cargo importante que tem, fazer ironia com o rival que acaba de conseguir o acesso a série A? E, pior ainda, sendo que o próprio clube que ele preside vive com as calças na mão na primeira divisão? Dá pra ver que tem muita coisa errada né?
O Bahia merece cair. Merece muito. É um time incompetente, sortudo e ingrato: ingrato com a sorte e com seu torcedor, não necessariamente nessa ordem.
E, incrivelmente, apesar de todas as suas “furadas”, ainda só depende dele, só precisa do que ele mais sabe fazer (empatar) para se garantir.
De qualquer forma, não tenho dúvidas que se o Bahia não pagar os pecados com o rebaixamento esse ano, de 2013 não passa. Pode preparar seu zé de coió, torcedor tricolor, pois lá vem a queda…
Com relação à parte técnica do time, quero fazer uma observação que pode render polêmica:
Eu quero isentar o setor defensivo do Bahia na hora de desqualificar a campanha do time. Lógico que o time todo ganha, o time todo perde, mas o grande problema do Bahia dentro de campo está nos seus setores de criação e ataque, absolutamente ineficientes. Sendo assim, acho que devemos ter cuidado na hora de avaliar jogadores do miolo de zaga e também os volantes, além dos goleiros. Eles foram e estão sendo fundamentais para o estrago no Bahia não ser maior.
Inclusive nesse jogo terrível contra o Náutico, a defesa falhou feio. Porém, na boa, a defesa tem crédito.
Pra completar e fazer o título do post ser entendido, no fim de semana em que as “autoridades” escolheram o nome do nosso mascote da Copa do Mundo, o Bahia resolveu dar utilidade a esse nome. O Bahia de hoje é um clube Fuleco. O resultado no campeonato não poderia ser diferente.
Abraço.








