Eu ainda acredito

A força da torcida precisa se direcionar à democratização do clube. (Foto: Will Vieira)

A força da torcida precisa se direcionar à democratização do clube. (Foto: Will Vieira)

BAHIA 3×7 VITÓRIA
Campeonato Baiano – Final – partida de ida.

Explicar os motivos que levaram o Bahia a passar mais uma vergonha é chover no molhado. É melhor olhar para frente e tentar ter alguma perspectiva. Não uma perspectiva de vencer o Campeonato Baiano de 2013 (que seria, inclusive, injusto), mas sim de ver o Bahia ser um clube decente.

A saída de Paulo Angioni, a possível saída de Joel Santana e dos jogadores que fazem uma hipotética “panela” não vão resolver. Quando o Bahia tomou 7 do Cruzeiro, a mesma diretoria estava aí. Quando tomou 7 do Ferroviário, também. E hoje, quando o rival aproveita a “Leônicização” do “tricolor de aço”, o mesmo grupo de pessoas é responsável pelo clube.

Enquanto isso o Bahia vive da sua “mística”, de uma fantasia. Como se bastasse entrar em campo e tudo vai se resolver, só porque é o Bahia. Continuar lendo

Barroca “barreou”

Eduardo Barroca, assistente de Joel, dificultou ainda mais as coisas. (Foto: Will VIeira)

Eduardo Barroca, assistente de Joel, dificultou ainda mais as coisas. (Foto: Will VIeira)

LUVERDENSE 2×0 BAHIA
2ª fase Copa do Brasil – jogo de ida

O Bahia mandou o time reserva pra Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, numa semana de decisão do Campeonato Baiano. Na boa, eu achei certo. Uma iniciativa que hoje seria fácil contestar, mas que preserva o já limitado time titular para tentar êxito em uma competição que, mesmo sendo desvalorizada a cada ano, é a única que pode ser conquistada atualmente.

Tentar vencer o Baiano, mesmo com todos os prognósticos “pessimistas” (cheios de razão), é a oportunidade real de algum sucesso do Bahia na temporada. A Copa do Brasil, convenhamos, é inviável. E o Campeonato Brasileiro tem tudo para se despedir da gente no fim do ano. Continuar lendo

Bola dividida é do Bahia

(foto: Will Vieira)

(foto: Will Vieira)

Eu ando às favas com o Bahia. É inegável a “broxada” que o time me deu com as posturas em campo diante de Ceará, ABC e Itabaiana (os três últimos jogos do Campeonato do Nordeste) e, principalmente, com a “displicência” (só para não ser leviano) no jogo que marcou a reinauguração da Fonte Nova. Aquelas apresentações finalmente me fizeram rever a diretoria autoritária, incompetente e obscura do clube entrando em campo e com isso eu perdi completamente a vontade de ver algo bom acontecer com aqueles caras, todos eles, inclusive os que calçam chuteiras, por absorverem o, no caso malígno, “espírito das coisas”.
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Dia de Trabalho

Bahia caminha pra final. (Foto e legenda de Will Vieira)

Bahia caminha pra final. (Foto e legenda de Will Vieira)

BAHIA 2×0 JUAZEIRO
Campeonato Baiano – Semifinal – Jogo de Ida

No Dia do Trabalhador, não teve jeito. Depois de me dar “folga” (e também para você, já que acabaria escrevendo o mesmo lenga-lenga de sempre) no BaVi do último domingo, ficando longe do estádio, os dias passaram rápido e nesta última quarta-feira eu já me vi de novo no meio do questionamento: “Ir ou não ir à Fonte Nova?”

Como imaginei um jogo vazio, com todo mundo desmotivado e como eu mesmo ando meio anestesiado a ponto de não me importar muito com o que vai acontecer em campo, eu pensei em ir. Porém, exatamente pelos mesmos motivos, eu achei que ficar em casa e assistir Barcelona x Bayern de Munique pelas semifinais da Champions League era mais jogo (literalmente) do que ir à toa perder meu tempo assistindo um jogo modorrento, ruim tecnicamente e cujo resultado não ia me trazer qualquer sentimento relevante. ” Esse Bahia merece minha presença lá?” “Mas e se eu, com o TOB, não vou incrementar a renda, será que eu estou fazendo diferença no borderô?” ” E se eu conseguir passar raiva de novo?” ” E se o Barcelona faz 5×0 no Bayern, com 4 de Messi e eu deixo de presenciar (pela telinha quadrada da TV) esse feito histórico?” Bom, lembrei de um argumento bem interessante pra me fazer ir pro jogo: o TOB está vencendo dia 08 de maio, eu não pretendo renovar por conta de tudo que sabemos sobre a administração desse clube de Potita, eu ainda não vi o Bahia vencer na Arena Fonte Nova…vou ver alguns amigos…(essa desculpa é sempre boa, porque só vai deixar de ser pertinente se os amigos deixarem de ir) …enfim, eu fui. Para escrever depois.
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Eu conto uma novidade

Estava tão confortável no jogo que, mesmo o Bahia se esforçando, eu não me arrependi de ir.

Estava tão confortável no jogo que, mesmo o Bahia se esforçando, eu não me arrependi de ir.

BAHIA 0×0 BAHIA DE FEIRA
7ª rodada – segunda fase – Campeonato Baiano 2013

Eu não ia pro jogo. Eu juro que eu não ia. (Ok, quem jura mente). Mas eu não ia mesmo. Ontem estava fora de cogitação sequer cogitar sair do trabalho 20 minutos antes do horário, pegar o bendito trânsito soteropolitano para ir à Fonte Nova. Se não bastasse a minha absoluta desmotivação pelo futebol do time, pelos jogadores do time, pelo técnico do time, pela maior torcida organizada do clube e pela direção do clube, ainda rolava uma chuva digna de todas as lágrimas tricolores caindo juntas para me convencer a ficar em casa. Assim, não tinha mesmo como pensar em ir ao estádio. Só que eu fui. E ainda gostei do que vi.
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É Fantástico

A segunda reivindicação me interessa mais. (Foto: Will Vieira)

A segunda reivindicação me interessa mais. (Foto: Will Vieira)

JUAZEIRENSE 0×0 BAHIA
6ª rodada – 2ª fase – Campeonato Baiano 2013

Aviso aos navegantes: Lá vai meu mantra porre de domingo de noite pro ar de novo. Se você não tiver saco pra ler, é justo. Vá ver o Fantástico, pelo menos lá você pode ter coisas novas com que se chatear.

(mais um espaço pra você pensar bem)

Se você quer ler mesmo assim, lá vai:

De novo, a mesma história. A cada jogo do Bahia, um post chato e mal-humorado. E a cada fim de semana, o traumático ano de 2003 fica mais vivo na minha memória. O Bahia já corre riscos de não disputar a fase final do glorioso baianão ( em 2003 ficou em 9º). Contra a Juazeirense, a equipe que o técnico ilusionista Joel Santana já conhecia antes mesmo de chegar ao clube fez outra apresentação abaixo da crítica, indigna até do gramado horroroso do Adauto Moraes. Aliás, imagino que tal gramado sentiu-se ofendido por aqueles 20 e poucos pares de patas pés que o pisotearam hoje, pelo duríssimo (duro de assistir) Campeonato Baiano. Só não acho que dá pra chamar a peleja de “baba” porque aí já seria sacanagem. Com o “baba”.

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Não dá nem pra chamar mainha

Ando meio sem cabeça pra falar só de futebol. (foto: Will Vieira)

Ando meio sem cabeça pra falar só de futebol. (foto: Will Vieira)

BAHIA 1×1 VITÓRIA DA CONQUISTA
Campeonato Baiano, 5ª rodada, 2ª fase.

Quando eu era criança, os sábados eram meus dias favoritos. Eu não tinha que acordar cedo pra ir à aula e de tarde, quando meu pai ia jogar bola no antigo Banco Econômico (onde hoje é a Faculdade Universo) na Av. ACM, eu ia junto com meu irmão e amigos lá da rua. Lá encontrava filhos de colegas do meu pai e armava um belo “baba” de criança nas quadras ao lado do campo gramado. Era um sonho realizado por semana. Um belo dia minha mãe inventou de me matricular num curso religioso. Como todo respeito, eu já não tinha gostado da ideia logo de cara. Quando descobri que era dia de sábado, fiquei muito incomodado. Quando percebi que era sábado e, de tarde, descobri, pelo menos de forma consciente, o significado da expressão “má vontade”.

Pois bem. Ontem, quando sentei na Arena Fonte Nova para ver o jogo do Bahia contra o Conquista, eu me lembrei desse sentimento identificado lá na infância. E isso me deixou muito preocupado. Não que eu seja um “alienado”, mas eu tinha a sensação que, por mais que eu esteja revoltado com a administração do Bahia, eu não seria capaz de me tornar indiferente ao time dentro de campo. Só que não foi isso que aconteceu.

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Hoje sim

Neto dançou... (Foto: Will Vieira)

Neto dançou… (Foto: Will Vieira)

BAHIA 1×5 VITÓRIA-BA
4ª rodada – 2ª fase Campeonato Baiano

É, amigo. A vida não está fácil para ninguém, mas com esse Bahia o torcedor tricolor está de parabéns no quesito sofrimento. Insuperável! Reinauguração da Fonte Nova, quase 6 anos de saudade, domingão com BAVI, dezenas de pessoas amadas juntas novamente e a bola rola para o grande o reencontro: com a realidade.
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Amanhã, Fonte Nossa

Zé Carlos é uma das estrelas dos comerciais que aumentam a expectativa para a inauguração da Arena Fonte Nova

Zé Carlos é uma das estrelas dos comerciais que aumentam a expectativa para a inauguração da Arena Fonte Nova

Domingo tem BAVI na Fonte!! Nem acredito. Parece que tem 20 desde a última vez que pronunciei essa frase. Por isso meu nome é ansiedade. E eu estou cheio de xarás. Tudo e todos falam da inauguração da Itaipava Arena Fonte Nova ou, melhor, da nova Fonte Nossa, para os mais íntimos. Tudo isso já seria motivo suficiente para um post. Mas tivemos propaganda sobre o retorno da Fonte. Então o motivo ficou mais forte ainda. Opa…a propaganda foi feita pela agência que eu trabalho! Aí é demais. Com acesso aos making of dos comerciais que vão anunciar a chegada do nosso novo templo, eu não tinha como não postar. Continuar lendo

Um doce pra distrair as crianças

Olha lá, mais um gol aos 49... (foto: Will Vieira)

Olha lá, estamos invictos… (foto: Will Vieira)

BAHIA DE FEIRA 2×2 BAHIA
3ª rodada – Campeonato Baiano – 2ª fase

Foi a primeira vez que vi um jogo inteiro do Bahia desde a quarentena e a sensação que eu tenho é que todos esses dias de treino não acrescentaram muito ao futebol da equipe. O time que foi a campo, contra o Bahia de Feira, no último domingo, pouco evoluiu em relação ao desempenho daquele horroroso jogo contra o Itabaiana, em Sergipe, na despedida da Copa do Nordeste.

O Bahia de Feira até tem um time frágil, mas a motivação parecia ser dobrada em relação aos jogadores da capital. Assim, pressionando a saída de bola e até tentando trocar passes (ignorando a falta de qualidade do gramado do Joia da Princesa), o campeão baiano de 2011 não deixava o Bahia jogar, abafava a saída de bola e forçava o time de Jorginho a fazer lançamentos quase sempre improdutivos, saindo dos pés dos zagueiros para os distantes atacantes. O meio de campo do time de Feira marcou forte e numa posição adiantada, dificultando muito os trabalhos para um tricolor que já parecia cansado desde o início.
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