BBMP na España – La Continuación

Fala cambada de sacanetas!

Bom, o Bavice já passou e é hora de seguir em frente.

Jogamos mal, defesa e laterais falharam muito e acabamos perdendo para um time ridículo de Série B.

Dos males, o menor, já que esse era o clássico que nós podíamos perder.

Vamos manter a tranquilidade.

Continuamos líderes, estamos na Série A e somos o único representante do Nordeste na Copa Sulamericana.

Só não podemos mais vacilar.

A gordura acabou e é sempre bom reforçar que o título estadual desse ano é obrigatório.

Para descontrair e passar uma borracha de vez no Bavice, resolvi postar os outros dois episódios da série BBMP na Espanha de uma só vez.

O primeiro capítulo foi pro ar na semana passada, mas acabou meio perdido no meio daquela confusão toda da intervenção no clube.

Se você ficou atordoado com o furdunço diretoria x oposição e ainda não viu o Bebê Tricolor em Madri, clique aqui e dê um saque. O bicho é feio, mas tem bom gosto.

Para quem já viu, seguem os outros episódios da série logo abaixo.

O primeiro se passa em Barcelona, onde tentei abordar alguns espanhóis na rua.
Não é que eu acabei encontrando um catalão que conhece bem o tricolor?
Dê um clique aí no vídeo para ver.

O segundo se passa novamente na Plaza Mayor de Madrid, com a participação especial de algumas figuras famosas. Fizemos uma bagunça naquela zorra e descobrimos que a Plaza é tricolor!
Veja aí que mizéra.

É isso aí, meu povo.

A intenção é descontrair antes da rodada de hoje à noite.

Vamos brocar o Conquista e manter a distância daquela tima que está em vice na tabela.

Vamo que vamo.

ST e BBMP!

BBMP na Espanha – Capítulo 1 (Bebê Tricolor)

Depois do sucesso dos vídeos do BBMP em NY (se você não viu, clique aqui), o blog Bora Bahêa Minha Porra dá continuidade ao projeto “BBMP Around The World”, correndo atrás de tricolores, figuras e pessoas pelo mundo que torcem ou têm simpatia pelo nosso glorioso Esquadrão.

E a bola da vez é a Espanha. País que também adora futebol e ostenta o titulo de atual campeão do mundo, depois de vencer, com muita justiça, a última Copa na África do Sul.

A Espanha, inclusive, tem uma grande colônia aqui em Salvador e foi até “aumenagiada” no terceiro uniforme do Baheaço em 2010.

Apesar de não ter vencido nenhum jogo, a camisa vermelha foi um sucesso de vendas e também marcou a volta do Bahia para a elite do futebol brasileiro.

Nesse primeiro capítulo da série espanhola, vocês vão conhecer o bebê tricolor. Um verdadeiro capeta em forma de guri que eu encontrei em plena Plaza Mayor de Madri e acabei adotando como filho.

Me identifiquei logo porque ele é feio igual a mim.

E também mostrou que é Bahêa.

Se ligue na nirgraca:

BBMP em NY

No esquente para a estréia do Bahêaço na próxima quarta-feira, o BBMP vai postar aqui uma série de videozinhos gravados lá nos Istêites. É isso mesmo. Bolota me ligou, comentando que o blog tava precisando de umas matérias internacionais e me mandou uma passagem de jegue até Nova York. Disse que eu era o enviado especial do BBMP. Respondi logo dizendo que enviado era o baralho. Mas aceitei o desafio. Depois de algumas semanas de viagem, cheguei lá do outro lado das Américas. E descobri que o que mundo todo já sabia: os gringos também curtem o nosso tricolaço. Veja aê.

1) Quem disse que estátua não tem time? Estátua tem time, sim, papá.

2) Esse aí da gaita sabia direitinho nosso grito de guerra. Tava doidão pelo Bahêa. E ainda largou: “The best soccer team in the world!” Ou seja: o melhor time de futebol do mundo!”. Brinque, sacana! É o Binha de Nova York.

3) Bati um papo com esse americano aí e ele mostrou que conhece bem o Bahêaço. “Great club”, disse ele. O vídeo também comprova que a fama de vice do vicetória tá correndo o mundo. “Only vice. Never Champion”.

4) Esse porto-riquenho aí tava em águas. Elogiou o Bahêa, escaldou o vice e fez até dancinha.

Pois é, cambada de sacaneta. Isso é só para a gente descontrair e ir esquentando para quarta-feira.

Pituaço nos espera para começar a festa.

Vinho, Fuso horário e Bahêa.

Ano passado a mulé brigou comigo, foi uma confusão da porra e eu resisti bravamente. Mas como esse ano eu ganhei de presente da TV a Cabo, não pude recusar, tô com o PFC aqui em casa, em Lisboa.

Ontem rolou um regui na casa de uns amigos, tomei um vinho amuado que até esqueci do jogo do Bahêa. Cheguei em casa meia noite, com os dente tudo roxo, liguei a TV e vi na programação: Vila Nova x Bahia/ Série B – 2:00h / 4:00h. Lembrei do meu último jogo do Bahia, antes de vir morar em Portugal: O trágico Bahia x Vila Nova de 2007.

Não resisti, fui tirar uma pestana e botei o alarme pra 2 da matina. A ansiedade me fez acordar antes do alarme tocar (pra trabalhar isso não acontece). Acordei azuado, peguei 1L d´água pra rebater o vinho e comecei a assistir, ainda sonolento.

É incrível como o Bahêa joga melhor fora de casa, e isso não é de hoje, ano passado era a merma porra. Vi o jogo contra a Ponte e o Bahia deu cada braga retada, uns buracos na defesa, tomando uns contra-ataques errados. Mas ontem o time entrou organizado, rápido, roubando bola, e ganhando todas as divididas. O jogo não tava moleza não, mas numa jogada do endiabrado Ananias, penalti. E Grahl me fez acordar 2 vizinhos portugas, com aquele penalti, catiguria retada.

Daí pra frente comecei a perceber que a base do Bahia de ontem era justamente a base. Omar pegando muito, seguro. Avine, arisco. Marcone, queimando a língua de meia Bahia. Vander, liso, habilidoso e diferenciado. E o gigante Ananias. Que bonito, que beleza, o Bahêa adotando uma receita que já lhe rendeu bons frutos outrora. E olhe que pra mim ainda falta Roberto, Mauricio e Paulo Roberto.

O Bahia ficou nesse 1×0 durante um bom tempo, eu fui ficando nervoso, o sono foi pra casa da porra, eu ja tava em pé na sala de casa 3h da manhã. Até que o Vila sentiu o ritmo forte do Bahia, perdeu um jogador e aí recebeu na sequência. 2×0 com um golaço do menino Vander, 3×0 com outro penalti de Grahl e 4×0 fácil, pra coroar a boa partida de Ananias e carimbar a liderança pelo saldo de gols da Série B.

Fui pra cama 4h da manhã, acordei a mulé só pra dizer que o Bahia brocou e que o pai dela devia tá feliz como a zorra. O sono nada de aparecer, tava aguniado, sonhando acordado, lembrando dos velhos tempos de 1ª Divisão, que o Bahia não comia regui de São Paulo, Flamengo, Palmeiras, entravam na Fonte, era pau! E antes de pegar no sono prometi: Se o Bahia chegar nas últimas rodadas com chance de subir, eu vou passar o fim de ano em Salvador e vou pra Pituaço, de bermuda e camiseta! Êta Bahia Porreta!

PS.1: O BBMP voltou, e com ele a minha vergonha na cara. Voltei a escrever.
Mas confesso que o broxante campeonato baiano me tira qualquer criatividade.

PS.2: O Serra Dourada tá numa disputa acirrada com o borradão pra ver quem é o nosso playground preferido, hein?! Jogo em Goiás é brocança certa.

PS.3: Tô aqui com um sono da disgrícia na agência, agora de manhã não faço nem panfleto.

Lucas Ferraz, correspondente oficial do BBMP na europa e autor do Documentário “Lima Sergipano, o canhão do Fazendão”.

Bora Porto Minha Porra!

Assim como alguns outros colaboradores, eu vou começar o texto falando o mesmo clichê: Eu sei que eu ando sumido por aqui, mas é que o Bahia não dá inspiração para escrever.

Estamos na reta final, mas o nosso continua na reta. Acho que dá pra se salvar sim, assim como também acho que alguns jogadores também se salvam pra próxima temporada.

Apesar de sumido, eu continuo aqui, longe pra cacete mas ligado em tudo, leio o blog e os comentários diariamente, mesmo que a contra-gosto da minha 1ª dama. Vejo os melhores momentos lá do trabalho, fico acordado pra ver os jogos, compro cerveja, sigo bolota no twitter, etc, etc…

Mas vamos deixar de 9 horas…Quando surgiu o lance de participar do blog, foi passar pra galera uma experiência diferente de um Tricolor em Portugal. Pois bem, semana passada tive uma dessas experiências e estou aqui para compartilhá-las.

Não sei se todo mundo sabe, mas eu sou publicitário assim como todos os outros sacanas desse blog. E então criamos um comercial para o Dragão Mobile, a operadora de telemóvel (celular) do FC Porto. E um dos pré-requisitos era que usássemos 3 jogadores da equipa (time): Raul Meireles, meio-campo da Selecção Nacional, Bruno Alves, zagueirão da selecção e o nosso compatriota Hulk, recém-convocado por Dunga.

Criamos a campanha, aprovamos com o cliente, e depois de inúmeras reuniões de pré-produção finalmente foi marcado o dia das filmagens. Eu meu dupla Pedro, também baiano e criado descalço nas ruas do Garcia, ficamos contando os dias pra viajar pro Porto, né?! O Filme seria gravado no estádio do Dragão!DSC_2243

Tô mandando umas fotos pra galera dá uma olhada e ver um pouco dos bastidores. E também faço questão de registrar aqui que os 3 caras não tem nada de estrelinha. Humildes, pacientes, brincalhões, enfim…tudo bróder!DSC_2274

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O Raul Meireles, foi um pouco mais tímido, mas sempre disponível e sorridente, tiramos fotos numa boa. DSC_2294

O Bruno Alves é grande pa porra (lá ele), zagueirão de meter medo até em Beijoca. Quando encostamos pra trocar uma ideia com ele, percebi um sotaque brasileiro, ainda achei que tava brincando com a gente, mas ele me esclareceu: Rapaz, meu pai é brasileiro! Aí o papo ficou melhor. Ele me contou que morou um tempo no Brasil quando criança e que o Pai dele foi jogador, o zagueiro Washington. Quando Bruno Alves viu minha camisa, apontou pro escudo e falou: meu pai jogou com Zico no Flamengo e também jogou no Bahia! Porra!! Ai o cara caiu nas graças da torcida né!! O Zagueirão da Seleção Portuguesa tem o sangue tricolor, nem que seja 200 ml!!DSC_2335

O Hulk é paraibano, de campina grande. Um cara pacato, mas estava com a felicidade transbordando. Afinal, a primeira convocação tinha saído 2 dias antes.

E logo de cara já demos os parabéns e falamos que vibramos muito por ele, o cara merece, é guerreiro, nordestino e joga muita bola. Antes de ver um jogo, achava ele um grandão, e seria mais um Adriano da vida (carniça), mas não! O cara é leve, tem uns 3 pulmões, grande (la ele) mas arisco, e muito raçudo!DSC_2321

Entre uma foto e outra na sessão de fotos para os anúncios impressos, ele viu uma foto e comentou: Ficou boa essa!

Eu completei: Ficava boa mesmo era com a camisa do Bahêa, pai véi!!

Ele riu e falou com seu sotaque paraibano: tá difícil a coisa lá né, quase na terceira! Mas com a torcida que tem, o Bahia tem que tá na Primeira, bateu todos os recordes quando tava na terceira não foi?

Entre um papo e outro contei a ele que tínhamos ganhado do Juventude e que saímos da zona vermelha. Ele lembrou que ganhamos do Campinense dele e também me comentou que jogou no vice durante 2 anos, (mas isso não conta, ele era muito jovem e a gente nem lembra) e que adorava Salvador, que era bom de morar, etc, etc.

Em resumo, a nossa torcida é reconhecida no mundo inteiro, já a nossa diretoria só consegue ser reconhecida pelas lambanças e a falta de profissionalismo que mancha a nossa história. O que eu sinto hoje (la ele), é que alem do clube estar se apequenando, os torcedores dos outros clubes, estados ou países começam a sentir pena, isso mesmo, pena de uma torcida tão fiel que não merece sofrer tanto.

Eu quero é Resenha!

Hoje vamos fazer diferente. Em vez de vocês acessarem o blog  e encontrarem uma resenha do jogo, contando como foi, etc, vamos inverter, queremos ouvir vocês. Até porque uma hora dessa 6:10h em Salvador e 22:10h aqui em Lisboa, vocês devem tá tudo embreagado, comendo uma água miseravi com churrasquinho em Pituaço! vão agora tudo lotar os postos de gasolina com a camisa do Bahia, Buzina e muito Hino!

Eu tô assim todo saudoso e emotivo hoje não é a toa não, comprei 10 latinhas e botei aqui na friza! Mas fui comprar em cima da hora, quando cheguei já tinha 25 minutos e já tava 2×0.
Mas mesmo assim deu pra ver que Jael é brocador (lá ele), o cara é forte, ganha na dividida e ainda é habilidoso, entre uma latinha e outra, vi que ele pedalou e a porra, é arisco o sacana.
Nadson também, o cara incomoda a zaga adversária, correndo o tempo todo, Leandro e Elton são 2 mestiços de Leão com carrapato, jogaram muito também…E cá pra nós, se o São Caetano ganhou 7 seguidas, porque a gente não pode né?!

Mas hoje vamos inverter, hoje o Blog (pelo menos eu, que to longe feito a porra) quer ouvir você, quer se aproximar do seu público! O jogo eu vi, acompanhei pelo Justin.tv tomei minha cebreja, comi minha batata frita…e gritei como a porra pela janela. Eu quero que vocês me contem o que foi que aconteceu em torno desse jogo. Os bastidores, a torcida, a mandinga da coxinha, a confusão na borboleta, a comemoração, a cachaçada no regui depois do jogo!!

Tô aqui agoniado, longe feito a porra…mas uma coisa vocês podem ter certeza, tô saindo pra Night Lisboeta com a camisa que estampa a nobre mensagem: “BORA BAHÊA MINHA PORRA!!!
desculpem qualquer erro, exagero ou qualquer outra porra…essa cerveja aqui na europa é forte feito a porra, é 5,5% de álcool papá!!
(Marcão, Fabão, e o resto dos sacanas, foi mal aê, mas hoje tá tudo liberado, Tô cumeno ááááguaa!!)

Vamo comemorar minha porra!!!

abraços!!!

Engana que eu gosto

Essa porra desse blog é maciçamente composto por publicitários, formados em comunicação e consequentemente nobres colegas comunicólogos. E tenho certeza que por terem estudado e conviverem com as memas coisas que eu, todos devem ficar virados na porra com essa lástima que é o departamento de marketing do Bahia!

Eles não sabem usar a massa tricolor nem pro mal. Nem pra roubar, manipular e enganar eles se esforçam, quanto mais pro bem. Falo isso porque não tem torcida mais besta e empolgada do que essa galera que só quer festa e comer água (eu me incluo). Se o Bahia toma um gol de Pirão mas empata fora, ganha do lanterna…pronto, tá armada a putaria pro próximo jogo. É rumo a libertadores, campeão mundial, melhor que o Milan, neguinho cancela até casamento e botam 60.000 contra o Ananindeua.

Resumindo, é fácil pra cacete ser marketing do Bahia. Digaí se partisse deles a homenagem a Raudinei? já ganhava um ponto da porra com a torcida. E se Fizessem uma camisa pros 20 anos do título de 88, hein? a galera ia ao delírio, ia comprar pro amigo secreto no Natal e a porra! Agora se criam um cartão postal com a foto de Lima Segipano, já era, um busto pro cara do marketing.

Eu sei que ficar comparando com os outros times já tá batido como a porra, o Inter tá cheio de sócio, o Vasco tá com novo projeto pra sócios também (elaborado pela F/Nazca, agência que atende a SKOL, pra quem não conhece), etc. Mas essa experiencia que eu tô tendo aqui na Europa me fez ir além. Cês sabiam que o Benfica é o clube com mais sócios do mundo? O Porto é bi-campeão da Champions?

Os caras investem no clube e nos torcedores (adeptos aqui) tem celular (telemóvel), tem bingo, tem revista, TV, Loja, a porra toda, fora uma caralhada de esportes em paralelo: handball, hockey, artes maciais, atletismo, etc. O Benfica por exemplo, tá como o Bahia, é o time da massa, mas não ganha nada faz tempo, mas fui num jogo e no intervalo os caras sortearam 10 mil euros em barras de ouro pra 1 cadeira sorteada, a câmera corre o estádio todo, e fecha no vencedor que aparece no telão, caso o cara tenha o cartão de sócio, se não, se fudeu (ou seja, se me sorteiam, eu tava até hoje sem dormir, de raiva).

Eu sei que a realidade financeira é muito diferente, não dá pra comparar. Mas o Benfica não ganha porra nenhuma, nem se classifica nem pra Champions há uns 2 anos e contratam simplesmente Aimar, Saviola, Cardozo, Ramires, Luisão, Keirrison, e ai por diante. E quem paga? Os sócios papá!
Agora você vai me dizer que esses parmalat daqui são mais doentes que a gente? Eles gritam mais que a gente? Eles amam mais que a gente?? Porra nenhuma! Os cara vão pro estádio de camisa de botão (por dentro da calça) e levantam-se pra bater palma quando o time entra em campo! Vamo perder pra uma misera dessa?? Que Porra!!

Cadê os Publicitários poderosos da Bahia? Os Nizans, os Dudas? Ajuda aê porra!

Já me estressei aqui vú, vou escrever mais porra nenhuma não, comentem ai nessa misera se quiserem…

Ps: Quem tiver curiosidade pra ver o que os times daqui oferecem pros adeptos acessem:

http://www.slbenfica.pt/

http://www.fcporto.pt/LojaAssociado/lojaassociado.asp

http://www.sporting.pt/

Ganhei uma caixa de cerveja (ou Meu 1º Bavice em Luanda)

A expectativa do Bavice era a mesma que eu teria se estivesse na terrinha. Durante a semana marquei com meus novos amigos tricolores daqui (Cássio, Edgar, Manga e Thiago) pra ouvirmos juntos pela internet.

Já no domingo vi uma reportagem na Globo Internacional falando sobre as torcedoras do Bahia, várias gatinhas em Pituaço. Depois compramos uma caixa e fomos nos encontrar.

Até liguei pra meu irmão e agradeci por inveja não matar, pois ele já estava entrando no estádio com a galera e dava pra ouvir a empolgação da nação, falei com Gera também, que aparentava sinais de embriaguez.

Apesar de não ter a confusão da entrada de Pituaço, também chegamos atrasados pro jogo, pois mal sabíamos onde Cássio morava. O engraçado também é que, por causa do fuso (+4), o jogo só começaria às 21h! Ou seja, passamos o domingo inteiro ansiosos.

Pra quem não perde um Bavice há tempos, foi uma experiência diferente sentir a festa de longe, rezando para que a luz e a internet não caísse, algo corriqueiro por aqui (graças ao Sr. do Bonfim nada disso aconteceu).

Começamos assistindo meio parados, com um pouco de conversa, mas sem muita empolgação. A cerva ainda estava quente, mas fui pegar uma assim mesmo, pois “em Pituaço a cerva também é quente e cara e assim eu já entro no clima”. Detalhe é que não tínhamos abridor, mas improvisamos com uma colher e depois com um chaveiro (já Edgar seguiu o estilo Bolota de ser e abriu no dente mesmo).

Tava tudo indo bem, até que o vice abriu o placar. Depois de uns “porras”, “merdas”, “caralhos” e “putas que parius” voltamos a nos concentrar no jogo. Ed foi pegar uma cerva e quando voltou o Baêaço brocou! Me senti em Pituaço! Comemoramos pra caraio. E obrigávamos a Edgar pegar uma cerva toda hora, pois tinha dado sorte na 1a vez (éramos pra ter comprado mais).

O intervalo chegou e com eles as histórias tricoloridas. Fiquei reparando como o Baêa tem esse poder de unir as pessoas, pois era meu 1o Bavice aqui e CINCO tricolores assistiam ao jogo devidamente uniformizados. Cássio inclusive eu conheci no dia, só havíamos nos falado pela internet, graças ao texto que ele mandou pra cá pro Baheaminhaporra e por temos um amigo em comum (Lucas Ferraz, que tá em Lisboa).

O segundo tempo começou, mas o Baêa não empolgava muito e acabou tomando o gol numa falha: cedeu um contra-ataque bobo e fez um pênalti imbecil, se é que foi pênalti mesmo, pois daqui fiquei na dúvida. O Bahêa até marcou o gol de empate, pelo menos pra Thiago que comemorou um gol quando na verdade era apenas um escanteio, coisas de transmissão pela net… E seguimos nesse sofrimento até o final, com bola no travessão e tudo, que caprichosamente não entrou.

Era fim de papo lá em Salvador e começo de conversa aqui na África. A cerveja ia acabando e os vídeos nostálgicos dos tempos áureos do Baêaço pipocavam no Youtube. Um vídeo de gols inesquecíveis trazia Nonato dando banho de cuia, Sérgio Alves dando bicicleta, Preto dando um petardo de primeira no ângulo e Bobô simplesmente dando show.

Eu estava triste pelo placar, mas estava feliz por ser Baêa, por nunca estar sozinho. Estava triste por perder a invencibilidade, porém, era mais triste ainda não poder estar lá pra ver aquela derrota, pois a simples existência do tricolor já me faz um bem danado.

Voltamos pra casa depois de meia-noite e até a zoações dos meus amigos rubro-negros fizeram um pouco de falta. Ninguém me zoou no trabalho, pois aqui não existem vices, a proporção consegue ser mais esmagadora do que foi neste último clássico.

“Mas, Marcos, e o título do post, o que tem a ver com o texto?” Ah tá, é que o revés foi uma ducha de água gelada, mas eu falei pra Cássio que “seremos campeões em pleno Barradisney, tenho certeza disso”. E ele, impressionado com meu otimismo, falou que quando isso acontecer, vai me pagar uma caixa. Cara, pode separando as verdinhas aí, o Baêa vai ser campeão! Aposto mil Kwanzas!

Invasão tricolor: Edgar, Luis “Manga”, Cássio, Thiago e eu.

P.s: um torcedor do vice veio falar num comentário que eu me escondi na África. Acho engraçado como eles freqüentam tanto isso aqui a ponto de saber onde eu estou e tudo. Mas quem se esconde é você, seu anonimozinho sem nome, sem blog e principalmente sem estrelas.

Bahêa: fenômeno mundial

Por Lucas Ferraz – Correspondente BBMP nas Oropa.

Agora que o BBMP e o ecbahia são parceiros, dá pra fazer esse merchan aqui. Isso porque tem uma área do site ecbahia que eu sempre gostei muito, que é a “Tricolor pelo mundo”. Nela, quem é tricolor mesmo, se emociona e sente aquele nacionalismo e orgulho que ultrapassa as arquibancadas. Outro dia vi uma maluco que mora num deserto desgraçado, tem 33 anos que não vai na Bahia, e ta lá, fincando(lá ele) e tremulando sua bandeirinha véia, quase um Neil Armstrong tricolor. Enfim, tem neguinho de tudo que é canto do mundo, ostentando com orgulho suas 2 estrelas e a mais perfeita combinação entre 3 cores.
Ao vir morar fora, percebi que melhor que ver essas fotos pela internet, é presenciar. Logo quando cheguei aqui em Lisboa, na primeira sexta, fomos tomar uma no Bairro Alto (uma espécie de Pelourinho Luso, aqueles mesmo paralelepípedos, barzinho que não acaba mais, ruas estreitas, etc. Com a diferença que dá pra andar de relógio.) Chego lá, achando que só ia ver parmalat, vejo um broder escorado na parede, com uma malemolência familiar e com uma garrafa de cerveja na mão e um gorro pros 6 graus que fazia. E o gorro do maluco era, nada mais, nada menos que um gorro do Bahia, véééi. Não me dei, passei por ele e larguei um “BoraBahêa” de guéri, ele meio chapado respondeu feliz pa porra, “Bora bahêa maluco!!!”. Pensei na hora, as vezes um “BoraBahêa” pode salvar a vida de alguém depressivo, desempregado, sei lá…Boa ação do dia!

Os meses foram passando e o frio também, era hora de tirar a sunga do fundo da gaveta, e descer em direção a Cascais (praia um pouco afastada do centro, como uma Praia do Flamengo da vida). E praia aqui é estilo High Society, nada de zuada, garçon, Pititinga, oléo de urucum, engradado embaixo da mesa, aliás, nem mesa. O esquema é pseudo – intelectual – cult – alternativo, cada um com sua toalha, deitado na areia, lendo um livro, enquanto observam as gaivotas. Fiquei logo aguniado, e fui lá no calçadão procurar um barzinho pra quebrar uma gelada. Quando avisto de longe, uma baticum da porra e na porta de um recinto. Chego lá tudo Brasileiro, tudo Baiano e um maluco vestia além da camisa do bahia, um chapeuzinho de Jimmy Cliff do Olodum, aquele que vem com as trancinha grudada, bala! Era véspera de um Bavice, eu não podia deixar de falar com aquela figura bati no ombro dele, ele olhou assutado e eu falei: amanhã é 4 a zero viu pai! Ele prontamente sorriu e respondeu com aquela sutileza do fim de linha do Engenho Velho: Bora Bahêa minha porra!!!! Ficamos ali trocando idéia como se estivesse na fonte, no estacionamento do Dique, tomando Nova Schin de 1 real.

Lá pra Julho, rolou show do Chicletão aqui, isso mermo, Bell ia largar o “Derruuuuuuba” dele por essas bandas de cá. Ingresso na mão e camisa do Bahêa na cabeça né!! Quando eu to lá pulando e me esquivando na frente do palco ao pacifico som de “cabelo rapadinho, estilo ronaldinho…”, vem um broder bêbo, bêbo, para na minha frente, cruza os braços e pergunta: “Bahêa, você viu a brocança ontem no corinthians??? Que porra foi aquela?!!” Eu ri pa porra.

O show foi um dia depois do 1 a 0 ano Corinthians, em plena SP.

Logo depois vi mais gente com a camisa do Bahia. Vi também um coroa num restaurante almoçando com a família e ostentava um bonezinho sacanagi do Bahêa. O tiozão ganhou ponto comigo ali também. É bom demais ser Bahêa, na moral!
Será que nenhuma Multinacional, nenhum Russo bilionário do petróleo, consegue enxergar que o Bahia é um fenômeno? É mais que um time, mais que um clube. Que mesmo estando deveras abandonado a mais de uma década a galera não abandona, se orgulha cada dia mais, se emocionando e se empolgando com tão pouco?
Fico indignado ao ver Figuerenses, Barueris, Sto Andrés e Ipatingas da vida organizados, estruturados e o principal: dando esperança e alegria a sua torcida.
E a saudade me fez escrever em um único texto, a alegria e a revolta de ser Bahia.

ST
Lucas Ferraz
( Tricolor em Lisboa com saudade do Bahêa e de escrever no gerundio)