O que falta pra dar a liga?

Por Lucas Ferraz

Antes que Marcos e Fabão me escaldem, eu sei, eu sei, tô sumido como a porra. Mais sumido que a rôla de Bolota embaixo daquela barriga. Mas esses últimos tempos têm sido corridos pra minha pessoa, mudança de país, de cidade, de estado (muitos podem não lembrar, mas eu era o correspondente internacional do BBMP em Portugal).

Depois escrevo sobre esse período ausente, porquê hoje tô aqui pra falar sobre o elenco atual. E tô falando antes das finais, pra não ficar naquele oba-oba.

Não venham com papo de que eu sou “do contra”, porque eu tô confiante como a porra. Esse ano é brocada certa no Baiano, na Copa do Brasil, vamo levar a Sulamericana e ainda beliscar lá em cima no Brasileirão. Só não boto o Brasileirão como certo também, justamente porque falta elenco. E pra ganhar um campeonato tão longo, tem que ter uns 2 time no plantel. Por isso vamos às criticas:

No gol tô tranquilo. Lomba é o nosso melhor goleiro desde Jean. Alem de fazer milagres, entrou no clima tricolor e simpatizou com a torcida. Já Omar é uma segurança no banco. Toda vez que entra, o menino dá conta.

A zaga me preocupa e muito. Uma boa defesa que se preze é formada por um agreste e um catiguria. Foi assim com Odvan e Mauro Galvão e tantas outras duplas. No Bahia, Titi (o agreste) foi elevado ao nível de craque e arrumaram um mais brucutú que ele pra fazer a dupla, o tal do Donato. Precisamos urgente de um Zagueiro classudo, catiguria, que não dê chutão.

Laterais. Outro problema crônico. Ano passado a velocidade e a ousadia de Marcos e Ávine davam um gás da porra no ataque tricolor, ajudavam o meio de campo e ainda consolidavam a zaga. Esse ano, parece que a gente entra com 2 a menos. Esses meninos W. Matheus e Madson, pelo amor de Deus. Eles e nada, pra mim é a mesma coisa. Coelho e Ávine precisam voltar 100% urgente e tem que contratar reservas à altura. (Pode mandar o Boliviano pra casa da miséra e Jussandro ainda tá verde).

Na miúca estamos na esperança dos nomes no papel, né? Se Zé Roberto e Morais jogarem o que sabem, estamos bem. Enquanto Magno e Gabriel são as gratas surpresas. Os 2 tão voando, são habilidosos e velozes. Já os volantes preocupam. Fahel e Fabinho juntos não dá. Lentos, cansam rápido, sem técnica. Precisamos urgentemente de suplentes. Lenine ainda não deu a liga, é um marcone com menos bunda. A esperança é o menino Filipe.

Agora o Ataque. Pra mim, é Ciro e Souza. Apesar de perder alguns gols, e a torcida começar a pegar no pé, Ciro é disparado o melhor atacante que temos pra fazer dupla com Souza. Habilidoso, sabe driblar e é forte. Ele só precisa pegar o ritmo certo pra engrenar (assim como Souza ano passado). Esqueçam Júnior e Rafael. 2 carniças. Robocop que não dobra nem o joelho. Junior é uma parede, a bola bate nele e volta. Técnica e domínio de bola ZERO.

*Eu não preciso gastar linha falando de Jones Carioca, né?!

Resumindo, acho que Falcão tem um bom elenco nas mãos, como o Bahia não tinha há muitos anos. Mas se quiser chegar longe nas competições, precisa contratar. E nada de trazer Viola, Dill, Guaru nem Galeano. Tem que trazer gente com saúde, com vontade e técnica pra mesclar com os experientes nomes que o Bahia já tem hoje.

E você? O que tá achando do Elenco do Esquadrão? Comente aê, pai!

Vinho, Fuso horário e Bahêa.

Ano passado a mulé brigou comigo, foi uma confusão da porra e eu resisti bravamente. Mas como esse ano eu ganhei de presente da TV a Cabo, não pude recusar, tô com o PFC aqui em casa, em Lisboa.

Ontem rolou um regui na casa de uns amigos, tomei um vinho amuado que até esqueci do jogo do Bahêa. Cheguei em casa meia noite, com os dente tudo roxo, liguei a TV e vi na programação: Vila Nova x Bahia/ Série B – 2:00h / 4:00h. Lembrei do meu último jogo do Bahia, antes de vir morar em Portugal: O trágico Bahia x Vila Nova de 2007.

Não resisti, fui tirar uma pestana e botei o alarme pra 2 da matina. A ansiedade me fez acordar antes do alarme tocar (pra trabalhar isso não acontece). Acordei azuado, peguei 1L d´água pra rebater o vinho e comecei a assistir, ainda sonolento.

É incrível como o Bahêa joga melhor fora de casa, e isso não é de hoje, ano passado era a merma porra. Vi o jogo contra a Ponte e o Bahia deu cada braga retada, uns buracos na defesa, tomando uns contra-ataques errados. Mas ontem o time entrou organizado, rápido, roubando bola, e ganhando todas as divididas. O jogo não tava moleza não, mas numa jogada do endiabrado Ananias, penalti. E Grahl me fez acordar 2 vizinhos portugas, com aquele penalti, catiguria retada.

Daí pra frente comecei a perceber que a base do Bahia de ontem era justamente a base. Omar pegando muito, seguro. Avine, arisco. Marcone, queimando a língua de meia Bahia. Vander, liso, habilidoso e diferenciado. E o gigante Ananias. Que bonito, que beleza, o Bahêa adotando uma receita que já lhe rendeu bons frutos outrora. E olhe que pra mim ainda falta Roberto, Mauricio e Paulo Roberto.

O Bahia ficou nesse 1×0 durante um bom tempo, eu fui ficando nervoso, o sono foi pra casa da porra, eu ja tava em pé na sala de casa 3h da manhã. Até que o Vila sentiu o ritmo forte do Bahia, perdeu um jogador e aí recebeu na sequência. 2×0 com um golaço do menino Vander, 3×0 com outro penalti de Grahl e 4×0 fácil, pra coroar a boa partida de Ananias e carimbar a liderança pelo saldo de gols da Série B.

Fui pra cama 4h da manhã, acordei a mulé só pra dizer que o Bahia brocou e que o pai dela devia tá feliz como a zorra. O sono nada de aparecer, tava aguniado, sonhando acordado, lembrando dos velhos tempos de 1ª Divisão, que o Bahia não comia regui de São Paulo, Flamengo, Palmeiras, entravam na Fonte, era pau! E antes de pegar no sono prometi: Se o Bahia chegar nas últimas rodadas com chance de subir, eu vou passar o fim de ano em Salvador e vou pra Pituaço, de bermuda e camiseta! Êta Bahia Porreta!

PS.1: O BBMP voltou, e com ele a minha vergonha na cara. Voltei a escrever.
Mas confesso que o broxante campeonato baiano me tira qualquer criatividade.

PS.2: O Serra Dourada tá numa disputa acirrada com o borradão pra ver quem é o nosso playground preferido, hein?! Jogo em Goiás é brocança certa.

PS.3: Tô aqui com um sono da disgrícia na agência, agora de manhã não faço nem panfleto.

Lucas Ferraz, correspondente oficial do BBMP na europa e autor do Documentário “Lima Sergipano, o canhão do Fazendão”.

Fiel é a gente!

Eu pensei em escrever sobre um tema. Mas achei meio batido. Só que, parando pra pensar, todos os assuntos relacionados ao Bahia estão desgastados, batidos, clichês, etc.
Eu assisti ao jogo contra o Fortaleza, fiquei acordado madrugada a dentro, nervoso, em pé no quarto. Como de costume, me decepcionei com o resultado, mas me arrepiei com a nossa torcida, puta que pariu, não tem igual.
Essa semana, na véspera de Atlético-MG e Flamengo, as manchetes dos sites esportivos só falavam do encontro das 2 torcidas, enaltecendo a força delas, entitulando de “maiores do Brasil”. Os Sulistas esquecem da nossa massa, como sempre. Encher o Maracanã e o Mineirão jogando dia de Domingo, contra grandes clubes do país é fácil, pai véi.
Na série A todo jogo é clássico (menos contra o vice), o Flamengo enche o estádio jogando contra Palmeiras, Cuzeiro, Grêmio. O Atlético enche jogando com o São Paulo, Inter, Santos, etc. Eu quero ver é neguinho sair correndo do trabalho, largar a família em casa, e pegar chuva numa terça-feira de noite, contra o Barras do Piauí. Pra você que não sabe, a cidade de Barras tem 41.730 habitantes, e na Fonte Nova, tinha mais de 66.000 (isso porque limitaram a Fonte).
Todo tricolor tem sua história, tem suas resenhas sobre essa massa indescritível (e podem jogar nos comentários aqui). E eu lembro de uma. Era meio de semana, uma quinta-feira, o Bahia como sempre caindo das perna, na segundona em 2005 (eu acho). Bahia x Joinville, jogo ruim da miséra. Mas para o espanto de qualquer ser humano que goste deste esporte bretão, cheguei na Fonte e tinham 42.000 pessoas tomando chuva!
Já que glórias e alegrias são palavras que ultimamente não usamos muito, quando tocam no assunto “futebol” aqui em Lisboa, seja com os tugas ou brasileiros de outros cantos do Brasil, o meu orgulho é falar de vocês! Da gente! Dessa torcida que arrepia!
Me perguntam qual a posição no campeonato, eu falo do público no último jogo, quando me perguntam do último título que ganhamos, eu mostro esse vídeo:

E assim por diante. Mas se liguem que a tática tá dando certo. Tem vários Tugas que já simpatizam com o Bahêa, querem camisa, querem notícias. E 2 cariocas também, um Flamenguista e outro Vascaíno, já falaram que na Bahia eles são Bahêa!
Na mídia nacional, alguns jornalistas sempre lembram da nossa torcida, mencionam, etc. Mas isso aí tem que ser registrado, documentado. Não aceito ler em alguns lugares que a Torcida do Bahia fica ali no meio da tabela na ordem de maiores do País. No passado, a porra da Rádio Globo inventou milhares de torcedores de Flamengo e Vasco por aí, tem índio lá na amazônia que tem camisa do Flamengo. Quando o Vasco é campeão, tem carreata em Vitória da conquista e no interior de Goiás, isso não existe. Torcida é quem vai, torcida é aquela presente no estádio!
Pode parecer radical, mas não aceito esses torcedores criados pela mídia, japonês e índio torcedores do Flamengo, assim como não aceito o projeto da Nova Fonte só com 40 e poucos mil lugares, inadimissível. Isso aí é número pro aterro, pro Lixão (e olhe lá, porque o maior publico lá foi na beatificação de Irmã Dulce). Falem o que for, números, orçamentos, cálculos…Porque eu falo com o coração de quem assistiu o Gol de Raudinei no colo do pai, ao lado de 94 mil pessoas, gritando: Bi-Campeão!

Bora Porto Minha Porra!

Assim como alguns outros colaboradores, eu vou começar o texto falando o mesmo clichê: Eu sei que eu ando sumido por aqui, mas é que o Bahia não dá inspiração para escrever.

Estamos na reta final, mas o nosso continua na reta. Acho que dá pra se salvar sim, assim como também acho que alguns jogadores também se salvam pra próxima temporada.

Apesar de sumido, eu continuo aqui, longe pra cacete mas ligado em tudo, leio o blog e os comentários diariamente, mesmo que a contra-gosto da minha 1ª dama. Vejo os melhores momentos lá do trabalho, fico acordado pra ver os jogos, compro cerveja, sigo bolota no twitter, etc, etc…

Mas vamos deixar de 9 horas…Quando surgiu o lance de participar do blog, foi passar pra galera uma experiência diferente de um Tricolor em Portugal. Pois bem, semana passada tive uma dessas experiências e estou aqui para compartilhá-las.

Não sei se todo mundo sabe, mas eu sou publicitário assim como todos os outros sacanas desse blog. E então criamos um comercial para o Dragão Mobile, a operadora de telemóvel (celular) do FC Porto. E um dos pré-requisitos era que usássemos 3 jogadores da equipa (time): Raul Meireles, meio-campo da Selecção Nacional, Bruno Alves, zagueirão da selecção e o nosso compatriota Hulk, recém-convocado por Dunga.

Criamos a campanha, aprovamos com o cliente, e depois de inúmeras reuniões de pré-produção finalmente foi marcado o dia das filmagens. Eu meu dupla Pedro, também baiano e criado descalço nas ruas do Garcia, ficamos contando os dias pra viajar pro Porto, né?! O Filme seria gravado no estádio do Dragão!DSC_2243

Tô mandando umas fotos pra galera dá uma olhada e ver um pouco dos bastidores. E também faço questão de registrar aqui que os 3 caras não tem nada de estrelinha. Humildes, pacientes, brincalhões, enfim…tudo bróder!DSC_2274

DSC_2262

O Raul Meireles, foi um pouco mais tímido, mas sempre disponível e sorridente, tiramos fotos numa boa. DSC_2294

O Bruno Alves é grande pa porra (lá ele), zagueirão de meter medo até em Beijoca. Quando encostamos pra trocar uma ideia com ele, percebi um sotaque brasileiro, ainda achei que tava brincando com a gente, mas ele me esclareceu: Rapaz, meu pai é brasileiro! Aí o papo ficou melhor. Ele me contou que morou um tempo no Brasil quando criança e que o Pai dele foi jogador, o zagueiro Washington. Quando Bruno Alves viu minha camisa, apontou pro escudo e falou: meu pai jogou com Zico no Flamengo e também jogou no Bahia! Porra!! Ai o cara caiu nas graças da torcida né!! O Zagueirão da Seleção Portuguesa tem o sangue tricolor, nem que seja 200 ml!!DSC_2335

O Hulk é paraibano, de campina grande. Um cara pacato, mas estava com a felicidade transbordando. Afinal, a primeira convocação tinha saído 2 dias antes.

E logo de cara já demos os parabéns e falamos que vibramos muito por ele, o cara merece, é guerreiro, nordestino e joga muita bola. Antes de ver um jogo, achava ele um grandão, e seria mais um Adriano da vida (carniça), mas não! O cara é leve, tem uns 3 pulmões, grande (la ele) mas arisco, e muito raçudo!DSC_2321

Entre uma foto e outra na sessão de fotos para os anúncios impressos, ele viu uma foto e comentou: Ficou boa essa!

Eu completei: Ficava boa mesmo era com a camisa do Bahêa, pai véi!!

Ele riu e falou com seu sotaque paraibano: tá difícil a coisa lá né, quase na terceira! Mas com a torcida que tem, o Bahia tem que tá na Primeira, bateu todos os recordes quando tava na terceira não foi?

Entre um papo e outro contei a ele que tínhamos ganhado do Juventude e que saímos da zona vermelha. Ele lembrou que ganhamos do Campinense dele e também me comentou que jogou no vice durante 2 anos, (mas isso não conta, ele era muito jovem e a gente nem lembra) e que adorava Salvador, que era bom de morar, etc, etc.

Em resumo, a nossa torcida é reconhecida no mundo inteiro, já a nossa diretoria só consegue ser reconhecida pelas lambanças e a falta de profissionalismo que mancha a nossa história. O que eu sinto hoje (la ele), é que alem do clube estar se apequenando, os torcedores dos outros clubes, estados ou países começam a sentir pena, isso mesmo, pena de uma torcida tão fiel que não merece sofrer tanto.

Eu quero é Resenha!

Hoje vamos fazer diferente. Em vez de vocês acessarem o blog  e encontrarem uma resenha do jogo, contando como foi, etc, vamos inverter, queremos ouvir vocês. Até porque uma hora dessa 6:10h em Salvador e 22:10h aqui em Lisboa, vocês devem tá tudo embreagado, comendo uma água miseravi com churrasquinho em Pituaço! vão agora tudo lotar os postos de gasolina com a camisa do Bahia, Buzina e muito Hino!

Eu tô assim todo saudoso e emotivo hoje não é a toa não, comprei 10 latinhas e botei aqui na friza! Mas fui comprar em cima da hora, quando cheguei já tinha 25 minutos e já tava 2×0.
Mas mesmo assim deu pra ver que Jael é brocador (lá ele), o cara é forte, ganha na dividida e ainda é habilidoso, entre uma latinha e outra, vi que ele pedalou e a porra, é arisco o sacana.
Nadson também, o cara incomoda a zaga adversária, correndo o tempo todo, Leandro e Elton são 2 mestiços de Leão com carrapato, jogaram muito também…E cá pra nós, se o São Caetano ganhou 7 seguidas, porque a gente não pode né?!

Mas hoje vamos inverter, hoje o Blog (pelo menos eu, que to longe feito a porra) quer ouvir você, quer se aproximar do seu público! O jogo eu vi, acompanhei pelo Justin.tv tomei minha cebreja, comi minha batata frita…e gritei como a porra pela janela. Eu quero que vocês me contem o que foi que aconteceu em torno desse jogo. Os bastidores, a torcida, a mandinga da coxinha, a confusão na borboleta, a comemoração, a cachaçada no regui depois do jogo!!

Tô aqui agoniado, longe feito a porra…mas uma coisa vocês podem ter certeza, tô saindo pra Night Lisboeta com a camisa que estampa a nobre mensagem: “BORA BAHÊA MINHA PORRA!!!
desculpem qualquer erro, exagero ou qualquer outra porra…essa cerveja aqui na europa é forte feito a porra, é 5,5% de álcool papá!!
(Marcão, Fabão, e o resto dos sacanas, foi mal aê, mas hoje tá tudo liberado, Tô cumeno ááááguaa!!)

Vamo comemorar minha porra!!!

abraços!!!

Engana que eu gosto

Essa porra desse blog é maciçamente composto por publicitários, formados em comunicação e consequentemente nobres colegas comunicólogos. E tenho certeza que por terem estudado e conviverem com as memas coisas que eu, todos devem ficar virados na porra com essa lástima que é o departamento de marketing do Bahia!

Eles não sabem usar a massa tricolor nem pro mal. Nem pra roubar, manipular e enganar eles se esforçam, quanto mais pro bem. Falo isso porque não tem torcida mais besta e empolgada do que essa galera que só quer festa e comer água (eu me incluo). Se o Bahia toma um gol de Pirão mas empata fora, ganha do lanterna…pronto, tá armada a putaria pro próximo jogo. É rumo a libertadores, campeão mundial, melhor que o Milan, neguinho cancela até casamento e botam 60.000 contra o Ananindeua.

Resumindo, é fácil pra cacete ser marketing do Bahia. Digaí se partisse deles a homenagem a Raudinei? já ganhava um ponto da porra com a torcida. E se Fizessem uma camisa pros 20 anos do título de 88, hein? a galera ia ao delírio, ia comprar pro amigo secreto no Natal e a porra! Agora se criam um cartão postal com a foto de Lima Segipano, já era, um busto pro cara do marketing.

Eu sei que ficar comparando com os outros times já tá batido como a porra, o Inter tá cheio de sócio, o Vasco tá com novo projeto pra sócios também (elaborado pela F/Nazca, agência que atende a SKOL, pra quem não conhece), etc. Mas essa experiencia que eu tô tendo aqui na Europa me fez ir além. Cês sabiam que o Benfica é o clube com mais sócios do mundo? O Porto é bi-campeão da Champions?

Os caras investem no clube e nos torcedores (adeptos aqui) tem celular (telemóvel), tem bingo, tem revista, TV, Loja, a porra toda, fora uma caralhada de esportes em paralelo: handball, hockey, artes maciais, atletismo, etc. O Benfica por exemplo, tá como o Bahia, é o time da massa, mas não ganha nada faz tempo, mas fui num jogo e no intervalo os caras sortearam 10 mil euros em barras de ouro pra 1 cadeira sorteada, a câmera corre o estádio todo, e fecha no vencedor que aparece no telão, caso o cara tenha o cartão de sócio, se não, se fudeu (ou seja, se me sorteiam, eu tava até hoje sem dormir, de raiva).

Eu sei que a realidade financeira é muito diferente, não dá pra comparar. Mas o Benfica não ganha porra nenhuma, nem se classifica nem pra Champions há uns 2 anos e contratam simplesmente Aimar, Saviola, Cardozo, Ramires, Luisão, Keirrison, e ai por diante. E quem paga? Os sócios papá!
Agora você vai me dizer que esses parmalat daqui são mais doentes que a gente? Eles gritam mais que a gente? Eles amam mais que a gente?? Porra nenhuma! Os cara vão pro estádio de camisa de botão (por dentro da calça) e levantam-se pra bater palma quando o time entra em campo! Vamo perder pra uma misera dessa?? Que Porra!!

Cadê os Publicitários poderosos da Bahia? Os Nizans, os Dudas? Ajuda aê porra!

Já me estressei aqui vú, vou escrever mais porra nenhuma não, comentem ai nessa misera se quiserem…

Ps: Quem tiver curiosidade pra ver o que os times daqui oferecem pros adeptos acessem:

http://www.slbenfica.pt/

http://www.fcporto.pt/LojaAssociado/lojaassociado.asp

http://www.sporting.pt/

Tá pior que a gripe Suína.

Eu sei, eu sei…tô meio sumido aí. Mas analisem comigo, se Fabão, que tá aí em Salvador, acompanhando os jogos de perto escreveu um texto “chovendo no molhado”, imagine eu, que tô longe como a porra, vou falar o quê?? Vou ficar repetindo as mesmas coisas? Reclamando das mesmas coisas? Tá complicado. Então resolvi escrever sobre a falta de ânimo do Bahia e como ela atravessou o atlântico e me contagiou.

No jogo contra o Vasco, eu me empolguei, comprei cerveja, vinho, umas castanhas e chamei um broder carioca pra ver o jogo aqui em casa, vascaíno o sacana. Foi uma alegria retada, pulei de peixinho no meio da sala no segundo gol, sai pra cumer água na rua com a camisa do BBMP e as porra!! Me animei todo, ia fazer um texto todo incrementado, ia lá no mosteiro dos Jerônimos, em Belém, tirar uma foto do túmulo de Vasco da Gama (é, ele tá lá. De um Lado Vasco e do outro Camões), ia fazer umas firulas, com fotos, montagens, texto, etc. Mas foi aí que o ranso tricolor se abateu sobre a minha pessoa. Pensei: Vou lá porra nenhuma, ganhou o bába num sufoco miserável, pra mim foi uma cagada retada, que nem contra o Corinthians ano passado. Não acerta um passe de 2 metros, time jogando horrível, tanto que nos jogos seguintes já mostrou a merda que tá. Broxei…

Até pra falar do Bahia eu tô enojado já. Eu já fui algumas vezes trabalhar com a camisa do Bahêa, e tem uns portugas que se mostraram curiosos, alguns gostaram mais da camisa tricolor do que da branca, mostrei vídeos no youtube, etc. E alguns deles sempre me perguntam: “E então zuca? E o vosso Baía?“ É claro que eu não vou queimar meu time, mas já percebi que o catequizador tricolor de outrora já tá desgostoso, sem saco pro Bahia, e aí já emenda disfarçando: “Porra, o Keirrison é bom viu? Vocês se armaram, o Benfica agora com o Aimar, Saviola, Keirrison, Ramires, Cardozo…vamos tomar essa taça do Porto, hein??!!!”

E o que é isso?? É o ranso!! O ranso que o Bahia transmite. A lerdeza, a falta de vontade, de organização, de garra e principalmente de qualidade dos jogadores tá contagiosa, tá pior que a gripe suína. O Zé Ricardo já comparou com uma mulher com asma, o Fábio tá querendo saber de quem é a culpa, bolota tá cumendo água, e eu tô aqui, mesmo contagiado pela inércia do Bahia, Sábado vou tá lá, ligado no justin.tv pra vê essa carniça que eu não consigo abandonar.

Lucas Ferraz
Tricolor em Lisboa e foi aluno na 2ª série da mãe do anão da Fonte Nova.

Prata da casa é ouro

Por Lucas Ferraz.

Todo torcedor que acompanha realmente seu clube tem uma reclamação que é sua cachaça. Aquela que em toda roda de amigos ele volta a falar e a levantar a discussão. E a minha eu confesso pra vocês: É a valorização da Prata da Casa. Tanto no incentivo e preparação dos jovens quanto na manutenção deles depois, por mais tempo possível.

Temos que concordar em uma coisa, o Nordeste não o pólo financeiro do país, consequentemente, onde não tem dinheiro, não tem investidores, se não tem investidores não dá pra ser um receptor de craques, e sim fornecedor. Assim como os times do Sul e os outros do Nordeste, vivemos de épocas, torcemos por momentos que coincidam o aparecimento de craques simultaneamente em posições diferentes, para fazer um bom campeonato, e nada mais que isso, já que no próximo ano, eles vão embora.

Já que para essa situação se inverter é muito difícil, devido a inúmeros fatores extra-campo e extra-futebol, temos que saber entrar no jogo, dançar de acordo com a música. Vamos focar nas divisões de base ao invés de tentar trazer 1 caçamba de Joelsons e Alagoanos. Não só pela questão financeira, que é lógica, como por outro fator, que eu acho até mais importante: O amor a camisa!

Não dá pra comparar um menino como Paulo Roberto, que ia pra fonte torcer, sentia a paixão ali de perto, e pegava seu buzu até outro dia da Ribeira pra Itinga sem smartcard (é chão viu!) com uns sacanas que vem da casa da porra, que não sabe nem gritar “Bora Bahêa minha porra”…
Eu, particularmente, acho que a recente queda do Bahia tem muita a ver com a falta de revelações de outrora. Sem querer desmerecer nossos meninos de hoje, mas já faz tempo que não aparece uma safra como a de Jorge Wagner, Marcelo Ramos, Robson Luís, Jean, Uéslei, Clebson, Bebeto Campos, Nonato e Daniel. Até surgiram algumas promessas, mas deram xabú, como Rafael Bastos, Danilo Rios, Neto Potiguar e Luiz Alberto. Mas todos sem o apoio e a estrutura necessária.

E como falei no inicio, não só priorizar as pratas da casa, mas também saber usufruir o máximo delas para que se valorizem mais, e ao mesmo tempo que ajudam o time em mais de 1 campeonato. Não é só saber criá-los, mas saber gerir os talentos, a hora certa de vendê-los. Assim não perde dinheiro nem os campeonatos baianos por 8 anos seguidos. Sem falar na chacota internacional nos casos como o de Daniel Alves, que foi vendido por 12 pares de chuteiras e 1 big big mastigado, e hoje tá lá, ensinando Messi e Henry a falar “vamo bater o bába”.

Na verdade eu sei que a grande maioria dos torcedores concordam e já estão cansados de ouvir sobre essa falta de valorização das pratas da casa, mas como eu soube que MGF e alguns jornalistas também passam por aqui pelo Blog do BBMP, achei que fosse válido registrar essa elocubração!! (terminei bunito viu!!)

Tô longe, mas tô ligado em tudo!!
Abraço a todos,

Lucas Ferraz
Tricolor em Lisboa e padrinho do sobrinho do melhor amigo do filho de Lima Sergipano!!

O Novo e o Velho

Por Lucas Ferraz

Osmar era sem dúvida um dos tricolores mais apaixonados que já frequentaram a Fonte Nova. Respeitado como Professor, Advogado e Jornalista, era ainda melhor nas arquibancadas. Daqueles que desde a década de 70 não perdia um jogo do Bahia, viajava com seu Jipe para tudo que é cidade pra ver seu time. Acompanhado sempre do fiel amigo João (namoravam com duas irmãs, eram concunhados, amigos e compadres).

Uma das curiosidade dessa figura ilustre é que ele só gostava de cerveja quente. Isso mesmo, era neguinho botando a cerveja no freezer, e ele descendo 2 pra geladeira. Mas independente da temperatura e da marca da cerva, quando alguém o chamava pra TOMAR uma, ele sabiamente respondia: Tricolor não toma, tricolor BEBE!
E como todo tricolor, teve muitas alegrias, porém algumas decepções também. Desde cedo já era sócio e tinha 2 Cadeiras Cativas na Fonte Nova (tem gente que vai lembrar da boa e velha cadeira cativa.), uma para ele, e outra aguardando o seu filho homem nascer. Veio o primeiro: menina. O segundo: menina. O terceiro: menina. Até que o quarto nasceu e era um menino!! Ele vibrou, mas inacreditavelmente, o caçula cresceu e virou vitorinha-BA. O tricolor Osmar não se abalou muito, porque deu sorte que os seus 3 genros eram tricolores, e dos bons. Além de serem como filhos para ele.

Vieram os netos, todos tricolores. Não podia ser diferente, o Velho era um exemplo em tudo: Educado, paciente, calmo, sempre bem humorado, e acima de tudo Tricolor! E assim Osmar criou seus netos, levando-os para sua antiga Cadeira Cativa. As crianças, muito pequenas, iam mais para comer besteira, brincar e dormir do que assistir realmente, mas não importava, ali já entranhava o sangue azul, vermelho e branco. E ele, como um gentleman que era, falava pausademente para criançada: Aqui vocês podem xingar!

A idade foi chegando, e o radinho de Osmar foi conhecendo muitas pilhas, que eram trocadas a cada campeonato. Já com algumas complicações de saúde, não podia ir ao estádio, mas continuava acompanhando não só as vitórias do Bahia, como secava as derrotas do vice. As vezes seus netos iam lhe visitar, chegavam na sua casa, e ele deitado na cama, antes de qualquer coisa falava com dificuldade: “tão tomando 2”…e caía na risada!

Em 2006, aos 81 anos, ele partiu e se tornou mais um anjo tricolor. Apesar da tristeza, filhos, genros e netos ficaram com a semente tricolor no coração, e com muitas histórias para contar para as próximas gerações. Ele não tinha fazendas, terras, gado, dollares, imóveis, etc. Mas pouco antes de partir, ele arrumando suas coisas, achou uma almofada do Bahia com o escudo e tudo, daquelas quadradas, que o pessoal mais antigo levava pra Fonte, pra sentar naquele cimento, ou até mesmo nas cadeiras, e presenteou um de seus netos.

E em 2006 o Bahia tava na Terceirona, foi a última imagem que Velho Osmar teve do seu tricolor tão amado. Mas hoje, eu queria dizer a você, Vô, que a almofada tá guardada, e que eu, e toda a família tricolor está mais do que nunca, cheios de esperança de um dia ver o Bahia que você viu, Vencedor!

Lucas Ferraz é primo de quinto grau de Naldinho maritaca e Bahêa desde os tempos que dormia no colo do Avô na Cadeira Cativa da Fonte!

—————————————————————–

Promessa é dívida.

Eu realmente estava devendo. Depois que vi Kabong aí, todo orgulhoso, mostrando seu prêmio, lembrei que ainda não tinha mandado nenhuma foto dos meus Prêmios da Promoção de Natal! Tô mandando umas fotos de uma viagem que fiz a trabalho, pra uma cidadezinha perto da divisa com a Espanha, Portalegre. Levei a magia tricolor pra lá também!
Obs.: Continuo devendo foto da camisa do BBMP!



Lucas Ferraz também é correspondente BBMP na terra de seu Cabral.

Parabéns, Vovó Vitória!

Recebemos em primeira mão o convite da festa de aniversário da Vovó Vitória. Quem quiser comparecer, imprima e entregue lá no lixão de Canabrava.

———————————————

E o segundo pedaço do bolo vai para…

Por Cássio Melo e Lucas Ferraz

Já sei que estamos evitando falar do Vice no blog, mas como bem dito por Fábio no post anterior, eles sempre dão motivo e o de hoje é ainda mais nobre. Aniversário deles, ora!!!

Recentemente um texto de Victor Uchôa chamou a atenção de que o Bahia não vive sem o “vice e versa” (vamos economizar a palavra “Vice”, vai aparecer muito aqui) e eu concordei plenamente, e achei bacana a iniciativa do blog porque o texto pregava a paz em um momento de nervos aflorados (aflorados é um termo mais pertinente a eles…deixar claro).

Concordei também com um comentário de um tricolino (que não lembro o nome e não vou lá olhar agora) que disse que o texto de Victor era até bom, mas que, nem em poesia, o uvildo deveria abordar o fim do Bahia, quem dirá jornalisticamente. Ora…com certeza, mas isso nem passou pela minha cabeça, pois o exemplo está neles. Se um time com uma história cinza e “sem sal” como a deles, com torcida que cabe num BR800, conseguiu viver 110 anos, mesmo sem ganhar nada de relevante, não serão anos de má gerência que vão cogitar o fim do Bahia. Mas concordo que a gente não vive sem eles.

Falo isso porque imagino, eu, legítimo torcedor tricolor, minha vida sem as Uvas de Canabrava, quão sem graça seria. E isso porque eu estive relembrando minhas últimas alegrias com futebol e, em quase todas, o vice esteve presente.

Os últimos triunfos (principalmente os 2×0, 4×1, 2×0) no Barradisney, o nosso último título, Nordeste 2002, também no nosso playground, o gol de Raudinei em 1994, uma aposta que ganhei com meu padrinho Uvo-Negro (muito querido) que o obrigou a vestir a camisa do Bahia depois do único Bavice que ganhamos em 1995, no Pituaço. Tem também o título baiano de 1998 e, até em algumas tristezas, eles nos deram um pingo alegria, como na queda pra “Cerei C”, que eles fizeram questão de nos acompanhar instantes depois e nas “águas nos chopps” que colocamos no título deles de 1997, quando vencemos por 3×1 e 1×0 as partidas decisivas no playground, depois de perder na Fonte. Isso, eu lembrei assim, de primeira instância… tem também a trívice coroa deles, nas séries A, B, C. O torneio da Uva, que nos serve de inspiração. E até no último domingo, quando me apareceram com meião do Vasco e deram ousadia para dirigente carioca ficar cartando com a cara deles. Então, eu parei para pensar e acho que é justo que eu esteja feliz com mais um aninho de vida centenada do nosso complexado, mas divertido rival.

Você, torcedor tricolor, também deve ter inúmeros motivos para comemorar hoje, então, numa iniciativa tricolina internacional, eu e Lucas Ferraz, “directo” de Lisboa, estamos convocando todos os tricolores para cantar um parabéns para o Uvildo mais próximo. Aproveite que não são muitos, abrace-os e mostre o quão satisfeito estamos com mais um ano de vida deles. Motivos não nos faltam.

E estamos com uma curiosidade:

Pra quem vai o segundo pedaço do bolo?

Abraços e parabéns Uvarada!!

Ps: É galera, sabemos, chega de texto do vice.

Cássio Melo e Lucas Ferraz. Direto de Luanda e Lisboa.