
Gabriel cobra e converte o primeiro pênalti a favor do Bahia em Pituaçu. (Foto: Will Vieira)
BAHIA 1×1 NÁUTICO
37ª rodada Brasileirão
Acompanhei Bahia x Náutico pelo twitter, ao tempo que assistia em uma TV, num bar do Rio de Janeiro, o Sport massacrar o Fluminense e não conseguir transformar suas chances em gol, por obra e graça de Nossa Senhora Tricolina das Laranjeiras, em comunhão com Nossa Senhora Tricolina da Boa Terra. É angustiante acompanhar o jogo do Bahia assim, mas pelo que li, ouvi e recebi de mensagens, o Bahia teve uma performance bem parecida com a do jogo da Ponte Preta (que eu vi e conclui que o time só ganhou porque a Macaca aliviou/cansou no segundo tempo).
Ou seja, o Bahia teve mais uma vez uma semana para treinar fundamentos básicos como passe e chute a gol , fazer uma careta de time que fosse e mesmo assim não conseguiu aproveitar esse tempo livre pra melhorar o suficiente pra ganhar do pior visitante em casa e garantir a sua classificação para a Série A de 2013.
Sim, se classificar pra Série A, tal qual fez o Goiás, o Criciúma, o Atlético-PR e o Vitória. Por que é pra isso que o Bahia joga a primeira divisão: pra se garantir pra primeira divisão seguinte. O pequeno Bahia de hoje em dia já entra na primeira rodada da primeira divisão fora da primeira divisão.
O tricolor saiu da série B em 2010, mas de lá pra cá a série B não saiu dele. É um time que repete erros de uma forma que me faz imaginar que erra de propósito ou que a saúde do clube em si não é a prioridade de quem o gerencia.

Ataque de risos funcionou de novo. Fez a torcida do Timbu rir (foto: Will Vieira)
Vamos lá:
O que explica contratações de jogadores que não têm a menor condição pisar o Fazendão, vindos de clubes sem expressão do Rio de Janeiro/São Paulo, como Elias, por exemplo? E que grandes berços de talentos são esses “Audaxes” do Rio e de São Paulo onde o Bahia vai buscar os jogadores de primeira divisão que só ele, Bahia, vê?
O que explica a contratação de jogadores em fim de carreira como Kléberson, Zé Roberto e Mancini, todos ganhando salários relevantes, que poderiam pagar jogadores como Ayrton do Coritiba, Wellinton Nem, do Fluminense ou Aloísio, do Figueirense? O que explica o time depender de um jogador como Souza, que joga metade das partidas do ano? O que explica a renovação de contrato com Coelho, considerando sua inaptidão à jogar demonstrada desde o início do ano? E a contratação de um jogador como Caio, que de tão ruim eu até esqueço que está no elenco?
O que explica aquela confusão com um jornalista do jornal A Tarde, que estava fazendo seu trabalho e que foi coagido por membros próximos à diretoria do Bahia e também por colegas (medíocres) de profissão? Detalhe que depois daquele acontecido o Bahia fez só uma boa partida, contra o Fluminense, e mesmo assim perdeu.
E o que explica o presidente do clube, com o cargo importante que tem, fazer ironia com o rival que acaba de conseguir o acesso a série A? E, pior ainda, sendo que o próprio clube que ele preside vive com as calças na mão na primeira divisão? Dá pra ver que tem muita coisa errada né?
O Bahia merece cair. Merece muito. É um time incompetente, sortudo e ingrato: ingrato com a sorte e com seu torcedor, não necessariamente nessa ordem.
E, incrivelmente, apesar de todas as suas “furadas”, ainda só depende dele, só precisa do que ele mais sabe fazer (empatar) para se garantir.
De qualquer forma, não tenho dúvidas que se o Bahia não pagar os pecados com o rebaixamento esse ano, de 2013 não passa. Pode preparar seu zé de coió, torcedor tricolor, pois lá vem a queda…

A legenda está na foto de Will Vieira
Com relação à parte técnica do time, quero fazer uma observação que pode render polêmica:
Eu quero isentar o setor defensivo do Bahia na hora de desqualificar a campanha do time. Lógico que o time todo ganha, o time todo perde, mas o grande problema do Bahia dentro de campo está nos seus setores de criação e ataque, absolutamente ineficientes. Sendo assim, acho que devemos ter cuidado na hora de avaliar jogadores do miolo de zaga e também os volantes, além dos goleiros. Eles foram e estão sendo fundamentais para o estrago no Bahia não ser maior.
Inclusive nesse jogo terrível contra o Náutico, a defesa falhou feio. Porém, na boa, a defesa tem crédito.
Pra completar e fazer o título do post ser entendido, no fim de semana em que as “autoridades” escolheram o nome do nosso mascote da Copa do Mundo, o Bahia resolveu dar utilidade a esse nome. O Bahia de hoje é um clube Fuleco. O resultado no campeonato não poderia ser diferente.
Abraço.