O verdadeiro filme da sua Vida

Um dos sentimentos mais complexos do ser humano é o amor. Ele é guarda-chuva para diversos outros, inclusive alguns contraditórios como tristeza e alegria ou raiva e paixão. Algo do tipo “às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais”, como diria o poeta.

O começo da projeção do “Bahêa, minha vida!” é reservado para falar sobre futebol, uma das grandes paixões nacionais, porém, engana-se quem pensa que depois o filme vai falar sobre o Bahia… na verdade ele vai falar é sobre amor. Não “amor” estilo Romeu e Julieta, falo de algo muito mais intenso, com mais entrega, mais paixão, mais tristeza, mais dor, mais comemoração, mais alegria, mais irracionalidade.

Na fantástica cena do bar, no reencontro dos heróis de 59, você percebe um amor fraternal, singelo, que te faz sorrir, se arrepiar. Quando o filho fala sobre seu pai, você entende melhor o que é amor paterno e eterno. Quando um torcedor pobre coloca o Bahia acima de sua fome, você percebe como ele é nobre. Quando Zé Carlos se declara, você volta no tempo, volta a ser menino e chora igual a um. Quando Lourinho se emociona ao ver seu ídolo na Fonte, você chora junto, por compartilhar do mesmo sentimento. Durante mais de 90 minutos você se vê na tela, vê a sua história, relembra seus piores e melhores momentos ao lado de quem você ama.

Alguns filmes te envolvem a ponto de fazer você se imaginar naquela situação mostrada, te transportam para dentro da tela. Já o filme do Bahêa não. Ele não pode te arrastar pra dentro da telona, pelo simples fato de que você já está lá dentro. Sempre esteve. O filme é feito por você que tem sangue tricolor, que veste o manto, que canta o hino, que lota o estádio, que torce, que ama. Eu já consigo imaginar a nação se arrepiando, rindo, cantando e chorando junto em cada sessão.

É engraçado como os coadjuvantes aqui são alçados a protagonistas, pois, apesar de terem cenas históricas do clube, não é simplesmente um filme sobre o Bahia, é sim um filme sobre o amor inexplicável que a torcida do Bahêa tem pelo azul, pelo vermelho e pelo branco. É a verdadeira trilogia das cores, onde a alegria é azul, a loucura é branca e a paixão é vermelha.

E o melhor de tudo é que, quando os créditos acabam, quando a luz acende, quando você sai da sala, a história não termina. O que acaba é a projeção, mas a história prossegue. Não da mesma forma, não mesmo. Mesmo que o filme não consiga explica a razão de tanto amor, ele consegue te fazer amar ainda mais, por te recordar de onde nasceu tanta paixão. É uma sensação indescritível!

É, definitivamente, a história da sua vida. É imperdível, assim como o Bahia é quando estamos em vibração. É o amor na sua forma mais pura escorrendo pelos seus olhos. É o Baêa! Te amo, pra sempre.

Bora Baêa, Minha Paixão!

 

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Clique aqui para visitar o site do filme que estreia nexta sexta, 30/9.

Veja abaixo o making of desta paixão:

Obs: a nação tem que fazer no cinema o que faz no estádio: lotar (devidamente uniformizado).

“O Bahia ganhava tudo no Norte/Nordeste”

Nas vésperas do jogo pro Ceará foi legal ouvir a frase acima, que está no extra novo do Filme Bahêa Minha Vida, intitulado “Casa da Ribeira”, enviado pelo broder Denis Ferreira, editor do filme. Detalhe é que começo a perceber que o nosso filme vai resgatar os primórdios da nossa gloriosa história de uma forma fantástica. Mas vou deixar de churumelas, que hoje estou meio baqueado, curta aí:

P.s: por falar em vídeo, ontem foi a gravação do programa piloto da TV BBMP. Foi muito divertido fazer, espero que a edição fique legal, pra também ser divertido ver. ST!

Ávine e Ananias (e Marcone, Vander, Cícero, Elias, Daniel Alves…)

Torcedor é um bicho estranho. Certas horas não tem paciência nenhuma com os jogadores da base e tem toda a paciência do mundo com os medalhões refugos do sul. A torcida do Bahia mesmo é uma privilegiada nesse aspecto, pois conheço gente que vaiou até Dani Alves, no tempo em que ele se chamava Daniel.

Divisão de base tem esse nome justamente por formar a base do que será um grande time, tanto é que o time bicampeão brasileiro de 88 era recheado de jogadores baianos, muitos formados aqui.

A falta de paciência muitas vezes irrita, ainda mais quando vejo jogadores saírem daqui vaiados e logo explodirem em outros clubes. Não que eles não possam ser vaiados, mas eles merecem mais da gente, pois temos algo em comum: o amor pelo Bahêa.

As categorias de base do Bahia sempre foram fortes, até o vicetória nos roubar, naquele vacilo de Maracajá. Agora estamos voltando a ser potência, ganhando de Santos, Chelsea, Milan, Boca Juniors. Sendo campeões ou finalistas de torneios importantes no Brasil e no mundo. Resumindo: nosso futuro é promissor, ainda mais com quem tem um passado identificado com o clube.

Veja mais um extra do filme Bahêa Minha Vida e entenda melhor o que quero dizer:

Bora Base, Minha Porra!

P.s: lembram de outros jogadores da base que saíram daqui contestados e explodiram depois?

P.s 2: hoje, antes de Palmeiras x Bahia, terá BAvice (14h) pela Copa Carpina. Nos classificamos em 1º, vencendo todos os jogos e pegaremos os vices que ficaram em 3º.

Bahia, paixão que aproxima.

Esta semana o gol de Raudinei fez 17 anos. Esta semana terá Dia do Pais. Esta semana tem o belo texto abaixo, do broder Bruno Souza. Nem posso ler essas coisas, pois me lembro do meu velho, mas já li 3 vezes, afinal, é sempre bom lembrar de quem a gente gosta.


Na chegada da véspera do Dia dos Pais, resolvi contar aqui um dos muitos fatos que me lembro da minha vida como um todo e que estão diretamente ligados ao Bahia.

Minha relação com meu pai nunca foi boa, talvez porque eu fui um filho acidental de um homem de 22 anos com uma menina de 16 e que ainda estudavam tentando uma ascensão social na escola técnica. Ou quem sabe pela própria imaturidade da idade e conceitos da época que não permitiam demonstrações de afeto ou comportamentos, hoje tido como naturais de um pai presente, afetuoso e responsável. Ou ainda tentando me endurecer para enfrentar as dificuldades do local muito pobre e cheio de criminalidade que morávamos, e também pelas dificuldades que com certeza um negro, pobre e nordestino encontraria (e encontrei) na minha jornada.

O fato é que meu pai não demonstrava nenhum tipo de afeição por mim, e isso para uma criança é muito mais dolorido.

Da minha infância, os poucos momentos felizes que lembro com meu pai foram em jogos do Bahia, como fomos no maior público da história da fonte, Bahia x Fluminense em 88 e eu pude ver com meus olhos, dos ombros do meu pai, o poder de uma paixão. Ou, ainda em 88, quando meu pai estava saindo para trabalhar e o Inter estava ganhando de 1 x 0 e ele me disse: “O Bahia vai virar, não se preocupe”. E o Bahia virou, me deixando imaginando se ele era vidente.

Mas o fato que realmente me marcou, envolvendo eu, meu pai e o Bahia, foi em 1994, aquela final do campeonato baiano. Era angustiante ver o tempo passar e o vicetória ganhando, pior ainda é que não pudemos ir para o estádio e ficamos dando voltas ao redor do rádio, como um ritual inconsciente aguardando o gol do Bahia, e ele veio da maneira mais espetacular possível, no final do jogo, sem chance de reação. No momento do gol eu e meu pai nos abraçamos como nunca, gritamos de alegria, choramos de felicidade e sussurrando ele falou “eu te amo”. Fiquei atônito, não sabia se continuava feliz pelo Bahia, se ficava surpreso pelo que escutei ou se ficava satisfeito por descobrir que tinha um pai que me amava do seu jeito e só o Bahia pôde me mostrar isso, já nos meus 13 anos.

Toda essa história é porque, como já disse, o Dia dos Pais está chegando e minha esposa me perguntou por que eu comprei a camisa retrô de Raudinei para ele, já que ela achava que tinham outras mais bonitas ou mais atuais. Eu só pude responder que Raudinei não me deu um gol, Raudinei não me deu um título, Raudinei me deu uma das coisas mais valiosas da minha vida. A sensação de que eu tinha um pai de verdade, e que ele me amava.

Bruno Queiroz Batista Sousa

Ps: por falar em saudades, veja o novo extra do Filme Bahêa Minha Vida, sobre a Fonte Nossa:

“Campeão dos Campeões” – por Luiz Caldas

Toda vez que rola algum material novo do filme “Bahêa Minha Vida” já sabemos que vem coisa boa por aí. Desta vez não foi diferente.

Depois de lascarem em banda com o trailer com Armandinho tocando o hino mais lindo do mundo, agora eles repetiram a dose e jogaram Luiz Caldas cantando e tocando nosso 2º hino: Campeão dos Campeões.

Veja os bastidores da gravação no vídeo abaixo, está sacanagem, lindo demais!

O filme chega este mês aos cinemas e você pode conferir as novidades clicando aqui!

Campeão dos campeões
Zé Pretinho da Bahia / B.Silva / Raquel

Quem é o campeão dos campeões? É o Bahia!
Quem é que carrega a multidão? É o Bahia!
Quem é que tranqüiliza os corações? É o Bahia!
Time de raça e tradições, Bahia campeão dos campeões!

O nosso time está numa nova arrancada
Este ano não tem zebra, não tem nada
Bahia é o clube do povo
Domingo estarei aqui de novo

É nóis no DVD! O Tricolor Voltou!

Fazer parte desta loucura que é o BBMP tem uns privilégios fantásticos: perda de tempo livre, ser xingado pelos vicetantes, ser xingado pelos tricolores que discordam de você, olhar os comentários pra separar o que é lixo, ser chamado de vendido, ser o primeiro alvo das sacanagens dos amigos vices, etc. Ou seja, pura alegria! Lógico que, no meio de tantas coisas boas, rolam certos sacrifícios, tipo ser convidado pra assistir em 1ª mão o DVD “O Tricolor Voltou”, que conta a saga do nosso retorno à elite!

Quando Sheila, minha produtora predileta, perguntou se eu gostaria de vê-lo, demorei de responder, pensei longos 0,000007 microlésimos de segundos antes de dizer: SÓ SE FOR AGORA! E lá fui eu, todo empolgado, cheio de expectativas! E pra ter também uma visão feminina, chamei uma das tricoloras mais fanáticas que conheço: Many! Ela também demorou de aceitar o convite, olha que sou bastante insistente, mas ela só disse “sim” quando perguntei, sei lá, pela décima primeira vez… Acho que nem no casório dela o “sim” virá tão rápido!

Já imaginava que viria coisa boa por aí, pois, além de Sheila Gomes, a equipe é repleta de outros tricolores, como o diretor Matheus Vianna e o montador (lá ele) Denis Ferreira. Por sinal, esta mesma galera também faz parte do filme “Bahêa, minha vida”, outra produção espetacular (CLICA AQUI), que merece um post exclusivo (olha o Marcio Cavalcante, diretor do BMV aí embaixo). Enfim, é uma equipe sensacional! Tão sensacional quanto a equipe protagonista do DVD: o time do Baêa!

Matheus, bandeira do Baêa, garota sorridente, Denis, Sheila, Marcio, Many, eu e a cadeira.

Nem vou entrar em muitos detalhes, pra não tirar a graça (se é que isso é possível), mas é emoção do começo ao fim. Você se sente mais do que um torcedor do Bahia e torna-se parte daquele grupo, pois participa de vários momentos que culminaram na tão sonhada subida do Esquadrão, um sonho real.

Você perceberá a união e o clima bom que existia. Também entenderá melhor a importância que tiveram certos atletas como Renê, Grahl, Jael, Fernando, Omar, Adriano MJ, Morais, Ávine, Ananias, Alison, Jancarlos, Luizão, Nem, Fábio Bahia, Bruno Otávio, Hélder, Marcone, Vander e tantos outros. Sem esquecer o pai de todos: Márcio Araújo. Sei que é muito bom viver tudo aquilo de novo.

Além de tudo isso, vale lembrar que você também faz parte do DVD, afinal qual tricolor não ajudou a levantar o Esquadrão? Vi até um dos leitores aqui do blog (que ganhou umas das promoções) na cena de uma das recepções no aeroporto.

Enfim, é um DVD realmente de PRIMEIRA! Que mexe com o coração e as memórias da gente. Agora permitam-me fazer uma maldade com vocês (NÃO LEIA A PARTIR DAQUI, se não quiser que eu estrague a surpresa): o “the end” é bem feliz, o tricolor ganha da Lusa por 3 x 0, dois gols de Adriano e Nem fecha o caixão! Desculpa, nação, mas não resisti contar o final! Porém, mesmo já sabendo o fim, vale a pena. Eu mesmo verei de novo!

Agora se delicie com o trailer abaixo e garanta logo o seu. Virá no Correio* deste sábado (+ R$ 9,90). Jabá grátis, hein, Correio? (falando em jabá, CLICA AQUI que é sucesso!)

E assista antes do jogo contra o flamídia! Pra se empolgar e aumentar a festa em Pituaço no domingo!

BBMP! Eu já subi, Esquadrão! Xalaialaiá! \o/

P.s: já que este post é sobre arte, vale lembrar que está é a última semana da peça A Voz do Campeão (CLICA AQUI)! Veja também o post Um beijo, Beijoca (CLICA AQUI)! É que no final de cada espetáculo tem um homenageado. Hoje terá Alberto Leguelé. Já no sábado é a vez de Emo e Léo Oliveira. No último dia, domingo, Sapatão será o grande homenageado. É 20h, na Sala do Coro do TCA. Todo tricolor tem que ver, eu já vi 2 vezes! Cheguem cedo que bomba!

E lá vem o “Bahêa Minha Vida”

A primeira etapa da edição está terminando e o filme “Bahêa Minha Vida” vai ganhando forma! Ver, ouvir e organizar todo material em capítulos foi o primeiro passo. Foram 50 Terabytes de arquivos. 300 horas de imagens. 110 entrevistados. Agora a equipe vai partir para a montagem. E a nação tricolor está ansiosa para ver essa obra-prima.

Agora Binha, além de dizer que o Bahia vai ganhar o baiano, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Libertadores e Campeonato Mundial Interclubes, ele pode acrescentar o Oscar nessa lista!!

Confira o vídeo que mostra o dia-dia na ilha de edição mais Tricolor do Mundo ao som gostoso de Baiana System.

Acesse o site oficial do filme: http://www.baheaminhavida.com.br/