O título da gente.

Torcida em festa no Pituaço. (foto de Will Vieira)

Torcida em festa no Pituaço. (foto de Will Vieira)

VITÓRIA-BA 2×2 BAHIA
Final Campeonato Baiano – 2º jogo

Hoje sim. Os torcedores do Bahia, todos aqueles que pegaram o clube pelo braço e estão ajudando a reerguer, podem gritar plenamente: “eu sou campeão”. “EU”! É, pode gritar assim mesmo: “eu!!”.

Porque ninguém que veste azul, vermelho e branco por aí é menos campeão que aqueles jogadores que se agigantaram contra o Vitória, favorito antes das finais, engolido depois delas. Todas as vozes reverberantes da Fonte Nova, as espremidas no canto, no sol quente das arquibancadas de Pituaçu, vozes que preencheram as ruas em diversos bairros, cidades e países pelo mundo, são tão campeãs quanto.
Vozes que conquistaram a democracia, que fizeram o Bahia dar o passo mais importante de sua história. Vozes que já estão fazendo o clube ser vencedor fora de campo e queriam ver isso ser refletido dentro das quatro linhas.
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Dividir é multiplicar

Todos jogadores relacionados entraram em campo. (foto: Will Vieira)

Todos jogadores relacionados entraram em campo. (foto: Will Vieira)

BAHIA 2×0 VITÓRIA
Final Campeonato Baiano 2014 – 1ª jogo

O Bahia cresceu na primeira partida da decisão do Baianão, diante do Vitória, e reverteu a vantagem que era do rival. Mostrou uma postura completamente diferente do marasmo apresentado contra o Serrano, dando um passo importante para conquistar seu 45º título estadual. Venceu na vontade, na técnica, na tática, nas arquibancadas. Trouxe o torcedor para o seu lado e conseguiu transformar a Fonte Nova em um ambiente “hostil” para as pretensões dos visitantes rubro-negros. Fez os 35 mil presentes na Arena presenciarem uma comunhão entre torcida e clube que há algum tempo só aparecia em nossas memórias. Continuar lendo

Domingo, todos os caminhos…

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BAHIA 1×0 SERRANO
2º jogo Semifinal Campeonato Baiano 2014

O Bahia fez o que dele se esperava: passou pelo Serrano, chegou à final e pode conquistar o seu 45º Campeonato Baiano.
Porém, apesar de classificado, o tricolor não consegue engrenar, convencer. Alimentou, nas duas partidas semifinais, a esperança que o time (agora) de Teixeira de Freitas tinha de chegar à sua primeira decisão na história. Tomou sufoco, precisou de uma intervenção difícil mas acertada da arbitragem para preservar sua vantagem na partida de ida e de Lomba para manter as coisas no eixo na partida de volta.

Em ambas as pelejas, em gramado ruim ou em tapete, o time de Marquinhos Santos jogou o mesmo futebol descoordenado que vem marcando suas exibições em 2014. No sábado, misturou tranquilidade além da medida com a já tradicional confusão tática. É quase um carrossel, só que oval. Jogadores do meio para frente variam seus posicionamentos de acordo com….sei lá o quê. Jeam começa como centroavante. Depois, cai para a direita. Depois vem pra trás de Lincoln, fechar o meio. Pittoni fez a esquerda no primeiro tempo, depois a direita no segundo tempo. No final da partida, voltou pra o miolo do meio de campo. Lincoln foi centroavante, ponta direita, meia. Continuar lendo

De quem é a estrela?

Foto linda de Wil Vieira mostra sintonia entre Titi e Rhayner

Foto linda de Will Vieira mostra sintonia entre Titi e Rhayner

BAHIA 2×0 VITÓRIA-BA
8ª rodada – Quartas-de-Final Baiano 2014

De quem é a estrela? Essa resposta é muito fácil para um torcedor do Bahia. Ainda depois de um triunfo no clássico contra o maior rival. “- É do Baêa, pai”. Sim, com relação aos sempre festejados pontos amarelos em cima do escudo do tricolor, não há dúvidas. Mas e quando essa pergunta vai pra dentro do clube? De quem é a estrela do Bahia em 2014?

O jogo de ontem foi mais uma prova de quem há alguém lá dentro “virado pra lua”. O Bahia entrou em campo com uma escalação bastante questionável, enfrentou o rival que, apesar de estar devendo no desempenho e ter uma zaga mais mole que picolé no sol, tem uma organização tática bem definida, um treinador mais experiente e vem conquistando resultados no Campeonato Baiano com muito mais tranquilidade que o tricolor. Mesmo assim, o Esquadrão ganhou o jogo…..E olhe que vencer o BaVi há muito tempo deixou de ser algo que acontece por inércia, por ordem natural das coisas no Bahia. Pelo menos, até ontem.

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Pode chamar de faísca, sim.

BAHIA 2×1 JACUIPENSE
6ª rodada – Quartas de Final Campeonato Baiano 2014

Branquinho comemora o gol mais rápido da história da Fonte Nova. (foto: Will Vieira)

Branquinho comemora o gol mais rápido da história da Fonte Nova. (foto: Will Vieira)

“Pode chamar de faísca, tio?”

Essa pergunta veio de meu sobrinho, de 4 anos, que estreou hoje na Fonte Nova e estava sentado ao meu lado. Depois explico as circunstâncias do questionamento dele, mas posso adiantar: sábia criança, me entregou o mote para o texto desse jogo.

Afinal, o que o Bahia apresentou até agora em 2014 não passou das faíscas de um bom futebol. O time não dá combustão, não passa confiança e sofre para vencer adversários de níveis absolutamente questionáveis. Hoje, contra a Jacuipense, não foi diferente.

O início avassalador (que, na verdade, só pode ser chamado assim pela dormência do zagueiro adversário e pelo apetite inicial de Talisca, que aproveitou vacilo da zaga para finalizar e no rebote, Branquinho abrir os trabalhos, aos 09 segundos de jogo) foi, mais uma vez, uma falsa boa impressão do que o Bahia apresentaria. Poucos minutos após abrir o placar, o tricolor começou a dar sinais de dispersão. A equipe de Conceição do Jacuípe foi se recobrando do “baque inicial” e após conseguir alguns espaços para finalizar da intermediária, começou a notar que o jogo era recuperável. Ao tempo que o adversário ganhava confiança, o Bahia ia ficando ainda mais distante da partida, sem conseguir controlar as ações, apostando em contra-ataques. Titi, Guilherme Santos e Talisca eram os que pareciam um pouco mais “nitroglicerinados”. Mas só em comparação ao restante da equipe. A Jacuipense estava muito mais ligada e apesar de não criar chances claras, era o time mais perto de marcar gols em campo. O jogo era, na verdade, bem modorrento. Continuar lendo

São outros pontos

Tricoleaders em momento de alegria e comemoração mostram que esse triunfo vale mais que 3 pontos. (foto: Will Vieira)

Tricoleaders em momento de alegria e comemoração mostram que esse triunfo vale mais que 3 pontos. (foto: Will Vieira)

BAHIA 2×0 VITÓRIA
27ª rodada Brasileirão

Vencer o maior rival seria muito importante para a torcida do Bahia. Porém, ao que parece, era questão de honra para jogadores e comissão técnica do clube. Afinal, já tem algum tempo que o Bahia dá pistas de se preparar para jogar esse BAVI.

Contra o Corinthians, naquele show de horrores, jogadores (que foram importantes no clássico, inclusive) forçaram o terceiro cartão: Hélder, Wallysson e Lucas Fonseca. Contra a Ponte Preta, uma letargia indignante, lentidão e substituições bem questionáveis de Cristóvão (inclusive a presença incoerente de Souza no campo de jogo, independente de suas qualidade técnicas estarem em dia ou não).

O Bahia, contra os paulistas, nos dois jogos, pareceu disperso, jogando “a ovo”, se economizando. O desespero de Titi ao tomar cartão contra a Ponte Preta aumentou minhas suspeitas. A discrição de Feijão na mesma partida da Macaca, fazendo de tudo para não ser suspenso por um terceiro amarelo também foi sintomática.

Bom, se considerar o desempenho do tricolor no BAVI, tudo isso valeu a pena. O Bahia entrou muito consciente de suas atribuições no gramado, mostrando conhecimento das virtudes e deficiências do Vitória. Se posicionou em campo da maneira que mais consegue bons resultados: marcando forte, atrás da linha da bola, mas atacando com ímpeto (coragem). A concentração dos jogadores, apoiada nos gritos de uma torcida tricolor inflamada, que também se entregou ao jogo, era um sinal de que a noite poderia dar certo. E deu. Continuar lendo

“Apita o juiz!”

Bahia deu um bico no triunfo. (Foto: Will Vieira, Bahia 0x0 Coritiba, 1ª turno)

Bahia deu um bico no triunfo. (Foto: Will Vieira, Bahia 0×0 Coritiba, 1ª turno)

CORITIBA 2×2 BAHIA
21ª rodada Brasileirão

“O medo de perder tira a vontade de ganhar”. Para mim essa é a expressão que sintetiza o espírito do Bahia ontem, ao desperdiçar importantíssimos pontos no campo do Couto Pereira, diante do Coritiba mais “mamãe” dos últimos tempos.

Poucas vezes, daqui até o fim do certame, o tricolor vai encontrar um adversário tão apático, à sua mercê, como foi o Coxa.
O clube paranaense, que dentro de casa tirou e ainda vai tirar pontos de muita gente, deu uma oportunidade única ao Bahia de vencer e recuperar a confiança no campeonato. O alviverde do Alto da Glória foi, surpreendentemente, um time sem brio, com a marcação frouxa, com um ataque inofensivo e com o craque Alex pouco inspirado. Bastava ao Bahia fazer o básico, com um mínimo de atenção e audácia, que o triunfo viria. E até estava fazendo. O Bahia pulou na frente com 2×0 no placar e um domínio psicológico ainda maior, faltando 30 minutos para o jogo acabar.
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Deu coroa

Talisca observa. Paulo Baier comemora com Elias. (foto: bemparana.com.br)

Talisca observa. Paulo Baier comemora com Elias.
(foto: bemparana.com.br)

ATLÉTICO-PR 1×0 BAHIA
12ª rodada Brasileirão 2013

O Bahia perdeu a primeira partida “pós-intervenção” por circunstâncias que vinham, normalmente, jogando a seu favor: tomou um gol nas poucas chances que deu ao adversário (exatamente da forma como venceu na partida contra o Goiás), teve jogador expulso (conforme aconteceu com o São Paulo no Morumbi) e teve participação relevante de Cristóvão Borges no desempenho (como aconteceu, só que positivamente, contra o Vitória e Flamengo).

Porém, não há nada mais normal que esse revés em Curitiba. O tricolor enfrentou um time em ascensão no campeonato, fora de casa e com um desfalque importante: Fernandão.

O artilheiro do Bahia no certame faz muita falta não só pelos gols que vem marcando, mas pelo respiro que ele propõe à defesa do seu time, ao brigar pelas bolas rifadas, e em muitas oportunidades, conquistá-las, dando tempo para o Bahia subir suas linhas de marcação para o ataque. Sem Fernandão, essa válvula do Bahia ” entupiu”. E como os laterais não estavam conseguindo apoiar com qualidade, o tricolor praticamente não agrediu o adversário nas retomadas de bola. Continuar lendo

O time que só via bola acabou.

Alegria cada vez mais em alta no Bahia. (foto: Will Vieira)

Alegria cada vez mais em alta no Bahia. (foto: Will Vieira)

BAHIA 3×0 FLAMENGO
10ª rodada

“Em futebol, o pior cego é aquele que só vê a bola”. A frase célebre é de Nelson Rodrigues e me veio à memória depois do jogo da última quarta-feira, quando o Bahia fez uma partida taticamente irrepreensível e venceu o Flamengo com autoridade. Presente na Fonte Nova, vivi o jogo intensamente, fui contagiado pela euforia e até hoje eu não sabia por onde começar a escrever.

Até que reli a frase de Nelson Rodrigues e imaginei: Cristóvão deve ser muito bom das vistas em futebol. O treinador tricolor tinha um desafio grande pela frente. Enfrentar um adversário tradicional e tecnicamente melhor, que joga postado, esperando os erros dos outros times e que contava com o apetite dos jogadores do Bahia em uma Fonte Nova cheia, para acertar no erro tricolor, era uma armadilha. Cenário perfeito para Mano Menezes. Imagino que Mano, inclusive, tenha se lembrando do primeiro triunfo do Flamengo no campeonato, em Santa Catarina, frente ao Criciúma. O contexto era bem parecido antes do jogo.

Porém, os adversários eram diferentes. E, principalmente, os treinadores do outro lado também. Cristóvão, que havia escalado um time mais aberto contra o Goiás, e venceu, mexeu na escalação de uma maneira surpreendente (e considerada arriscada por mim) antes do jogo contra o Flamengo. Tirou a titularidade de Talisca para compor o meio de campo com três volantes, preservando o trio ofensivo com Marquinhos, Wallyson e Fernandão e (audácia maior) manteve Rafael Donato de titular, colocando o até então inquestionável Lucas Fonseca no banco. Notei que antes da bola rolar a sobrancelha da descofiança subiu em muitos rostos tricolores. Continuar lendo

De que lado você está?

Torcida faltou na quantidade. Por outro lado, compensou na qualidade. (foto: Will Vieira)

Torcida marcou presença na qualidade. (foto: Will Vieira)

BAHIA 2×1 GOIÁS
9ª rodada Brasileirão 2013

O Bahia não jogou bem, parecia um visitante em campo. Por outro lado, o tricolor abriu o placar muito cedo, passou praticamente toda a partida em vantagem, o que ajuda a entender a postura defensiva.

O Bahia ficou preso na defesa o tempo inteiro. Por outro lado, o adversário não teve muitas chances de gol. No segundo tempo, oportunidade clara mesmo, não houve.

O Bahia não atacou muito. Por outro lado, teve 100% de aproveitamento nas chances claras, sinal de eficiência ofensiva.
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