Olhos reluzentes (não recomendado para menores de 16 anos)

Célio era um cara legal. E era perdidamente apaixonado por Babi. Convenhamos, era muito fácil se apaixonar por ela, uma daquelas gatas do colégio com olhos reluzentes.

Babi não era só mais um rostinho bonito, era inteligentíssima, também tinha um senso de humor sensacional e até jogar bola a menina sabia. Era popular como a zorra, mas nem por isso tirava onda com ninguém. Muito pelo contrário, sua simplicidade cativava todo mundo.

Célio era um cara legal e estava perdidamente apaixonado, mas somente isto não bastava pra conquistar o coração do seu amor, tinha que entrar na fila dos seus pretendentes que daria a volta no quarteirão.

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A merda que mudou o Bahia

No dia em que se confirmou o rebaixamento no Brasileirão 2013 o ditador do Bahia tomou uma carreira de uma barreira de torcedores virados na nisgraça, o desespero dele era tão grande que não viu um cocô mole gigante no chão e pisou “di cum força” na referida bosta, escorregando e batendo a cabeça violentamente no chão.

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Vagarosamente ele abriu os olhos e deparou-se com um ambiente claríssimo, a luz intensa fez com que ele demorasse a entender que acabara de acordar num hospital.

Dias depois recebeu alta e foi mandado para casa, mas a sua família logo notou uns comportamentos estranhos nele, agora o rapaz mimado estava extremamente gentil, solicito e perspicaz. A educação também estava primorosa, tanto é que após apertar o dedo numa porta não mandou nenhum dos empregados tomar no cu, apenas disse “ai”!

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Migalhas – Apequenaram o Bahia

“Voltamos pra Série A! Ganhamos o Baianão! Estamos numa competição internacional depois de 20 anos! Temos patrocínio da nike!” Nos últimos meses este tem sido o mantra de MGF. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”, dizia Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista. Eu não sei se isso vale também para os mantras, mas, na dúvida, resolvi desconstruí-lo.

Voltamos pra Série A sim, mas de que adianta se todo ano a gente luta para não cair? Se a nossa comemoração é escapar do rebaixamento? Se completamos 2 meses sem brocar dentro de casa? Se perdemos nosso respeito e nossos próprios técnicos exaltam todos os adversários que enfrentamos?

Ganhamos o Baianão sim, mas é de uma infelicidade sem tamanho se gabar de ganhar um estadual após 11 anos. Um campeonato que já havíamos ganho 43 vezes entre 1931 e 2001, que chegamos a ser heptacampeões!

Estamos na Sulamericana sim, mas é triste se orgulhar de só disputar a fase nacional de uma competição internacional e ainda por cima ser humilhado. Antes nem disputar, pois nem elenco pra jogar duas competições nós temos e não valeria a pena se transformar no próximo Goiás…

Temos patrocínio da nike sim, grandes merdas! É deprimente ter orgulho de ser patrocinado por uma multinacional que não tem capacidade nem de fornecer o tradicional uniforme tricolor do Esquadrão. Algo que foi prometido pro começo do Brasileirão e nada. Sem contar a camisa vermelha ridícula que é vendida por 70 reais sem escudo e por 180 com o mesmo. Já a camisa branca é imitação da última da Lotto, mas com uma qualidade pior. Não vejo o presidente do Santos, Coritiba, Inter e outros falando disso em toda entrevista. A nike é que procurou o Bahia e é ela que deveria se orgulhar de patrocinar um bicampeão brasileiro, um time com história, tradição e torcida espetaculares, pois pra mim tanto faz a marca de material esportivo, eu quero é um time que honre a nossa camisa independente da marca que ela ostente.

Bons tempos era quando o Bahia disputava o Brasileirão pra ganhar, humilhava direto no Baianão, chegava longe na Libertadores, tinha jogadores convocados pra Seleção e era patrocinado pela estilosa Adidas. Atualmente, a gente disputa o rebaixamento no nacional, se caga no estadual, se lasca na Sulamericana, nem lembra mais nosso último craque convocado e a nike nem respeita nosso manto. E o pior nem é isto, o foda mesmo é que tem gente que se contenta com isto. Migalhas.

ST

P.s: ainda sou obrigado a ler Paulo Angioni falar numa entrevista (clique aqui) que “a torcida do Bahia tem sempre que se curvar diante do presidente”. Respeite a Nação, rapaz! A torcida do Bahia não tem que se curvar porra nenhuma! Deveria ser o contrário, pois sem a torcida o Bahia seria um timeco qualquer, tipo São Caetano ou vicetoria.

Uma singela história de Amor

Assim que ela o conheceu se interessou. A verdade é que ele era alegre, bonitão, popular, conquistador e proporcionava fortes emoções para qualquer pessoa. E com o passar do tempo o interesse virou paixão. E a paixão virou amor. E o amor virou eterno. Eterno e infinito.

Se ela pudesse o veria todos os dias, mesmo com todos os defeitos que ele tem. E olhe que ele tem vários! O bicho é desorganizado, péssimo com finanças e, ultimamente, a decepcionava com cada vez mais frequência. Mas ela insistia naquilo, afinal, o amor é cego, surdo, burro e brega pra caralho.

Quando ela o conheceu ele era mais jovem, forte, não comia reggae de ninguém. Depois teve uma fase turbulenta, onde se meteu com drogas, foi pro fundo do poço e quase se acaba por lá, mas conseguiu dar a voltar por cima, com a ajuda dela, vale ressaltar. Mesmo assim não era mais o mesmo de antes, que todo mundo respeitava. Estava mais fraco, covarde, cambaleante, sendo pisoteado por todos com facilidade.

Apesar de tudo, ela era fiel. Muito fiel. Nunca se interessou por mais ninguém. E olhe que ela era fantástica, qualquer outro a queria por perto. Mesmo assim, ele insistia em maltratar seu coraçãozinho. A última que o sacana aprontou? Numa festa que rolou na sua própria casa o xibungo brigou com um português, um gajo que sempre apanhou dele no passado desta vez o humilhou. Pra piorar, depois da briga, ele ainda foi parar na zona… Ô raiva!

Mas ela sabe que ele não é assim, aquele vencedor que ela conheceu no passado com certeza ainda existe. Por isso, ela perdoa os deslizes e tem esperanças de vê-lo de novo cercado de amigos, feliz, respeitado, de cabeça erguida. Não esse perdedor que parece ter esquecido seu passado. Ela está bastante magoada, reclamando bastante e com razão! Tem que reclamar mesmo pra ele se tocar. Porém, como já disse antes, ela é fiel e, apesar de tudo, tenho certeza que nunca irá abandoná-lo. Além do mais, só ela é capaz de levantá-lo toda vez que ele fraqueja.

Ela se chama Torcida. Ele se chama Bahia. Ela não vive sem ele. Ele não existe sem ela. Foram feitos um para o outro. Portanto, ela deve apoiar seu Amor incondicionalmente, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, no título e na seca, na primeirona e na terceirona, no topo e na zona, até que a morte os separe.

 

P.s: Tchu! Feliz Dia dos Namorados! S2

3×1

Fala, nação! Estou de férias, poderia curtir pra caralho, mas também estou doente, 3 dias de molho já. Então tou num ócio da porra aqui em casa e pra sorte de vocês resolvi usar meu tempo pra escrever!

Hoje irei fazer uma coisa inédita no blog, 3 posts de vez, um pra cada dia de tédio que tive! Isso mesmo, 3 posts em 1 dia! 3 em 1! A galera das antigas lembrará dos equipamentos de som 3 em 1, tinha radiola, cassete (lá ele) e rádia. Agradava todo mundo.

Não sei se agradarei a todos, mas além desse post tem mais dois e as chances de agradar são maiores. Se bem que a chance de desagradar também. hehe Mas como dizem por aí, se eu quisesse agradar todo mundo faria uma festa open bar e não um post. Mais os viciados no blog terão uma boa dose de palavras. Aproveitem. Depois dessa irei ficar umas 3 semanas sumido!

Bom, um texto é falando sobre a situação que aconteceu fora de campo com o Bahia, o lance da interdição. Na verdade, como a interdição caiu, ele fala sobre algo que não podemos deixar morrer nessa história toda. Mesmo quem já está cansado dessa ladainha acho legal conferir.

Já o outro post nem toca neste assunto, passa longe! Afinal, somos um blog sobre o Baêa e o Baêa é um time de futebol. Portanto o post fala sobre o Bavice de domingo! Assunto que nem tocamos aqui na semana do clássico! Não daria pra fazer uma desfeita dessas, né?

Portanto, chega de papo!

CLIQUE AQUI PARA LER UM DOS TEXTOS.

OU CLIQUE AQUI PARA LER O OUTRO.

Depois vou olhar o que teve mais comentários, mais curtidas, mais tuitadas e mais googladas.

P.s: os comentários deste post ficarão desabilitados, pra que vocês possam comentar sobre o jogo ou sobre a confusão, cada qual em seu devido lugar. E aí, está esperando o que, miséria, clica num dos 2 links aí de cima ou nos dois ao mesmo tempo ou em nenhum, sei lá. ST!

Uma câmera na mão (uma piriguete na outra) e uma ideia na cabeça – Auto Esporte 0 x 3 Bahia

Fala, nação! Quem acompanha o blog já sabe do que se trata este post. Vou narrar aqui a saga da 1ª transmissão ao vivo da @tvbbmp que acabou culminando com uma hashtag histórica, que emplacamos no trending topics Brasil. O post é gigante, a saga também foi. E ainda tem bônus no final!

SALVADOR/BA

Tudo comecou no domingo, quando as companhias aéreas fizeram várias promoções no final de semana e comecei a me coçar pra assistir Auto Esporte x Bahia lá na Paraíba. Achei passagem de ida e volta por R$ 188, mas teria que ir terça cedo e voltar quinta, faltando ao trabalho e não poderia. Ou então poderia ir quarta de boa, mas teria que voltar no sábado e não queria passar tanto tempo em João Pessoa. Então acabei desistindo. Afinal, o jogo passaria na TV mesmo.

Só que, pra minha surpresa e de toda a nação, segunda-feira divulgaram que o jogo (programado pras 22h) não passaria na TV, com a desculpa esfarrapada da TV Bahia de que a Globo da Paraíba não teria condições técnicas de passar a partida. Foi um alvoroço, mexeram com a torcida do Baêa! Imediatamente a galera começou a se mobilizar nas redes sociais contra o absurdo promovido pela Globo daqui, que deve ter se tocado da merda que fez, mas já era tarde pra mudar de ideia. Afinal, se “não acharam” uma produtora paraibana tendo 3 MESES pra isto, imagine tendo 3 dias.

Como não me lembrava quando foi a última vez que deixei de assistir a um jogo do Baêa resolvi olhar de novo as tais passagens pra João Pessoa, porém, pra minha decepção, elas tinham aumentado pra uns 700 reais. Fiquei pirado (não queria perder a estréia do melhor ataque do país na Copa do Brasil), mas consegui pensar numa alternativa: ir pra Recife (achei vôo por 280 conto e lá ainda mora um brodaço que me arranjaria um teto) e depois desceria pra João Pessoa, que dista uns 120km. Foi o que fiz. Passei por Pituaço e sua passarela inacabada, rumo ao aeroporto e me piquei pra Pernambuco.

No aero já encontrei 3 tricolores devidamente uniformizados, todos indo pro jogo. Samuel e mais duas figuras famosas: o cacique tricolor (Daniel, que me explicou que começou a usar o cocar em protesto à vinda de Renato Gaúcho, que havia dito que a Bahia era terra de índio) e Alberto, outra figura querida, que usa as trancinhas tricolores. O vôo todo foi a maior resenha, fiquei de cara com a consciência dos caras, afinal, algumas dessas figuras dão a impressão que são tipo Binha, ledo engano e bela surpresa. Inclusive Daniel é um dos viciados no BBMP!

RECIFE/PE

Antes mesmo de pousar em Recife, entrei em contato com uma galera de lá pelo Twitter, pra tentar arranjar uma carona pra JP (mas só teria resposta quando chegasse). Primeiro troquei umas ideias com Raoni e depois com Jaime. Anote esses nomes, pois tive que fazer isso também, afinal, eram dois desconhecidos. Raoni tentou achar uma carona, mas esbarrava no horário da minha chegada. Jaime não tinha com quem ir e só poderia ir mais tarde. Juntei o quebra-cabeça e aceitei a carona de Jaime e ainda chamei Raoni. Sempre comento que uma das melhores coisas do blog é fazer amigos e a história mais uma vez se repetiu…

Mas, por falar em amigo, não posso esquecer de Nestor, pois ele que me buscou e levou no aero pernambucano (mesmo atrasando pro trabalho) e me hospedou na casa dele com a geladeira repleta das melhores cervas que vocês podem imaginar. Aprendam! Além disto, foi ele quem me emprestou o tablet que vou falar mais adiante. Sei que já era o dia do jogo e, enquanto esperava a carona de Jaime, já fazia o esquente lá na casa de Nestor. Começamos lá pra meio dia e quando Jaime e Raoni chegaram (18h) eu já estava amaciado.

Antes de pegar a estrada, comprei um chip pernambucano da Vivo, achei uma promoção boa de pré-pago com 10 dias de internet grátis (sendo que só precisaria de um), foi baratinho, só 10 centavos! Por via das dúvidas, também fiquei de levar o tablet de Nestor com seu chip pessoal, que fiquei de só usar em último caso.

Na ida pra JP fomos conversando sobre várias coisas durante todo o caminho, não me recordo quanto tempo foi de viagem, mas deve ter sido umas 2h, contando o engarrafamento. Desde que saí de Salvador já havia feito uns testes de transmissão pra tentar passar o jogo pra vocês, como não tinha certeza se daria certo evitei uma divulgação maior, pois aprendi que não devemos criar muita expectativa, pra não decepcionar as pessoas. Queria fazer sem responsabilidades, afinal, era algo inédito e não sabia sobre a qualidade do 3G dentro do estádio.

Por sinal, toda vez que eu tuitava a galera chiava pra eu economizar bateria, mas eu continuava tuitando, sem dizer que havia levado um carregador veicular… hahahaha As mina pira no carregador veicular.

JOÃO PESSOA/PB

O estádio Almeidão fica as margens da BR, foi fácil encontrar e fomos direto comprar os ingressos. Acabamos morrendo na mão de uns cambistas, era R$ 20 pra quem comprasse antecipado e pagamos R$ 28 (a inteira na hora era R$ 40). Estávamos de rango e pensamos em dar um rolé, mas acabamos desistindo e resolvemos encarar o churrasco miau mais vira-lata que já vi, lá mesmo na porta do estádio. Rapaz, acho que se meu estômago aguentou aquilo ele encara qualquer gororoba.

Enquanto esperava o horário da partida, que mesmo sem TV, mas por causa dela, começaria 22h, abri uma conta na barraca de cerveja, até pela falta de troco do local. E cada vez chegavam mais tricolores da maior nação do mundo. Nossa torcida era bem mais numerosa que a do Auto Esporte!

Vou aproveitar pra divulgar uma bela ação do marketing tricolor, as embaixadas! Só ali estavam presentes as de Campina Grande, João Pessoa e Recife/Olinda, todas com uma galera animadíssima (cadê as fotos, rebanho de sacanas?! Uma porrada de gente me reconheceu do blog e/ou do filme. Ficaram de mandar as fotos, mas até hoje espero. Se rolar publicarei aqui). Também conheci dois guris irmãos fãs do blog, Mateus e Miguel Leal, que haviam ido de Recife pra lá. Fala, sacanetas!

Bom, depois da cachaça comendo no centro entramos no estádio. Era acanhado, mas bem melhor que o lixão. A visão do campo era bem ruim e isso foi uma das coisas que atrapalhou a transmissão. Por sinal, não consegui colocar no meu cel a porra do chip da Vivo que tinha comprado por 10 centavos, tive que apelar pro meu chip mesmo (cuja conta mandarei para vocês depois. hehe).

A TRANSMISSÃO

Vou ser sincero, não lembro de muita coisa da transmissão em si. Sei que a parada bombou e repercutiu bem pra caralho. Isso por tudo que li e me falaram depois. Eder Ferrari (Bahia Notícias) escreveu uma coluna sobre isso e me chamou até de Einstein! hahaha Também vi artigo no Sempre Bahia, Futebol Bahiano e os xibungos do Ecbahia.com colocaram uma foto minha bizarra na home, comemorando um dos 3 gols que transmitimos ao vivo e em cores! Isso sem falar os mais de 10 mil comentários durante a transmissão, além das coisas que li no Twitter, Facebook e Orkut. Até peço desculpas, mas é humanamente impossível ler ou responder a todos! Falo isso, pois teve amigo meu me azucrinando por não ter sido lembrado!

Ah, lembra dos caras que falei lá em cima? Pois é, Jaime acabou sendo o imparcial e polido comentarista de arbitragem e Raoni o de jogo (que também me ajudava a saber quem eram os jogadores, pois aquela altura do campeonato eu já nem via mais que porra estava acontecendo).

Já no 1º tempo a bateria do smartphone foi pro espaço. O doido do Raoni ainda achou uma tomada pra recarregar perto do banheiro fétido, mas o carregador comum eu tinha esquecido em Recife… PQP! Mas isso teve o lado bom, pois passamos a transmitir o 2º tempo pelo tablet e a imagem ficou menos pior (além do mais, deu uma aliviada na minha conta!). Isso sem falar na chuva que ameaçou cair e tivemos que improvisar uma cabine com nossas bandeiras pra não molhar o aparelho.

Acho que o que a galera mais pirou foi no estilo torcedor da transmissão. Era com emoção, xingando pra caralho, papeando com o vendedor de amendoim, trocando uma ideia com a galera de lá (também encontramos Binha e Ricardo do vôlei e até Baraúna entrou no bolo). Enfim, várias coisas que nem lembro. E nada disso havia sido combinado antes, foi tudo na base da raça e improvisação, pra provar que até com pouco dinheiro e planejamento é possível transmitir um jogo em João Pessoa.

FIM DE PAPO

Ao final ficou a sensação de dever cumprido. Várias rádios falavam da @TVBBMP e a hashtag #ChupaTvBahia ficou em 2º no Trending Topics Brasil (assuntos mais comentados do Twitter brasileiro). A irmã de Bolota quase foi rifada, mas toda vez que íamos bater as 5 mil pessoas assistindo a porra caia, não sei se era limitação do Twitcasting ou era o gordinho sacana derrubando a parada pra poupar a irmã dele…

Sei que o Baêa nem fez a sua melhor partida (ao menos brocou e eliminou o jogo de volta), mas nós fizemos o que estava ao nosso alcance, pra que todo tricolor pudesse ficar mais perto do seu time do coração. Nunca mais brinquem com a nação, seus porras! Ainda mais agora que já temos o know-how.

Bom, é isso aí. Hoje, sóbrio, também narrei pra caralho! ;-)

BBMP! \o/

Ps: após este longo texto, curta este curto vídeo sobre o que rolou na TV Bahia no outro dia…

Noite Feliz em Salvador

Numa bela noite de céu estrelado uma simpática moça subia a Ladeira da Fonte, em Nazaré, bairro que ela morava (e nasceu, cresceu, estudou e casou). Ela esforçava-se mais do que de costume, mas isso era facilmente explicável, bastava olhar para o tamanho da sua barriga. Estava grávida, mas isso não a impediria de sair pra visitar a família naquela noite especial.

Porém, provavelmente pelo esforço, logo após chegar ao topo da ladeira, ela começou a sentir fortes contrações e se escorou num ponto de ônibus. Ao menos seu marido estava ao lado. Ele a encostou sob o abrigo e perguntou:

– Calma, meu amor, o que você está sentindo? Respira!
– AI, ZÉ, TÁ DOENDO! CHAMA AJUDA, PELO AMOR DE DEUS! - Suplicou Maria.
– SOCORRO!!! ALGUÉM CHAMA A SAMU!!! - Clamou Zé, desesperado.

Nisso ele a deitou nuns assentos e começou a ajudá-la no trabalho de parto, enquanto um rapaz que ouviu os gritos foi atrás de ajuda. Após muito esforço ouviu-se um choro. Era uma criança. Um lindo menino.

Zé estava emocionado e mal conseguiu perceber as 2 estrelas cadentes que rasgavam os céus. Ele só pensava em proteger seu rebento do frio. Foi quando viu uma caixa de papelão e o colocou lá dentro. Antes tirou sua camisa do Baêa e enrolou o garotinho, que imediatamente parou de chorar.

Enquanto isso, numa ambulância do Samu que passava nas proximidades o motorista deslumbrado perguntou ao carona:

– Viu aquilo, Mel?
– Vi sim, Balta! Aliás, nunca tinha visto 2 estrelas tão brilhantes na vida. - Respondeu o carona.
– Eram douradas! - Disse Gaspar, o enfermeiro que acompanhava a dupla.

As estrelas eram tão brilhantes que iluminaram as ruas e chamaram atenção pra um casal num ponto de ônibus. Zé também notou as luzes da sirene refletindo num vidro e se virou acenando pra ambulância.

Os 3 rapazes do Samu desceram do veículo e foram em sua direção. No ponto de ônibus, com uns cachorros e pombos em volta, viram um casal com um recém nascido numa pequena caixa de papelão que servia de berço. O guri estava envolto numa camisa do Esporte Clube Bahia.

Emocionado com a cena o enfermeiro perguntou:

– Qual é o nome dele?
– Hoje é Natal… Vai se chamar Jesus. - Respondeu Maria.
– Jesus de Nazaré. - Completou José.

——————————-

E assim termina mais um conto natalino do BBMP (clique aqui para ler o de 2010).
Desejo feliz Natal para todos vocês e que o ano novo seja tão bom quanto foi 2011.

 

P.s: dedico este conto aos meus pais, José e Maria, que também tiveram uma criança em Nazaré na noite de Natal. Se minha irmã Flávia nascesse menino, tenho quase certeza que também se chamaria Jesus. ;-) Saudade2, pai!

O dilema de um herói

Os tiranos do eixo do mal fizeram de tudo para acabar com o Super-Homem, tentaram humilhá-lo, massacrá-lo, deixá-lo por baixo, mas ele jamais se ajoelhou. Ele vinha de uma luta árdua que durou 7 longos anos e estava desacreditado por muitos, mas deu a volta por cima, se levantou e seguiu para o alto e avante, calando quem o taxou de fracassado e quem o dava como vencido.

Ainda estava baqueado por tanta porrada que tomou no período, mas acabara de salvar a vida de milhões de pessoas, que o veem como um salvador. Elas estavam felizes, fazendo a maior festa, pois o sufoco de algo pior acontecer já havia passado. Nosso mundo estava salvo.

Foi então que, já livre de qualquer ameaça, o Super-Homem olhou para trás e viu o penhasco ameaçador. Lá dentro havia um furacão e na borda ele observou a Blue Fox em apuros, pronta pra cair. A raposa maldita era um grande vilão na sua história gloriosa e o havia derrotado feio no passado. Nosso herói chegou a levantar voo, mas parou, pensou, pousou e, como em todo filme de herói, retornou e se aproximou do seu antigo algoz…

Estava criado o dilema moral: ele deveria tentar salvar aquele que te trouxe dor (e ter sua consciência limpa) ou era melhor ajudar um vovô e deixar que um inimigo mais poderoso despencasse no abismo, pra se juntar ao monte de estrume que vive lá embaixo?

A raposa maldita iria ter que se gladiar com outros vilões mais fracos quando caísse pro inferno, como, por exemplo, a nossa arquivilã Cachorra Desdentada de Peruca (e isto também tornaria a vida no abismo mais árdua para ela). A vida aqui no alto, no nosso paraíso, também teria um perigoso inimigo a menos.

Por outro lado, caso resolvesse salvar a raposa, o nosso herói teria a possibilidade de ganhar ainda mais moral e poderia alçar voos ainda mais altos.

E então, se você tivesse superpoderes, se pudesse influenciar no destino, seja girando a Terra no sentido contrário, seja salvando a vida mesmo de quem não mereça… O que você faria?

Penso o seguinte: todo herói tem seus arquirrivais, todo herói já viveu esse dilema de salvar (ou não) quem não merece ser salvo. No mundo perfeito o Super-Homem já saberia os resultados do Galo Vingador e do Dragão de Fogo e poderia tomar uma decisão melhor, alegariam alguns. Mas nós vivemos no Mundo de Bizarro (aquele Super-Homem ao contrário) e aqui a vida não é tão fácil.

Por tudo isto, eu jogaria pra honrar a nossa história, pra dar um tapa de luva de pelica na cara da Blue Fox, pra provar que não nos igualamos a leoa banguela (que costuma entregar jogos pra nos destruir e mesmo assim não consegue, vide entregada pro Pó de Arroz em 1996, onde nos salvamos sem a ajuda dela).

Nós somos gigantes e devemos nos portar como tal. Lembra do Baianão de 2008? Poderíamos ter entregado o jogo pro Bode Verde ser campeão, mas não, vencemos de CINCO a ZERO e, por causa disso, a leoa de prata ganhou mais um torneio, entre uns poucos que ela tem.

Podemos até perder ou empatar domingo, isto pode acontecer em qualquer batalha, mas que seja de cabeça erguida, pois nunca vi o tricolor se entregar sem lutar. Revéses fazem parte da vida de qualquer herói, mas a glória é restrita a poucos. Eu não ficarei nem um pouco triste se a raposa cair, mas ficarei muito triste se o Super-Homem não honrar seu lema: nascido para VENCER.

Vai pra cima deles, Esquadrão de Aço. Honre seu uniforme sagrado!

BBMP! \o/

P.s: deixem de besteira! Na verdade nem foi aquele timaço do Cruzeiro que rebaixou o Bahia (só coincidiu do último jogo ter sido contra eles, poderia ter sido o Santos ou o Paysandives na última partida). Quem nos rebaixou de verdade foram certos dirigentes incompetentes. Não nutro simpatia pelo Cruzeiro, mas ele só fez a sua obrigação: jogou pra ganhar. ST!

P.s 2: essa história toda começou após a nota oficial do Bahia, parabenizando os 2 nordestinos que subiram pra elite e vão se juntar a nós ano que vem. Obviamente, a nota foi pra tirar sarro do vicetória, era uma piada que, por coincidência, tinha o Ceará entre os nordestinos. Uma provocação, apenas isso. Aí os cruzeirenses, que estão se borrando de medo pra enfrentar o Galo e estavam depositando suas esperanças no Bahia, se desesperaram. Porém, o Bahia não tem mais nada a ver com o rebaixamento, como bem parodiou meu irmão: essa pica já não é do Bahia! Esta pica é do Cruzeiro, Ceará e Atlético/PR. Façam bom uso dela…

P.s 3: este é o post número 1111 do blog! Sabe o que significa isso? ……………………………… Nem eu. ;-)

Ah, Rodrigo Paixão (pelo Bahia, né, pai?) pediu pra divulgar a imagem abaixo:


Doce Senhora

Quando a conheci, ainda garoto, logo me apaixonei. Aliás, sua beleza e suas curvas cativavam qualquer adolescente como eu. A sua popularidade deixava qualquer garota da escola com ciúmes, por mais que elas tentassem, não daria para competir com aquela verdadeira deusa. E não era à toa todo o fascínio que ela exercia, pois se num dia comum ela já era admirável, num dia de festa, então, quando ela transbordava alegria, qualquer um se apaixonava.

E no meu caso foi paixão à primeira vista. Pois eu a contemplava de longe, mas quando me aproximei mais foi que realmente pude entender o que era aquele tão falado amor que eu só conhecia em filmes e livros. E, como todo amor, o nosso também foi marcado por alegrias intermináveis e tristezas passageiras. O tempo passou e aquele nosso casinho de singelos sorrisos amadureceu. Foi quando eu percebi que já não daria mais para viver sem o turbilhão de emoções que ela insistia em me proporcionar.

Ela me fazia bem, até quando me arrancava lágrimas. Ela era meu mais saboroso vício e, por causa disto, nossos encontros tornaram-se cada vez mais frequentes. E eu sempre achava pouco, já não poderia viver sem ela, mesmo após descobrir os seus inúmeros defeitos. Ela já não exalava aquela jovialidade e, cá entre nós, nunca havia sido muito fiel, mas, diante de um cego amor, isso não importava. Eu a amava.

Até que um dia, numa festa, eu a senti estranha. Apesar da alegria pujante, ela não parecia bem, tremia muito e, de uma hora pra outra, desabou, arrasada. No começo a culpei, a rotulei de imprestável, mas depois de colocar a cabeça no lugar eu pude entender que a culpa daquilo tudo não era dela. Ela aguentou o tanto que pôde para me fazer feliz, até teria suportado mais se tivesse recebido um pouco mais de carinho e atenção de todos que conviveram com ela, mas não foi bem isso que aconteceu. Infelizmente, é da natureza humana só valorizar depois da perda.

Hoje ela está abandonada. Recebe poucas visitas e quase nenhuma atenção. Eu mesmo só a visitei poucas vezes após o seu último sorriso. Mas ela sabe que sempre a observo, de longe, como no começo. Faço isso para alimentar meu amor por essa velha senhora, que, ironicamente, a gente apelidou de Fonte Nova.

Marcos Carneiro é publicitário e blogueiro.

 

Escrevi esse texto em homenagem ao melhor estádio do mundo e às vítimas da irresponsabilidade, tricolores como nós. Publicado originalmente no jornal A Tarde, em 25.11.08, um ano após a tragédia.


In memorian: Anísio Marques Neto -  Djalma Lima Santos – Jadson Celestino Araújo – Joselito Lima Júnior – Márcia Santos Cruz – Midiam Andrade dos Santos – Milena Vasquez Palmeira.

 

Para ler outros textos sobre aquele episódio, que completa 4 anos hoje, mas não pode cair no esquecimento, clique no links abaixo:

O dia mais triste da história da Fonte Nova

O dia em que a cidade parou

Falta!

Luto

Vai, Fonte. Vai ser melhor para você. Vai ser melhor para todos nós…

Outros links

E se o Bahêa não existisse?

Dedicado aos meus amigos.

Mês passado estava matutando como minha vida perderia parte da graça caso o Bahia não existisse. Não falo só pelo aspecto futebolístico da coisa, pois o Esquadrão na minha vida é algo muito mais amplo. Esse texto mesmo nem existiria, aliás, nem o texto, nem o próprio blog. Mas isso seria o mínimo. Afinal, antes mesmo do blog, eu já era Bahia até a alma.

A existência do Bahia ganha uma importância maior do que o próprio futebol, pois ser Baêa não é apenas ir ao estádio e torcer. Ser Baêa é fazer amigos! É chegar ao jogo bem antes e encontrar a sua galera da nação tricolor. Não que eu não tenha amigos que torcem pra outros times, tenho vários, que por sinal são ótimos, mas os amigos tricolores já vêm com o bônus de amarem o mesmo time que você e isto faz com quem vocês tenham uma afinidade ainda maior.

Nunca deixei de fazer amizades ao saber o time da pessoa, mas ter o mesmo time ajuda na aproximação, não tem como negar. Se você já abraça estranhos nos jogos, só pelo fato deles serem Bahia, imagina como isso fortalece uma amizade estabelecida. E um namoro então? Ter alguém que divida as mesmas alegrias e tristezas com você beira a perfeição!

Uma galera me veio à mente agora, mas prometi não citar o nome de ninguém aqui, pois sei que esqueceria alguém, mas todos os meus amigos que estiverem lendo vão se identificar. A galera do prédio, por exemplo, tem um bocado de tricolor, uma barreira boa que descia junto pra Fonte desde guri, gente que cresceu comigo do colégio à faculdade, gente que casou, se picou, teve filho, mas mantemos os laços fortes. O Bahia é nosso elo de ligação.

Eu me formei e comecei a trabalhar, cheguei a pensar que seria difícil fazer amizades verdadeiras num mercado de trabalho tão competitivo, quebrei a cara bonito, ainda bem! Aqui neste blog mesmo tem uma porrada de publicitário (bando de sacanas), que serei amigo pro resto da minha vida, na gravação da TV BBMP, por exemplo, você nota a felicidade que é estar ao lado desses caras.

Legal também é a interação com todos vocês, percebo um imenso carinho em diversos comentários aqui (e me desculpem se não consigo responder a todos). Sei que, em relação a fazer amigos, o Bahêa Minha Porra é perfeito, isso é a melhor coisa do blog! Mesmo com 1,73, já virei “Marcão” e já conheci uma galera massa por causa desta miséria. Seja tomando uma gelada no canteiro da Paralela, papeando no Twitter ou em algum perrengue que passei Brasil afora.

Alguns são meus melhores amigos apenas pelo pouco período de tempo de uma partida, outros são pra sempre, gente que conheci dia desses e parece que conheço a vida toda. Amigos que já dividi cerveja, táxi, hotel e histórias, que já me deram carona, que já fui ao teatro, ao cinema e a casa (e abro a geladeira sem cerimônia, boto os pés no sofá e experimento comidas deliciosas! \o/), pessoas que me emprestaram um colchão e emprestei o carro, amigos que já me proporcionaram momentos inesquecíveis e também que já cuidaram de mim na merda…

Acho que a vida de um torcedor do Bahia tem os seguintes pilares afetivos: sua família, seus amigos, seu amor e nosso Baêa. O que eles fazem de bom ou ruim te deixa feliz ou triste, se eles estão bem ou mal te levam juntos também. Por isso, o que o tricolor faz em campo acaba se refletindo no seu humor, mas mesmo quando o time tropeça você não deixa de amá-lo. Você pode ficar chateado por um tempo, mas passa, e o amor continua, afinal, todo relacionamento de verdade tem seus altos e baixos, faz parte.

Me faz bem ver o tricolor em campo e meus amigos nas arquibancadas, me faz muito bem a emoção de cada gol marcado e de cada abraço recebido. E é por isto que, independente da fase, eu sempre vou ao estádio ver minha paixão, pois se o Bahia não existisse, eu iria continuar vivendo, mas com muito menos amigos e muito mais tristezas. Sem o tricolor a vida perderia um pouco da graça, um pouco do sentido, se é que ela tem algum.

O Baêa é especial por ter me proporcionado milhões de histórias com as pessoas que eu amo. É meu amor eterno, que me faz chorar e sorrir. Portanto, por favor, em relação ao Baêa, não me peçam razão. É que eu torço com o coração! S2

BBMP!