Resenha da Porra 65 – Atlético-GO x Bahia. Pelo menos empatar: ou dá, ou desce.

No campeonato em que todo mundo ajuda o Bahia, menos ele mesmo, lá vem outra boa oportunidade de se classificar pra Série A 2013. Um empate com o já rebaixado e bem limitado Atlético-Go e pouco vai importar saber que o Sport venceu o Náutico nos Aflitos.

Para isso, basta o Bahia fazer uma partida com um mínimo de decência. Porque, na boa, “não como nada” desse retrospecto recente do Atlético-Go, como forma de valorizar o adversário. É um dos piores times do campeonato, que, quando disputava sua sobrevivência, caiu sem dar sinal de reação. Depois, pegou um Santos vacilante, que tinha o jogo ganho e relaxou, pegou um Atlético-MG esgotado, no fim das forças e desmotivado pelo já provável título do Fluminense e na sequência pegou o Palmeiras reserva. Se o alviverde titular já doía nos olhos ver jogar, imagine o reserva.

Então, acho válido respeitar o adversário, ter um discurso de cautela, talz, mas vamos botar pingos nos “is”. Jogador e comissão técnica é que devem se comportar assim. O Atlético é ruim, muito ruim e se o Bahia conseguir perder para esse time, no campo neutro que é o Serra Dourada, vai merecer cair é pra terceira divisão direto. O Bahia que teve a melhor tabela de final de campeonato, inclusive…

Tem uma questão difícil que é decidir quem vai jogar no ataque cardíaco do time:
As opções animadoras são…….., …………, …………., ………….., ………….,
As opções de Jorginho são Jones, Rafael, Ciro, Júnior, Elias, Lulinha (não sei se tem condições físicas). Você escalaria quem? Fahel, de centroavante?

Bom, não vou encarar esse jogo como “a grande batalha” ou “o desafio final” ou “a última busca pelo objetivo”. Porque esse jogo ter esse tipo de relevância pro Bahia é vergonhoso pra história do clube (mais uma vez). Quando empatar ou vencer o Atlético (se não conseguirem a proeza de perder), os jogadores deveriam buscar uma faixa no banco de reservas e exibi-la pra torcida, com um pedido gigante de desculpas. E a diretoria não tem envergadura moral alguma pra falar um “ai” em volta desse hipotético resultado.

Sim, porque já estou até vendo, final de jogo, Atlético-GO 0×1 Bahia (meu palpite), (com as calças na mão) me aparece presidente, diretor de porra nenhuma, Ruins Acciolis da vida para esbaforir palavras de desabafo em rádios e TVs, como se tivessem conquistado grande coisa ou, pior, como se fossem grandes injustiçados.

Bom, toda vez que começo a escrever sobre isso me chateio. Melhor parar por aqui. Vamos ver o que a trupe dos Guimarãescioli, que até o uniforme do time mudou, pra parecer com o Santos, consegue fazer domingo. Acredito que o Sport vai vencer o Náutico nos Aflitos. Sendo assim, a conversa é clara: Ou dá pra não perder, ou desce.

Caso não perca, vou dá um conselho (poderia vender, mas o blog é parceiro da galera): Quando o jogo acabar não comemore não, não vire pro torcedor do vice e diga “Chupa putada” ou “o secador quebrou, o elevador também”. Segure sua onda, porque descer é questão de tempo e logo logo eles terão motivos pra sacanear a gente. Porque enquanto essa diretoria nebulosa não abrir o clube, manter o Bahia na primeira vai ser improvável. Aguarde e confie. Aproveite e, se tiver afim, dê seu palpite aí. Se não quiser dar palpite eu vou entender, porque se motivar todo ano pra esse tipo de jogo é difícil mesmo.

Abraço.

Atualização:

O meu amigo Nelson Barros Neto, jornalista, me lembrou que, quando o Atlético-GO enfrentou o das Minas Gerais, em BH, o Fluminense já havia garantido o título brasileiro e o Galo “só” poderia se contentar em lutar pelo vice-campeonato. Ou seja: mais um motivo para não considerar tanto assim essa “arrancada” do nosso próximo adversário.

Resenha da Porra 64 – Bahia x Ponte Preta – O Bahia das decisões

Lá vem outro jogo daqueles “é ganhar ou ganhar” do Bahia. Não foram poucos esse ano e eu bem lembro dos dois últimos em casa: derrota pro Palmeiras, empate com o Grêmio.

Na verdade, ter jogo decisivo pra assistir era pra ser algo bom. Até porque ir pra um jogo do Bahia podendo comemorar uma conquista é o que há de mais motivante no futebol. F…mesmo é ficar indo pra jogo de vida ou morte, com o c…no ponto o tempo todo, sempre correndo risco de visitar as terras uvo-negras mais uma vez. Essa rotina é que vem incomodando. Essa tensão todo fim de ano é ruim para o clube e pra mim, como torcedor, é absolutamente desgastante. Escapar de rebaixamento e viver de alívio não pode ser o “melhor” que o Bahia tem a oferecer a sua torcida. Isso tem que mudar.

Porém, acho que esse é um papo pra depois. Agora que a situação está complicada, temos é que nos unir, encher Pituaçu e lutar com os jogadores por um triunfo em cima da Ponte Preta. A Ponte que, desde que Guto Ferreira assumiu, ganhou tudo em casa e não ganhou nada fora, sempre dificultou para o tricolor quando joga em Salvador. Não espero que dessa vez vá ser diferente. Vai ser um jogo difícil, mas, independente da zaga remendada do Bahia, do problema que o time tem pra vencer em Pituaçu, do problema que o time tem pra fazer gols, eu tenho uma observação otimista:

É que essa semana eu estava lembrando da última partida do primeiro turno. O Bahia empatou com o Atlético-Go em casa, ficou fora da zona por apenas um ponto. Já tinha esse elenco aí, com contratações improdutivas solidificadas, já sofria com as contusões em sequência e, pior ainda, tinha um técnico terrível na postura e na montagem do time. Após aquela partida, eu não esperava nada diferente do que um time rebaixado no meio do segundo turno.

Aí, quando penso que hoje o Bahia chega para a parte final (e teoricamente mais tranquila) da tabela de jogos do campeonato com três pontos de vantagem pra zona de rebaixamento, acho que estamos no lucro. Lógico que, com as mudanças nas circunstâncias, os resultados expressivos do início do returno, a gente esperava que a rebaixamento não fosse mais a realidade do clube. Porém, ninguém esperava também que esses resultados expressivos acontecessem depois daquele empate com o hoje já rebaixado Dragão.

Então, é tirar a cara de ressaca de Costa do Sauípe, se mexer da poltrona depois de uns dias dentro de casa vendo filmes em sequência, adiantar aquele almoço de família no domingo, voltar do feriadão, seja do litoral norte, do recôncavo ou da China com a faca nos dentes e a fé afinada nos jogadores tricolores para ajudar nessa peleja com toda força. É importante que a torcida compareça, é importante ter paciência com o jogo, que vai ser amarrado. É importante acreditar que finalmente vamos ganhar um jogo decisivo em casa.

Vamos lá, de novo, fazer nossa parte pra ajudar o Bahia a se salvar. E quando acabar o sufoco (assim espero), vamos fazer nossa parte para que isso deixe de ser rotina.

E quanto à polêmica da montagem da zaga, eu acho que quem deve jogar é Fabinho mesmo. Botar Dudu pra “se virar” numa rodada em que o time pode, “Deuslivreeguarde”, ingressar a zona maldita, é botar o do “pivete” na reta. Se fosse um jogo decisivo para o bem, pra conquistar algo, acho que valia a pena botar o garoto. No caso do jogo de domingo, não acho. Você acha o quê?

Bom, meu palpite é Bahia 2×0 Ponte. Gol no início de Souza, sufoco o jogo todo com a Ponte pressionando e contra-ataque mortal com gol de Jones no segundo tempo. Roteiro com emoção, parecido com o jogo de ida, em Campinas. Você acha que vai ser quanto? Acha que vai ser como?

Dê seu palpite também e pra completar, vote em nosso promissor Gabriel pra craque da galera. Clique aqui e mande ver. Abraço. BBMP!

Resenha da Porra 63 – Cruzeiro x Bahia. Motivo pra ganhar.

Brasileirão 1992
Cruzeiro 1×1 Bahia – Não lembro de zorra nenhuma.

Brasileirão 1993:

Bahia 1×3 Cruzeiro – O Bahia fez o primeiro com Naldinho no primeiro tempo e depois tomou uns sapecas na trave do Dique. Um dentucinho, de nome comum, fez dois gols. Ouvi pelo rádio.

Cruzeiro 6×0 Bahia – O Bahia e Rodolfo Rodriguez me fizeram passar a primeira vergonha futebolística de minha vida aos 12 anos, com uns 4 pelo menos que eu já acompanhava o time. O tal dentuço fez mais 5 e um deles depois de ver o goleiro do Bahia largar a bola no chão pra rezar pelo fim do jogo.

Brasileirão 1994:

Bahia 2×1 Cruzeiro – Me senti vingado do ano anterior, só pra não dar o braço a torcer. Os resultados nem se comparam. Muito menos os estragos.

Cruzeiro 2×1 Bahia – Me senti indignado. O Bahia perdeu de virada. Ouvi no rádio e deu raiva do locutor gritar gol só depois que eu ouvi a torcida da casa vibrando.

Copa do Brasil 1995:

Cruzeiro 1×0 Bahia – Jogo passou na TV, se não me engano, no SBT. O goleiro Jean, do Bahia, pegava até peixe de água salgada na lagoa da Pampulha e o jogo caminhava pra um 0×0. Até que Belleti, (esse mesmo que você está pensando), chuta de fora de área, a bola quica perto do gol e Jean, que tava pegando tudo, deixa passar.

Bahia 2×1 Cruzeiro – Foi o primeiro jogo que vi em Pituaço. Ainda das antigas, com dois lances de arquibancas, um em cada lado do campo, o estádio assistiu uma pancadaria entre as torcidas, Rivelino (aquele que NÃO era famoso) fazer dois gols pelo Bahia, Nonato (aquele que NÃO é o que você está pensando), lateral meio japa que jogou uns 15 anos no Cruzeiro, fazer de pênalti e o tricolor ser eliminado pelo critério de gols marcados fora de casa.

Brasileiro 1995

Cruzeiro 5×0 Bahia – Só lembro que ouvi pelo rádio sem acreditar que isso estava acontecendo de novo. Outra goleada…E eles sem o tal dentuço…

Brasileiro 1996

Bahia 1×2 Cruzeiro – Fui pra Fonte Nova e começava a me acostumar com a bizarrice de enfrentar esse time de sacana que veste azul. Bahia depois de empatar com cabo Lima, de pênalti, pressionava bastante, perdia gols, até que aos 40 minutos do segundo tempo Paulinho McLaren bate uma bola alta do bico da grande área, no gol da fonte das pedras, e Jean faz das suas plásticas performances de Supla coreografando “Japa Girl”. A bola passa e beija as redes. Nesse dia eu vi um torcedor quase chorar na arquibancada, dizendo que desfalca o leite de casa uma vez por mês pra ver o Bahia. E olhe que o ingresso custava, se não me engano, uns 10 contos, a inteira.

Brasileiro 1997

Cruzeiro 3×1 Bahia – Só o fato de não tomar uma goleada já me tranquilizou, mesmo que eu esperasse, antes do jogo, me vingar dos anos anteriores de sofrimento no Mineirão.

Brasileiro 2000

Bahia 1×3 Cruzeiro – Depois de 3 anos sem enfrentar o Cruzeiro, um Bahia regular enfrentaria um dos favoritos ao título daquele ano. Entrei na Fonte Nova naquela noite esperançoso, mas antes mesmo que eu dissesse “hoje a gente ganha, minha porra” já estava 2×0 pra eles, gols de Oséas (aquele mesmo) e Ricardinho (aquele volante magrinho, que lembra Seu Madruga sem bigode e jogava certo). Quando o Bahia diminuiu no segundo tempo com Dedé e deu alguma esperança, Jackson, aquele que também jogou no Palmeiras, Sport, Coritiba e Vicetória, entre outros, encerrou os trabalhos. Não teve nem graça…pelo menos o Bahia perdeu o jogo tão cedo que tive tempo de me estressar, me conformar e depois relaxar ainda com a bola rolando. Saí da Fonte pouco estressado por isso.

Brasileiro 2001

Cruzeiro 1×1 Bahia – No Independência, palco do próximo confronto, o Bahia segurou o 0×0 no primeiro tempo, mas quando tomou o primeiro gol aos 12 do segundo, eu, traumatizado pelo histórico, torci pro jogo acabar logo antes que viessem outros gols deles em profusão. Para minha surpresa, Bebeto Campos empatou e como o Bahia teve Preto expulso, até que valeu o pontinho. Assisti esse jogo pela TV, canal fechado, na casa de um amigo.

Brasileiro 2002

Cruzeiro 2×1 Bahia – Não lembro de quase nada desse jogo. Olhei na internet e ví que Valdomiro, zagueiro promissor até hoje, fez o nosso gol de empate e atrapalhou Émerson, nosso goleiro, no lance do gol do triunfo celeste. Cris, zagueiro careca, fez os dois gols deles.

Brasileiro 2003

Cruzeiro 5×2 Bahia – Assisti pela TV, num domingo de noite. O Bahia primeiro parecia que ia passar vergonha como em outros anos. Depois, me enganou fazendo dois gols. Lino e Didi tentaram combater o show de Alex, Aristizábal e os cambau. Doce ilusão…depois de sair tomando 3×0, encostar no placar e estar perdendo de maneira honesta, o Bahia fez o favor de engrossar a lista de traumas contra o Cruzeiro e tomou mais dois gols.

Bahia 0×7 Cruzeiro – Sobre esse jogo nada que eu escrever aqui vai conseguir transmitir o meu trauma. Lembro que foi a primeira vez que vi replay em estádio. Ou achava que estava vendo. Afinal, Valdomiro fez pênaltis algumas vezes na minha frente e eu custava acreditar que aquilo não era um recurso de Hans Donner. Bom, perplexo que estava, ainda fiquei pro segundo tempo, na maior vergonha de todas, imposta pelos azuis de Minas Gerais.

Brasileiro 2011

Cruzeiro 2×1 Bahia – No reencontro com esse “istopol” de time, depois de 7 anos, o Bahia, que já tinha ganho 2 jogos fora de casa no campeonato, me deu esperança de acabar o ranço. P…nenhuma. Montillo na única bola que acertou, deixou Ortigoza em condição de definir o placar. Mas foi outro sacana que fez o gol. Jóbson tinha marcado para o Bahia. Assisti esse jogo em casa, na Sky. Um fdp lá da rua tinha um rádio e torcia para o vice. Gritou os gols do Cruzeiro antes…pqp…

Bahia 0×0 Cruzeiro – Saio, com minha cara de corno, numa noite esquisita de feriado de Dia das Crianças, pra ver o Bahia de Joel Santana contra o horroroso Cruzeiro, na esperança de ver minha sede de vingaça morta por um mísero 1×0 que fosse. Ah, o jogo começou às 21:50. Voltei do jogo virado na zorra, mas logo mudei o sentimento pra medo de ser roubado naquele CAB, quase meia noite, com meu carro lá onde o vento faz a curva. Programa de sacana mesmo. E tabu mantido.

Brasileiro 2012

Bahia 0×1 Cruzeiro – Eu tinha uma formatura pra ir e não poderia ir pro jogo. Quando comecei a me arrumar, antes de ligar o rádio, olhei o twitter no meu celular. A primeira coisa que aparece na minha timeline é um “Porra Bahia, já?”. Não acreditei. O time já tava perdendo do Cruzeiro, impressionante. Gol de Montillo. Fui pra zorra da formatura e enquanto milhares de nomes eram chamados na solenidade, eu ficava esperando ouvir ou ler um nome “gol”. Que nada, gude preso e freguesia reforçada.

Agora, eles se enfrentam de novo. Bahia x Cruzeiro. Os mineiros desfalcados de Montillo, Ceará e Charles. Com zaga improvisada. O Bahia vai ter Souza, Gabriel, Hélder, Neto, Lomba e Jorginho!!! Estou esperançoso de novo. Quero muito, muito, muito, muito mesmo que o Bahia ganhe do Cruzeiro, e já dá pra saber o motivo né? Óbvio, pra gente se livrar dessa zorra do rebaixamento. Histórico não importa, não entra em campo. O negócio são os 3 pontos na conta. Independente de que os tenha cedido. Ganhe, Bahia, não importa de quem, só ganhe, por favor.

Meu palpite: Cruzeiro 1×2 Bahia. Gols de Titi e Gabriel. E o seu?

Abraço.

Resenha da Porra 62 – Lusa x Bahia, pra sair da reta dos finados.

O Bahia não venceu o Grêmio, mas resgatou um pouco do futebol de personalidade que apresentou no início do segundo turno. Faltou finalizar melhor, principalmente no primeiro tempo, ter mais atenção logo após ter feito o gol, mas pelo menos voltou a ser um time “vivo” dentro de campo e no fim das contas, a rodada serviu pra pra botar mais um ponto de distância pra Palmeiras e Sport.

A torcida tricolor foi exemplar ao lotar Pituaço e comprar pela primeira vez nesse Brasileirão os 32.157 bilhetes disponíveis.(Não sei como essa conta fecha, porque na área da torcida do Grêmio tinham muitos espaços vazios). De qualquer forma, valeu a pena a diretoria diminuir o valor dos ingressos.

Acho que o Grêmio era o jogo mais complicado dos últimos 6 do Bahia (apesar de que na prática foi bem mais tranquilo). De agora em diante não vejo nenhum time que, tecnicamente, tenha tanta superioridade assim em relação ao tricolor, o que torna o desafio de vencer pelo menos 3 dessas partidas algo bem possível de acontecer. Só que o Bahia precisa fazer a sua parte. Não faltaram oportunidades para o tricolor acabar com seu sufoco e ele não soube aproveitar. Até ressucitou o Palmeiras, num dos jogos mais estressantes de minha vida. Sábado os resultados ajudaram, mas não dá pra ficar contando com o vacilo dos rivais. O Bahia tem a maior vantagem de todas que é depender de si mesmo e tem que fazer bom uso disso.

Domingo é o primeiro passo. O tricolor vai enfrentar dois paulistas: Portuguesa, dentro de campo e o Palmeiras, que já deverá ter feito seu jogo contra o Botafogo e estará secando, fora das quatro linhas. O jogo é duro, a Portuguesa está completa, tem Bruno Mineiro, um cara perigoso, mas o Bahia também vai sem problemas, com sua “espinha dorsal” montada (Hélder, Souza, Gabriel). Com eles em campo, o time encorpa muito o seu poder de ataque. Apesar do desfalque de Danny Morais, acho que Lucas Fonseca vai cumprir bem o papel. (Até porque Danny falhou decisivamente nos dois últimos jogos do Bahia).

A Lusa empatou os últimos 4 jogos, 3 por 0×0. O Bahia não vence há 6 partidas (desde o mês de setembro). Se o Bahia vencer por 3 gols de diferença, passa o adversário e coloca-o como o time a ser alcançado pelos desesperados da zona.

Acho que vencer vai ser importantíssimo, independente do placar, óbvio, mas considerar a oportunidade de vencer com bom saldo não é menosprezar o adversário, é saber o que precisa pra “sair da reta” dos times da zona de rebaixamento já nessa rodada. Essa história de ficar de alvo dos rebaixados não é bacana não. De qualquer forma, o importante é ganhar.

Bom, só pra dar uma satisfação a você, o jogo do Grêmio daria muita conversa aqui, mas me faltou tempo, saúde e quando eu pensei em escrever o Cu de Foca na terça, faltou estômago, com essa história do Palmeiras querer anular o jogo contra o Inter. Foi uma raiva da zorra…rolou uma “broxada” com o Campeonato Brasileiro, mas já passou.

Vou fingir que não vi essa história de STJD e que isso de anular jogo não vai acontecer. Tanto que vou descer pro Canindé, vou apoiar o Bahia e vou dar um palpite aqui muito do doidão: Portuguesa 0×3 Bahia, com 3 gols de Souza. Repetiremos o placar da subida, agora fora de casa.

E você, acha que vai ser quanto? Dê seu palpite aê!!!

Obs: Em outubro, mês das bruxas, o Bahia não ganhou jogo nenhum. Ainda bem que acabou. E que no feriado de finados, morram as nossas apreensões contra esse rebaixamento que vive nos assombrando todo ano.

Abraço!

Resenha da Porra 61 – Corinthians (Paulista) x Bahia. O otimismo foi rebaixado.

Agora que o Bahia deixou todo mundo da zona de rebaixamento se encher de esperanças, vai precisar jogar sob tensão e em alta rotação novamente, sendo que agora é uma questão de vida ou morte. Cair de rendimento justo quando falta tão pouco para se livrar da ameaça de rebaixamento é algo que me dá calafrios.

Não vou nem entrar em especulações sobre os motivos que levaram o Bahia a jogar a partida medonha que fez contra o Palmeiras. Não acredito em “armação”, em “entrega” ao Palmeiras, acredito que o time sofreu algum tipo de desmotivação e atuou sem brilho, sem foco, deixando todas as suas limitações expostas.

Agora, vai precisar ganhar do Corinthians. É a melhor oportunidade que o Bahia vai ter nos próximos 4 jogos de pontuar, pois o Corinthians vem com time misto, com a cabeça lá em Tóquio e depois os jogos contra Grêmio em casa, Portuguesa e Cruzeiro fora, devem ser bem complicados de vencer.

Porém, além de imaginar que os reservas corinthianos vão correr dobrado pra garantir uma vaguinha na delegação pro Japão, não estou acreditando que o Corinthians vá amolecer o jogo para prejudicar o rival alviverde. Se fosse pra evitar um título do Palmeiras, de repente poderia rolar, mas pra excluir um conterrâneo do campeonato, acho que isso não vai acontecer, pois envolve até questões políticas.

Lembro que em 2004 o São Paulo já estava classificado para a fase final do campeonato paulista, líder disparado e se perdesse do Juventus rebaixaria o Corinthians. Resultado final de 2×1 para o tricolor do Morumbi, torcida são paulina irada, mas Corinthians preservado na primeira do Paulistão.

Lá existe uma rivalidade absurda também, mas o pensamento dos dirigentes é diferente do que temos aqui na Bahia. Entregar jogo pra derrubar rival é enfraquecer o futebol do Estado por iniciativa própria. Acho que o Corinthians não fará isso e que o Bahia vai precisar suar sangue pra sair vitorioso.

Só que pela escalação que vi ensaiada, com Fahel, Diones, Fabinho e Kléberson no meio campo, acho que não vamos pra muito além de um 0×0 se a defesa for eficiente. E é complicado porque o empate não basta, por isso…estou preocupado.

Os desfalques pesam muito, mas o que mais me entristeceu foi ver o time me relembrar aquele de Falcão e Caio Jr novamente. O time que só fez 17 pontos em 19 jogos. Sei que ninguém desaprende a jogar e continuo defendendo que o elenco não é tão ruim assim. Acredito que a questão é motivacional, e até por isso é que não estou confiante.

Inclusive, comecei a me apegar a algumas coisas extra campo para me motivar, já que pelo futebol da equipe nos últimos dois jogos, está difícil. Vamos lá:

Depois do seu pior jogo em casa no primeiro turno (pelo menos pra mim), contra o Atlético-GO, o Bahia foi à Sampa, surpreendeu e venceu o Santos na Vila. A atuação frente ao Palmeiras anteontem conseguiu ser ainda mais desastrosa que contra os goianos, então, tomara que a resposta na terra da garoa seja ainda melhor. Superstição pura…

O Bahia venceu o Corinthians no Pacaembu em 2003 e 2008. Em nenhuma das duas ocasiões se esperava que o time saísse vencedor. Em 2003 quebrou um tabu no campeonato de vencer fora. Foi o único triunfo fora de Salvador da equipe que terminou rebaixada. Em 2008, quebrou a invencibilidade do Corinthians na série B.

Pra 2012, tenho algumas sugestões de quebras: Quebrar o jejum dos atacantes do time, que não marcam gols desde aquele de Pitbull contra o Figueirense.

Quebrar o jejum de gols contra o Corinthians, já que nas últimas três partidas contra eles na primeirona, o Bahia não balançou as redes.

Quebrar a minha cara com esse texto pessimista, pois imagino que se o Bahia for derrotado em São Paulo amanhã, vai chegar para as últimas três rodadas na zona do rebaixamento, com um peso absurdo nas pernas e em crise. Hipótese pura?

Não vou dar palpite dessa vez, pois só gosto de palpitar quando acho que vai ganhar…Vou é rezar e torcer pra ser chamado de “cagão” e pessimista segunda-feira. Vamos nessa, o otimismo já caiu, mas a esperança é a última que desce. Amém.

E pra você? Corinthians x Bahia, qual vai ser o placar?
Abraço

Resenha da Porra 60 – Bahia x Palmeiras, a decisão e o tabu doméstico.

O Bahia vai ter uma decisão pela frente. São 9 pontos de diferença para o Palmeiras, o único adversário da zona de rebaixamento que parece ter alguma força (mais até pelo “peso” da camisa) pra sair da zona de rebaixamento.

Se o Bahia ganhar, abrirá 12 pontos do Palmeiras. Depois de jogar um futebol no melhor estilo “1º turno” contra o Coxa, o tricolor precisa “pegar pressão” de novo e retomar um ciclo de confiança que conquistou desde a chegada de Jorginho. A tensão que o jogo tem é muito maior para os paulistas e é essa situação que o Bahia precisa aproveitar, pra jogar em cima do desespero do rival. A gordura de 8 pontos de distância pra zona que tem o tricolor deve ser usada pra botar mais peso nas já obesas pernas palmeirenses, que vêm desfalcadas, nervosas, desacreditadas e, até certo ponto, desmotivadas.

Um cenário absolutamente favorável se não fosse o Bahia um “viagra” histórico, um time que não sabe “empurrar bêbado em ladeira”. Um clone mal feito de Irmã Dulce. Com um mínimo de esforço lembro que em 2002 o Figueirense não tinha feito nem gol no Brasileirão, em 4 ou 5 rodadas e ganhou a primeira justamente do Bahia, na Fonte Nova, por 2×1. Dali pra frente, abandonou a zona de rebaixamento. Em 2007, o Bahia deu moral ao Barras do Piauí, que só tomava sacode na fase final do Brasileiro da série C, ao empatar por 1×1. Ano passado o próprio Palmeiras vinha tomando cacetada de todo lado e, se não me engano, não tinha vencido jogo algum no segundo turno. Quem foi que ressucitou o periquito? O Bahia…2×0 em um jogo medonho, decidido pela precisão das bolas paradas de Marcos Assunção. Aliás, por falar em derrota para o Palmeiras em Salvador, vale lembrar que o Bahia não vence o adversário de origem italiana em seus domínios, pelo Brasileiro, desde 1988. São 24 anos de tabu.

Amanhã é uma grande chance de encerrar isso. O tricolor tem retornos importantes para a equipe, a zaga titular e Gabriel voltam de suspensão. Hélder e Souza fazem falta, mas considerando o desespero e o grande número de problemas do Palmeiras, eu não posso esperar nada diferente que um triunfo nosso.
Por mais difícil que seja enfrentar o Palmeiras, o Bahia tem que se impor e resolver se quer um final de campeonato com ou sem emoção. Pra mim essa é a grande decisão de amanhã. Eu prefiro sem emoção, até pra dar tempo de arrumar a casa pra 2013. De repente planejando o ano seguinte mais cedo a gente consegue disputar o Brasileiro pensando em alguma posição digna, que não faça todo ano ter esse clima de tensão.

Meu palpite é Bahia 1×0 Palmeiras. Gol de Gabriel.

Ps 1: Obrigado a todos pelas mensagens dos 5 anos do Blog. Muito bacana saber que temos essa importância para vocês e saibam a recíproca é verdadeira.

Ps 2: Não pude assistir o jogo contra o Coritiba, estava fora e longe de uma TV, por isso não rolou o “Cu de Foca”. A opinião sobre “futebol de 1º turno” eu formei lendo os comentários de vocês.

Abraço.

Resenha da Porra 58 – Flamengo x Bahia e o pedido

“Vamos pra cima do Flamídia agora! Podemos ficar entre os 10 melhores colocados ainda nessa rodada e temos time pra ganhar deles lá dentro! Marcão, por favor, faça um post sobre o jogo contra o Flamídia, pois esse jogo merece (lembra que ano passado você foi para o jogo e ganhamos por 3×1). Estamos loucos para brocar o rebanho de urubus, ainda mais que fomos garfados no 1º jogo aqui em Pituaço. Depois do vice, ganhar do flamídia é bom demais!!! VAMOS LÁ ESQUADRÃO!!! BORA BAHÊA MINHA PORRA”

Esse foi o comentário de Leo Bahia no post anterior. Como a Resenha da Porra é um texto mais solto, lá ele, resolvi utilizar o comentário aqui, pois ele diz tudo:

1- temos que ir pra cima dos flatulentos! Não temos Souza, eles não tem Love. Mas “love” aqui não falta.

2- temos a mesma pontuação e ganhando deles poderemos ficar na parte de cima da tabela. Faz uns 5 mil anos que isso não acontece! Já está mais que na hora!

3- ano passado fiz o post na pressa, brocamos lá por 3 a 1 (relembre clicando aqui! Foi bala!)… Realmente sou supersticioso pra baralho! Valeu por lembrar Leo!

4- tirando o gaymio, o roubo contra o flamidia foi o pior até agora, temos que devolver o placar, no mínimo. Alias, temos feito muito isto no segundo turno, no qual somos líderes.

VAMOS LÁ ESQUADRÃO!!! BORA BAHÊA MINHA PORRA!!!

ST

Ps: aposto no mesmo placar de 2011. E você?

Resenha da Porra 57 – Inter x Bahia: Pés no chão pra terminar de pagar promessa.

Há alguns meses, quando escrevi sobre o empate entre Bahia x Inter no primeiro turno, em Pituaço, eu dividi uma suposição que tenho: a de que o Bahia ainda paga alguma promessa de torcedor, feita em 1989 (algo do tipo: “se o Bahia ganhar essa com dois gols de Bobô, eu nunca mais quero vencer o Inter”) ou, uma súplica (“ganha essa Baêa, depois pode passar 50 anos sem vencer o Inter”).

Pois bem, eu estou com a impressão de que a promessa que vingou foi uma feita 19 de fevereiro de 1989, antes do jogo de volta, que dizia assim: “Ô mo pai, não quero nem ganhar hoje. Aliás, se não perder do Inter hoje, pode ficar sem ganhar deles em brasileiros atéeeé…sei lá, atééééé 23 de setembro de 2012, vai…”.

Isso porque eu não lembro de um pré-jogo de Inter x Bahia em que o tricolor chegou com tanta expectativa de vencer. Vivendo sua melhor fase no campeonato, com um futebol muito mais consistente que no primeiro turno e ostentando uma série invicta que não acontecia desde 1994, o Bahia está indo a Porto Alegre “levinho, levinho”, mesmo com os 1988 quilos de confiança depositados pela torcida.

Por outro lado, o Internacional vem de resultados decepcionantes e mesmo com um elenco fortíssimo, faz campanha apenas regular no campeonato. Para completar o circuito da esperança, Fernadão, treinador colorado, vem atirando críticas públicas à jogadores do grupo, brigou com Dátolo durante a semana e tudo indica, segundo o imaginário popular, que os jogadores não vão se esforçar como devem, numa tentativa de desprestigiar o “professor”. Afinal, é sabido que um resultado adverso do Inter contra o Bahia pode custar o emprego do ex-jogador. Ou seja, tudo indica que o Bahia vai “brocar”, né? Só que não. É melhor irmos devagar com o andor…

O jogo lá é dificílimo e caso o Bahia chegue com 10% menos de atenção ou 10% mais de displicência já é suficiente para sair com a sacola cheia do Beira-Rio. É bom lembrar que Fórlan, Leandro Damião e D’Alessandro, por exemplo, são jogadores desse time que quando está com vontade de jogar pode ganhar de qualquer equipe do Brasil. E se resolverem jogar bola justamente contra o Bahia, não tem Jorginho, Souza, Lomba, Gabriel e Bolota que dêem jeito. É ferro na boneca tricolor.

Faço o alerta porque tenho acompanhado as redes sociais e vi que até o doidão do Bolota da Bahia, que cravou 8×1 pro tricolor (é dono do espaço, vou pegar leve, rs), tá na pilha do “é nosso, não tem pra onde ir”.

Porém, apesar de não querer ser “dor de cabeça da noite” pra cortar “tesão”, faço questão de salientar que a partida é muito mais complexa do que estamos nos inclinando a acreditar que é. Não dá pra confiar na hipótese de uma má-vontade do grupo colorado contra Fernandão, como também não dá pra de repente achar que o Bahia virou “máquina de vencer jogos”. O tricolor ainda é limitado e só encontrou um jeito bem interessante de jogar com o elenco que tem. Cresceu muito de produção, tem jogado bem, mas também tem visto seus resultados acontecerem no fio da meada. Vamos “na manha”, ter os pés no chão e jogar com muita atenção, sem “oba-oba”, que aí sim pode acontecer um resultado bom. E se o Bahia ganhar do Inter lá nesse domingo, eu prometo que….vou tentar ser menos chato, rs.

Ps: Há alguns anos o Bahia vem quebrando tabus históricos: venceu o Juventude em Caxias, em 2009, e venceu o Atlético-PR em Curitiba, em 2011. Está na hora de acabar com mais um.

Meu palpite. Inter 1×2 Bahia. Com gol de Titi (que, deixando o cabelo crescer, está ficando parecido com Jau, rs).

Abraço.

Resenha da Porra 56 – Bahia x Figueira, vencendo decisões, independência ou Souza.

Jogo duro (lá ele). Se o Bahia está em ascensão no campeonato, vai enfrentar o Figueirense também em seu melhor momento. O técnico Márcio Goiano, que subiu com o time em 2010 (e naquela oportunidade quando jogou aqui, empatou por 2×2, com dois gols de Reinaldo), assumiu há 4 partidas. De lá para cá, o Figueira buscou empate com o Flu depois de estar perdendo por 2×0 e venceu o Corinthians, em casa, empatou com a Ponte, em Campinas, e venceu o Cruzeiro em casa. Ou seja: também está invicto. Temos um trunfo, uma sorte que vem nos acompanhando (amém):
Aloísio, o jogador que deu a cara da reação do time catarinense no campeonato e tem feito gol praticamente em todos os jogos, não vem a Salvador, suspenso. É mais um que se junta a Luís Fabiano e Jô, com “medinho” de pegar o tricolor no alçapão (rs, Binha feelings).

Voltando ao papo sério: o Figueirense é um time na zona de rebaixamento, há 6 pontos do Bahia. O que significa que um triunfo pode levar o tricolor pra perto do céu, mas um revés, com certeza, deixaria o time na boca do inferno. É mais uma decisão na semana.

A primeira foi aquela que o tricolor saiu vencedor em Recife. Com aquele empate com gosto de triunfo, perto do final, o Bahia parecia que só teria mais uma “final” pela frente, no domingo. Porém, antes, o Palmeiras apareceu nos bastidores e assediou Jorginho. Mesmo com investimento pesado do clube paulista, o treinador tricolor decidiu ficar no Fazendão e esse foi mais um triunfo do Bahia na semana. Sábia decisão a dele, diga-se de passagem. Afinal, se nem Felipão, Muricy e Luxemburgo (que são “macacos velhos” na função) não conseguiram ter paz no Palestra Itália, não acredito que Jorginho a teria. E, na moral: o Palmeiras também tentou tirar Dorival do Flamengo, Leão do São Caetano, falou em Gilson Kleina, da Ponte. Tentar tirar Caio Jr. de perto do filho nos E.U.A., ninguém quer né? Bom, só espero que isso não tenha atrapalhado de alguma forma a preparação do Bahia.

Porque o time precisa muito vencer. Vencer o Figueirense e uma aparente dependência de Souza. O tricolor só venceu sem o Caveirão a partida contra o Sport, em Salvador (justamente com Elias, provável substituto amanhã, em seu lugar). A diferença é que Gabriel jogou naquela oportunidade, o que significa que sem os dois, o Bahia ainda é “virgem”. E ainda falando daquela partida, eu bem sei do sufoco que foi, com gol irregular e tudo. Ou seja: o Bahia tem que aprender a jogar sem Souza, porque não pode um time depender de um jogador só. É mais um desafio que tem o tricolor tem para provar que não quer pensar mais em rebaixamento. Espero que a torcida tricolor vá em peso para Pituaço. Não é para esquecer os “podres” administrativos do time, achar que está tudo lindo, etc. É para apoiar mesmo, dar as mãos, porque a situação ainda exige muita dedicação pra não voltar ao desespero. É importante lutar pela permanência do Bahia na série A, porque livrando-o do risco, temos mais tranquiidade para mudar o clube como um todo também.

É o que eu acho e você? Acha o quê?

Meu palpite: Bahia 1×0 Figueirense. Gol de Neto, de falta. E o seu? Derruba aê!!

Abraço.

Update!

Segundo o jornalista Paulo Vinícius Coelho, da ESPN Brasil, Marcelinho liberaria Jorginho pro Palmeiras, desde que Jorginho “assumisse” a responsabilidade da decisão. Aí, entrou em campo os princípios de Jorginho e ele se negou a sair dessa maneira. PVC é palmeirense, mas não me parece um jornalista ruim, nem uma pessoa de caráter duvidoso. Será que é verdade?

Clique aqui, confira as afirmações de PVC em seu blog e tire suas conclusões aí…

Abraço

Resenha da Porra 55 – Sport x Bahia e a tabela

Olha que lindo a classificação do returno! Estamos em 1º, invictos, melhor ataque, melhor defesa, maior goleada, maior queimada de língua, melhores atacantes, melhores zagueiros, melhor goleiro, melhor técnico, melhor presid… Não! Isso não! Prometeu eleições diretas e o balanço financeiro de 2011 e até agora nada! Mas enfim, vamos falar de futebol.

Eu comemorei muito a goleada contra o freguês Vasco. Quando o Bahia fez 2 a 0, tinha certeza que ganharíamos, pois o time continuava em cima e o adversário estava completamente dominado. Vi o jogo tranquilamente com uma galera da porra num boteco, xingando só de alegria, pois foi mamata.

No returno está tudo muito bem, tudo muito lindo, mas… Sempre tem uma porra de um “mas”, “porém”, “contudo”, “todavia” pra colocar nossos pés no chão. Estamos todos felizes com a mudança de postura do Esquadrão, infelizmente o campeonato tem DOIS turnos. E nosso 1º turno foi tão ruim, tão lixo, tão podre, tão barradisney, que apesar desta arrancada nos últimos jogos ainda estamos numa situação delicada.

Nossa meta hoje ainda é escapar do rebaixamento, depois até podemos pensar um pouco mais alto, mas, neste momento, como bem disse Helder, a água ainda esta batendo no pescoço. Arrisco a dizer que este jogo contra o Sport, outro freguês nosso, será o mais importante até agora.

Caso o Bahia empate, manterá os atuais 5 pontos de distância pra zona maldita, independente do resultado do Palmeiras. Isso é razoável. Se ganharmos novamente, algo que estou confiante, nem que seja por gude-preso, vamos nos distanciar 7 ou 8 pontos do Z4. Isto é ótimo! No mundo perfeito terminaríamos a rodada em 11º e jogaríamos empolgadaços contra o Figueirense domingo em Pituaço… Isto é excelente!

Mas o mundo não é perfeito, temos que procurar vencer mais uma fora, mas sem afobação, o adversário é freguês, mas salto alto não combina com futebol. O Bahia tem que continuar com sangue nos olhos pra voltar de Recife com 3 pontos: confiança, tranquilidade e felicidade.

BBMP!

P.s: com a arrancada do Bahia a nação já começa a pensar mais alto. Faltam 15 rodadas e 45 pontos em disputa, nesse ritmo (que é difícil de manter) o Bahia faria uns 63 pontos ao final. Esqueçam o tri este ano, mas torçam pro Corinthians ficar em quarto, pois daria pra beliscar uma vaga na Liberta. Óbvio que é muito cedo pensar nisso, é só um sonho e sonhar não custa nada mesmo. Mas (olha o “mas” de novo) nossa realidade hoje ainda é escapar do rebaixamento.

P.s 2: imagine nossa empolgação se fosse o começo do Brasileirão e o Bahia estivesse no topo? Pituaço ficaria sempre lotado e o time arrecadaria muito mais, também venderia mais camisas e tudo mais. Nessas horas vemos que falta mais planejamento. Não poderíamos ter ficado o turno inteiro sem laterais, por exemplo. Que sirva de lição pra 2013, temos que montar o time do Brasileirão já no Nordestão e não com o campeonato nacional em andamento. Quem sabe assim a tabela acima seja da classificação geral. E final… ST!