No campeonato em que todo mundo ajuda o Bahia, menos ele mesmo, lá vem outra boa oportunidade de se classificar pra Série A 2013. Um empate com o já rebaixado e bem limitado Atlético-Go e pouco vai importar saber que o Sport venceu o Náutico nos Aflitos.
Para isso, basta o Bahia fazer uma partida com um mínimo de decência. Porque, na boa, “não como nada” desse retrospecto recente do Atlético-Go, como forma de valorizar o adversário. É um dos piores times do campeonato, que, quando disputava sua sobrevivência, caiu sem dar sinal de reação. Depois, pegou um Santos vacilante, que tinha o jogo ganho e relaxou, pegou um Atlético-MG esgotado, no fim das forças e desmotivado pelo já provável título do Fluminense e na sequência pegou o Palmeiras reserva. Se o alviverde titular já doía nos olhos ver jogar, imagine o reserva.
Então, acho válido respeitar o adversário, ter um discurso de cautela, talz, mas vamos botar pingos nos “is”. Jogador e comissão técnica é que devem se comportar assim. O Atlético é ruim, muito ruim e se o Bahia conseguir perder para esse time, no campo neutro que é o Serra Dourada, vai merecer cair é pra terceira divisão direto. O Bahia que teve a melhor tabela de final de campeonato, inclusive…
Tem uma questão difícil que é decidir quem vai jogar no ataque cardíaco do time:
As opções animadoras são…….., …………, …………., ………….., ………….,
As opções de Jorginho são Jones, Rafael, Ciro, Júnior, Elias, Lulinha (não sei se tem condições físicas). Você escalaria quem? Fahel, de centroavante?
Bom, não vou encarar esse jogo como “a grande batalha” ou “o desafio final” ou “a última busca pelo objetivo”. Porque esse jogo ter esse tipo de relevância pro Bahia é vergonhoso pra história do clube (mais uma vez). Quando empatar ou vencer o Atlético (se não conseguirem a proeza de perder), os jogadores deveriam buscar uma faixa no banco de reservas e exibi-la pra torcida, com um pedido gigante de desculpas. E a diretoria não tem envergadura moral alguma pra falar um “ai” em volta desse hipotético resultado.
Sim, porque já estou até vendo, final de jogo, Atlético-GO 0×1 Bahia (meu palpite), (com as calças na mão) me aparece presidente, diretor de porra nenhuma, Ruins Acciolis da vida para esbaforir palavras de desabafo em rádios e TVs, como se tivessem conquistado grande coisa ou, pior, como se fossem grandes injustiçados.
Bom, toda vez que começo a escrever sobre isso me chateio. Melhor parar por aqui. Vamos ver o que a trupe dos Guimarãescioli, que até o uniforme do time mudou, pra parecer com o Santos, consegue fazer domingo. Acredito que o Sport vai vencer o Náutico nos Aflitos. Sendo assim, a conversa é clara: Ou dá pra não perder, ou desce.
Caso não perca, vou dá um conselho (poderia vender, mas o blog é parceiro da galera): Quando o jogo acabar não comemore não, não vire pro torcedor do vice e diga “Chupa putada” ou “o secador quebrou, o elevador também”. Segure sua onda, porque descer é questão de tempo e logo logo eles terão motivos pra sacanear a gente. Porque enquanto essa diretoria nebulosa não abrir o clube, manter o Bahia na primeira vai ser improvável. Aguarde e confie. Aproveite e, se tiver afim, dê seu palpite aí. Se não quiser dar palpite eu vou entender, porque se motivar todo ano pra esse tipo de jogo é difícil mesmo.
Abraço.
Atualização:
O meu amigo Nelson Barros Neto, jornalista, me lembrou que, quando o Atlético-GO enfrentou o das Minas Gerais, em BH, o Fluminense já havia garantido o título brasileiro e o Galo “só” poderia se contentar em lutar pelo vice-campeonato. Ou seja: mais um motivo para não considerar tanto assim essa “arrancada” do nosso próximo adversário.
