Por debaixo da catraca


Entre minhas recordações da Fonte, tem uma que eu trago desde pequeno. Aliás, não só eu, como todo tricolor que começou a freqüentar nosso tão querido estádio desde os tempos de menino. Se você é um desses, com certeza, tem na memória alguma cena ou algum jogo em que você entrou por debaixo da catraca. É ou não é?

Pois então, voltei para o meio da década de oitenta e lembrei com carinho das tantas e tantas vezes que eu assisti meu Baêa sem pagar ingresso. Quem me levava era meu Tio Cabeça. Íamos, ele, eu e meu primo Marco. Ele tinha uma carterinha da cadeira cativa. Eu e Marco íamos junto, sem carteirinha, sem ingresso, mas com o aval dos porteiros para passar por debaixo da catraca. E assim se passaram anos e anos até o dia em que Marco cresceu e os porteiros começaram a fazer cara feia.

- Esse menino aí não passa mais não. Tem que comprar ingresso.

E meu Tio Cabeça ganhava mais um gasto nos domingos tricolores. Eu, como sempre fui baixinho, continuei passando por debaixo da catraca. Até que um belo dia, o tempo apareceu para mim também e aí não teve jeito. Só na base do ingresso.

Até a interdição da Fonte, meu Tio Cabeça repetia o ritual, dessa vez com meu primo Philippe, o caçula da família. Semana passada, Phillipe fez aniversário, completou 14 anos. Mesmo assim, levei ele comigo no último jogo contra o Itabuna em Camaçari. E adivinhe como ele entrou? Os porteiros já começaram a fazer cara feia também, mas ele vai continuar com essa tática até o dia que ela não funcionar mais. Assim como aconteceu comigo, com Marco, com meu irmão e tantos outros tricolores.

Deu saudade daquele tempo. Em que eu entrava na Fonte Nova por baixo e o Bahia saía sempre por cima.

Abrir as pernas ou não? Eis a questão.

Findada a trágica rodada de ontem, muito tem se falado do jogo de domingo em Camaçari. Que o Bahia deve abrir as pernas para o Conquista e impedir o titulo do Uvice. A maioria absoluta não acredita mais na taça. Com certa razão, afinal tomamos 6 gols e não fizemos nenhum nos últimos dois compromissos. Mas eu ainda acredito. Temos motivos para acreditar sim. O Uvice só anda tomando cacete no Barradão e o retrospecto do Bahia em Camaçari é muito bom. Vamos esperar um pouco, pelo menos até o intervalo do jogo de domingo. Se o Uvice estiver ganhando, a gente pode até pensar no assunto.

O que não dá para negar é que abrir as pernas não é atitude de time digno. É coisa de time de puta, de nigrinha, de dirigente ultrapassado. E, infelizmente, é exatamente por isso que o Bahia pode dar uma de Sharon Stone em Camaçari. Triste e vergonhoso fim, encerrar o campeonato de perna aberta.

Vai para o Barralixo? Cuidado com a dengue!

Domingo tem Bavice. Todo mundo sabe. Mas é bom lembrar também que o aterro de Canabrava é foco de tudo quanto é doença e coisa ruim. E pior: estamos em época de forte epidemia de dengue.

Pois é, meu povo. Além de encontrar muito urubu sobrevoando aquela carniça de estádio, é bem capaz de você dar de cara com o famoso Aëdes aegypti. Olha ele aí.


“Meu nome é
Aegypti, Aëdes Aegypti.”

Portanto, galera, não custa nada tomar algumas precauções para evitar ser picado pelo dito cujo. A não ser que você queira filar o trabalho na semana que vem, assistindo Vídeo Show, Cabocla, Sessão da Tarde e Malhação. Melhor não, né? Então, vamos às dicas.

1) O sacana do Aedes se reproduz nos focos de acúmulo de água: latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos, lixeiras. Ou seja: tudo que você encontra no lixão do Barradão. Aliás, o Barralixo é um verdadeiro motel de mosquito. Um resort 5 estrelas, um paraíso para as famílias felizes mosquitenses. Portanto, velho, não tem jeito. Não tem como fugir. Melhor ir de calça, sapato e camisa de manga comprida, mesmo que faça sol. Nada de chinelo de dedo, nem shortinho do baba.

2) A tradicional máscara da torcida tricolor também é assessório indispensável. Vai que uma mosquita se apaixona e inventa de lhe dar uma “bitoca” na boca? Portando, máscara na cara, meu irmão. É bom que você se protege do mosquito e do cheiro insuportável daquela carniça.


Use a máscara, mas não vá sem camisa.

3) Bota um boné também. Domingo é dia de tomar cachaça, até para os mosquitos. E tem Aedes bebum que enche a cara e sai trocando as asas achando que é piolho. O perigo aumenta para quem é careca. Melhor não arriscar, mermão!



4) Se você for mulher, use repelente. Se for homem, não. Esses negócios de creminho, hidratante, esfoliante e derivados são coisas dos torcedores do vice.

5) Pegou todas as dicas? Beleza. A gente se encontra lá. Protegidos contra a dengue e preparados para mais um chocolate tricolor. Pode apostar.

Domingo, só quem sai doente do estádio é torcedor do vicetória.

Bernardão e o Vice

Uma piadinha que recebi por email para apimentar a semana do Bavice:

Três cachorros se encontram na sala de espera do veterinário: Um Doberman, um Pastor Alemão e um São Bernardo.
Conversa vai, conversa vem, o Pastor pergunta para o Doberman:

- Por que você está aqui?

- Sabe como é… muito tempo tomando conta da casa, estava na secura, e ontem, a cunhada do meu dono levou a cachorrinha dela em casa. Não deu outra: tracei a coitada. Resultado: Meu dono, aquele filho da puta, mandou me castrar…

- E você, Pastor?

- Foi mais ou menos a mesma coisa… a falta de uma cadelinha me fez perder a cabeça. Foi uma amiga da minha dona lá em casa e não teve jeito. Agarrei a perna dela e me ralei todo nela… Um tesão… Mas como nem pé de mesa eu tenho perdoado, aí a minha dona, mandou me castrar também…

Os dois, percebendo que o São Bernardo escutava a conversa atento, perguntaram, quase que ao mesmo tempo:

- E você, Bernardão, o que tá fazendo aqui?

- É, foi a secura também… O meu dono chegou do estádio ontem a noite, toda retadinha, com a sua camisa do Vicetória. Também, depois da derrota para o Bahia dentro do Barradão e depois em Feira, a eliminação pro Paraná, e agora esse empate no finzinho contra o Conquista, ele ficou possessa. Tomou uma ducha bem quentinha, um banho de loção Nívea Baby, talquinho ali, creminho aqui e caiu de bruços na cama, exausto, quase desfalecido, coitado!… Foi aí que eu não agüentei: pulei em cima dele e mandei ver…

- E aí ele te mandou castrar também? Perguntaram os dois, ao mesmo tempo.

- Não, não, mandou apenas aparar minhas unhas! – respondeu Bernardão.

Fácil cumaporra

Baseado em um email que eu acabei de receber aqui.

Joãozinho sempre foi o terror das professoras. Nunca estudava, conversava o tempo todo na sala de aula e perturbava todas as coleguinhas. O fundão era seu habitat. Só sentava na última fileira. Era de lá que ele soltava suas piadinhas, aviões de papel e dava altas gargalhadas no meio da sala. Antes da professora chamar sua atenção, as CDFs da primeira fileira olhavam para ele com olhar de censura e diziam todas ao mesmo tempo: “Cala a boca, Joãozinho!”. Ele não tava nem aí.

O boletim de Joãozinho só tinha uma cor: vermelho. Sua melhor nota foi 3,7 em Português porque pescou duas questões da colega ao lado. Mas naquele dia aconteceu uma coisa incrível. Até a professora se assustou na hora de entregar a prova dele. “Parabéns Joãozinho, você tirou 10!” A sala inteira, espantada, murmurou unissonante: “Oooohhhh!!!

Mas Joãozinho não se surpreendeu. Ele sabia que aquela prova tinha sido ridiculamente fácil. ‘Fácil cumaporra”, segundo as palavras do próprio.

Veja abaixo as questões da prova de Joãozinho.

Realmente, tava fácil cumaporra.

1. Qual desses times abaixo nunca participou de uma Libertadores?
a. Paulista de Jundiaí
b. Bangu
c. Santo André
d. Vitória

2. O goleiro Rafael Córdova, que jogou no Vitória, foi capa de que famosa revista?
a. Placar
b. Lance
c. Isto é
d. G Magazine

3. O Bahia atualmente está há 6 anos sem ganhar um campeonato baiano, um recorde na história do clube. E o Vitória, qual o maior período que passou sem ganhar um estadual?
a. 5 anos
b. 6 anos
c. 8 anos
d. 44 anos

4. De qual divisão o Vitória foi vice-campeão?
a. Primeira divisão
b. Segunda divisão
c. Terceira divisão
d. Todas as respostas anteriores

5. Quantos campeonatos baianos o Vitória precisa vencer para se igualar ao Bahia?
a. 3
b. 4
c. 6
d. 20

6. Qual a maior goleada da história dos clássicos Ba-Vi?
a. Vitória 3 X 0 Bahia
b. Vitória 5 X 0 Bahia
c. Vitória 6 X 2 Bahia
d. Bahia 10 X 1 Vitória

7. Quais os dois clubes de maior torcida na Bahia?
a. Bahia e Vitória
b. Bahia e Fluminense de Feira
c. Vitória e Colo-Colo
d. Bahia e Flamengo

8. Segundo o site oficial do clube, qual título internacional o Vitória possui?
a. Libertadores
b. Copa Conmebol
c. Mundial
d. Copa da Uva

9. Que evento é recordista de público no Barradão?
a. Decisão do campeonato baiano
b. Final da Copa do Nordeste
c. Festa de acesso do Vitória à primeira divisão
d. Beatificação de uma freira

Obs: Joãozinho marcou tudo “d”. Conscientemente. E acertou todas.
Duvida? Pode pesquisar.

Precisa perguntar?

Seu João tá sorrindo. Sobe a ladeira da rua mostrando todos os dentes da boca. Quer dizer, todos não porque metade ele já não tem mais. Mas ele não liga. Vem levando a sacola do Mercantil Rodrigues cheinha, depois de ter pego o trem lá na estação da Calçada. Basta dar uma rápida olhada para perceber que a sacola tá mais cheia que no ano passado. Deu pra comprar mais feijão, arroz, farinha. Sobrou até uns trocados para comprar um mimo para a patroa, Dona Maria, e uns queimados para as crianças, o Romilson, o Dogilson e a Gislene. Engraçado como o dinheiro do Seu João tá rendendo mais esse ano. Não pede mais fiado na mercearia do Seu Adílson e até paga uma rodada de Nova Schin pros camaradas de vez em quando, naqueles dias que ele acorda de bom humor. Nesses dias, a banquinha de Gersinho fica lotada de gente. Até porque os amigos de Seu João também estão com mais dindin no bolso. E tome-lhe cerveja, cachaça e dominó. É assim o fim de semana inteiro.

Mas por quê será que o dinheirinho suado desse povo tá rendendo um pouco mais?

Ah, isso é simples de explicar. Seu João é torcedor fanático do Bahêa. Tanto ele, quanto Gersinho da banquinha, o Seu Adílson da mercearia e a grande maioria dos camaradas da rua, da cachaça e do dominó. E agora eles não tem mais a Fonte Nova para gastar. Ninguém vai para Camaçari, muito menos para Feira da Santana. Tá todo mundo economizando aquela grana sagrada dos ingressos todo mês, mais a passagem de busu até a Fonte, mais o espetinho de gato, mais a cerveja quente, etc. Pois é, Gersinho não fecha mais a banquinha nos domingos de jogo do Baêa porque a galera da rua que ia pra Fonte agora fica por lá.

Agora, pergunte se eles não trocariam esse dinheirinho a mais pela oportunidade de voltar a torcer pelo Bahêa nas arquibancadas.

Só pergunte.

Mãe, só quero fazer cocô na casa do Camaçari!

Tem um comercial na TV, muito ruim por sinal, que tem um guri que contesta a mãe dizendo que só faz cocô se for na casa do Pedrinho. E reclama, faz bico, choraminga, bate o pé, repetindo para a mãe, pasma, que só faz cocô se for na casa do Pedrinho. Todo mundo já deve ter visto essa obra trash publicitária. Tem gente que até dá risada, mas mesmo assim se pergunta como é que conseguiram fazer aquilo. Aí depois o texto explica que na casa do Pedrinho tem um troço colado na parede que neguinho aperta e sai um perfume minimizando o cheiro do barro. Na moral, acho que os criadores desse roteiro cheiraram muita merda antes de ter essa idéia. Pois é, bizarrices à parte, eu acabei ligando essa pérola da propaganda à situação atual do Bahia.

Calma, eu explico.

É que depois de ver o jogo de quarta, notei que o gramado do Armando Oliveira, em Camaçari, está bem melhor que o do Jóia. A bola rola melhor, mais suave, mais serelepe, e o time do Bahia até que arma algumas jogadas de vez em quando. Fora a distância pro estádio. Pô, Camaçari é menos longe de Salvador e bem mais perto do Fazendão. Confesso que, no início, achei que Feira seria melhor, mas agora tá na cara que não é. Além do Baêa estar jogando, por lá, em um nível inferior ao que já era inferior, o time se desgasta na viagem e a torcida não está indo pro Jóia da Princesa. A renda salvadora que a diretoria esperava tá longe de aparecer. Muito mais longe que Feira de Santana.

É isso, depois desses 4×1, eu cheguei à conclusão que o melhor era ter ficado em Camaçari mesmo. Juro. Parece que o Bahia fica mais à vontade por lá. Diga se num é?

Mas é bom não se empolgar com a goleada não. A gente tem que lembrar da eliminação da Copa do Brasil e da carência em vários setores da equipe. Quem acompanha o Bahia sabe que o time continua o mesmo cocô do cavalo do bandido.

E cocô por cocô, eu prefiro fazer na casa do Camaçari.

Tem saci no Maraca

Ano passado foi divertido. O Baêa até que avançou na Copa do Brasil passando pelo Itabaiana-SE e depois pelo Goiás em pleno Serra Dourada. Estádio que a gente aprendeu a gostar naquela ocasião e que a Série C (bate na madeira) do ano passado coroou como amuleto tricolor. Nas oitavas, a gente iria enfrentar o Fluminense do Rio e matar saudade dos tempos de Série A. Tudo bem, o Goiás tava na elite também, mas não tem o mesmo peso, nem a mesma tradição do Flu, nosso adversário na histórica semifinal da Copa União de 88. Eu sei que tava com tanta saudade da Série A que decidi assistir os 2 jogos. Tanto o da Fonte, que era o segundo, quanto o do Maracanã. Liguei para um grande amigo meu que mora no Rio, arranjei a hospedagem e peguei uma dessas promoções das companhias de aviação. Ia para lá, pro Maraca, pro maior do mundo, ver o Baêa como nos velhos tempos. Peguei um daqueles vôos de madrugada e cheguei 7 e meia da manhã no Rio. Meu amigo, Otto, me recebeu com uma lata de cerveja gelada. Sim, iniciei os trabalhos antes das 8 da matina e fomos para a praia. A cariocada toda correndo no calçadão, enquanto eu e Otto aumentávamos a barriguinha de chopp.

- “Venha malhar o fígado!” – A gente gritava para todo mundo que passava pelo quiosquezinho do calçadão de Ipanema.

Passamos o dia de bar em bar na maravilhosa orla carioca. Não teve arrastão, não teve assalto, não vi o Capitão Nascimento, nem ninguém do Bope. Naquele dia, o Rio de Janeiro estava tranqüilo. E continua lindo. Impressionantemente lindo. De tardinha, fomos dar uma descansadinha antes do jogo. Até porque eu já estava em um estágio etílico bem acima do normal. Acordamos 1 hora antes da partida e fomos andando. Otto mora na Tijuca, a 10 minutos, a pé, do estádio do Maracanã. No caminho, a torcida do Flu gritava “Tricolor” e eu repetia. Só que meu tricolor era outro. Entramos no Maracanã, constatamos que estava tudo tranquilo e fomos para a torcida do Bahia. Bastou pisar na arquibancada para me sentir em casa. Aquele cantinho ali era nosso. Até que tinha bastante gente por lá. Encontrei logo vários amigos meus. Tixa, Daniel, Pedrão. Alguns que estão morando lá, outros que também estavam no Rio a negócios ou passeando mesmo. E a galera da Bamor, claro. A gente começou a cantar na arquibancada e sempre que o coro engrossava a torcida do Flu vaiava. Do meu lado, tinha um grupo grande de pessoas com um gorro vermelho na cabeça e uma faixa com uma mensagem tipo: FÁBIO SACI. ESTAMOS COM VOCÊ. Eram a família e os amigos de Fábio Saci, atacante do Bahia, que era carioca.

O jogo começou truncado. O Bahia jogava com três volantes, Fausto, Emerson Cris e Marcone e só se defendia. Aos 15, o Fluminense acertou a trave num chute de Rafael Moura e logo na seqüência o esquentadinho Carlos Alberto abriu o placar. 1×0 pro Flu. Puta que pariu. Comecei a ficar com medo de uma goleada. Começaram os clássicos comentários.

- “A defesa tá uma merda.”

- “Paulo Musse é uma merda.”

- “Quem foi o Bahia…”

Por alguns momentos, me senti na Fonte Nova. Sei que o jogo seguiu truncado até o intervalo. A única chance do Bahia no 1o tempo foi numa tentativa de Moré depois de bom passe de Rafael Bastos. E só. Aproveitei o intervalo para pegar mais cerveja e observar o Maracanã. O maior do mundo, às vezes, parecia menor que a Fonte Nova. Não tem aquela pista de atletismo, nem aquele fosso e a gente fica bem mais perto do campo. Talvez por isso essa sensação. Começa o segundo tempo.

“Bora Baêa”,- grita a galera.

E logo no primeiro minuto, o Bahia empatou o jogo. Moré prendeu a bola pela esquerda e virou para a direita. Alguém cruzou na área e Fábio Saci completou pro gol. A galera foi ao delírio. A família e os amigos de Fábio Saci mais ainda. Pulavam se abraçavam, vestiam o gorro com ele e sacudiam a faixa. Lá embaixo Saci pulava de um pé só e se apresentava para o Brasil. Graças àquele gol, ele ganhou uma projeçãozinha e acabou saindo do time. Graças àquele gol e graças a Deus, porque ele era ruim demais. Nada melhor que um Saci para simbolizar a capenguice do time do Bahia. A partir dali, a torcida tricolor só fez comemorar. E tome-lhe cerveja para dentro. O Bahia segurou o empate e Carlos Alberto, o mais perigoso do Flu, ainda foi expulso no fim. Um ótimo resultado, mas que acabou não servindo. O jogo de volta, na Fonte, terminou 2×2 e o Fluminense seguiu na Copa do Brasil até se sagrar campeão da competição. Pelo menos o Bahia não perdeu para o campeão.

Mesmo assim, valeu. Valeu pela viagem, valeu por matar a saudade dos velhos tempos. Valeu por ver meu Baêa no Maracanã. Valeu por estar no Rio de Janeiro. Foi tão legal que quando eu saí do estádio, me prometi que nesse ano iria fazer a mesma coisa. Só que não deu. A diretoria não deixou. O Bahia foi eliminado pelo “poderoso” Icasa de Juazeiro do Norte do Ceará.

Aliás, nos últimos 4 anos, o Bahia foi eliminado 3 vezes na 1a fase da Copa do Brasil. Pelo Ceilândia, Grêmio e, agora, pelo Icasa. O único ano em que o Bahia avançou um pouquinho mais foi esse, em que o time acabou caindo diante do campeão Fluminense.

É… ainda bem que eu pude ir lá conferir. Porque está cada vez mais raro.

Parabéns Maracajá, Petrônio, Rui Acioly e cia.

É o fim?

Teve terremoto no Brasil. Lá em Sobral no Ceará.

Fidel Castro renunciou.

A Fonte Nova desabou.

Gilberto Gil virou ministro.

Caetano ficou chato.

Bobô é diretor da Sudesb.

E Popó, Secretário de Esportes.

Toda Boa foi a música do Carnaval.

O Rei Momo é magro.

Clodovil é deputado.

Dado Dolabella só come as melhores.

Belo também.

Preta Gil é cantora.

Preta Gil é atriz.

Preta Gil é alguma coisa.

Pantico é ídolo.

Elias faz falta.

O Bahia está eliminado pelo Icasa.

E Bolota passou o jogo todo bebendo Gatorade.

É, o mundo tá acabando.

Isso é que é Ba-Vi!

Domingo tem Ba-Vi como nos velhos tempos. O embate entre o primeiro e o segundo colocado, valendo a liderança do certame. Os dois times da ponta, as duas melhores campanhas, as duas únicas equipes que prestam (?) nesse campeonato. Esse Ba-Vi, sim, promete ser difícil, emocionante e deixar o torcedor na expectativa por cada lance, por cada jogada. E o Bahia tem que estar atento a cada detalhe. Afinal, os grandes clássicos se ganham assim. Então, prepare a bandeira, prepare a torcida e vamos encher o estádio.

Até que enfim um Ba-Vi que vai ter um pouquinho de graça…