O BBMP é um blog sobre futebol, mas toda vez que existe um fato mais relevante gosto de fazer uma relação com nosso time. E, como estamos vivendo um momento histórico, não poderia deixar de comentar aqui. Aliás, existem muitas coincidências entre as coisas que acontecem no Brasil e as que acontecem no Bahia. Vejamos:
Ouro de Tolo (por Raul Santos Seixas)
Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês…
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73…
Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa…
Tudo tranquilo. É hora da intervenção.
VASCO 1×1 BAHIA
5ª rodada Brasileirão
O Bahia terminou os 5 primeiros jogos do Campeonato Brasileiro com mais de 50% de aproveitamento. Seria líder do certame por uma noite, pelo menos, se não fosse a soma trágica do talento cênico do meia vascaíno Carlos Alberto e a miopia do juiz. Foi apenas o segundo time a derrotar o Botafogo em 2013, com aquela virada em Aracaju, no meio da semana. Quebrou um tabu de 20 anos e venceu o Inter no Rio Grande do Sul. Fernandão, o 9 do Bahia, é artilheiro da Brasileirão com 4 gols. Lucas Fonseca arrumou a zaga, Cristóvão tem o grupo nas mãos, jogadores voltaram a se dedicar em campo e a dedicar resultados a um treinador. Agora, com intervalo de quase um mês até a próxima partida, com tempo pra arrumar a casa e colocado entre os primeiros do campeonato, está tudo tranquilo: o clube já pode passar pelo processo de intervenção. Continuar lendo
Vamos, vamos inter…
INTERNACIONAL 1×2 BAHIA
3ª Rodada Campeonato Brasileiro
O Bahia venceu o Internacional e causou uma surpresa do tamanho da distância entre Salvador e Caxias do Sul. Vibrei muito pela TV. Gritei o segundo gol do Bahia direto até Forlán diminuir 3 minutos depois para o Inter. Fiquei eufórico, pois a última vez que eu tinha visto o tricolor vencer o Colorado eu ainda esperava ansioso pelo meu primeiro fio de bigode pra achar que já era homem.
O melhor é que o resultado foi justo. Nem tanto pelo que o Bahia jogou, mas pela bolinha do Inter, que não tinha inspiração alguma na tentativa de furar o bom bloqueio armado pelo Bahia. É inegável que Cristóvão já influencia diretamente na postura do time em campo. Percebe-se uma estratégia e também coerência com o elenco que tem em mãos. O Bahia faz uma tentativa de abafa no início, para aproveitar uma hipotética (e muita vezes natural) displicência de início de jogo do adversário, privilegia uma defesa mais compactada e aposta na velocidade na retomada de bola. Os laterais têm liberdade, mas um de cada vez, os dois nunca podem subir ao mesmo tempo. E um gigante lá na frente fica tentando segurar a bola constantemente rifada pela falta de qualidade do meio de campo. Caso ele domine, aí sim, podem surgir jogadas trabalhadas com a aproximação dos velozes Ryder e Marquinhos e de um dos laterais, a depender do lado da jogada. Continuar lendo
Faltam 44
BAHIA 0×0 CORITIBA
Brasileirão 2013 – 2ª rodada
Depois de estrear perdendo para o Criciúma por 3×1, em Santa Catarina, o Bahia enfrentou um Coritiba muito mais frágil do que se poderia imaginar, e, mesmo assim, não venceu. É verdade que o time baiano apresentou algumas evoluções, principalmente no sistema de marcação. Fez uma partida honesta (tomando como parâmetro as atuações do ano de 2013), com Lucas Fonseca dando mais segurança à defesa do que Rafael Donato. O ataque e a criação no meio é que sofreram com a carência de competências. O Bahia criou pouco e quando criou não conseguiu ser eficiente na hora de finalizar. Por isso saiu só com um ponto do vazio Pituaçu.
Difícil definir se essa evolução do Bahia é real ou foi o Coritiba que forçou pouco, mas só de não tomar sufoco e ter criado as melhores chances o time já surpreendeu. O que não é surpresa é a deficiência ofensiva. Nos últimos dois anos de Brasileirão o Bahia teve pouco sucesso no seu ataque e pelo jeito 2013 não será diferente. Continuar lendo
A torcida do Bahia não torce por ninguém
Por James Martins do Metro 1
Antes de tudo, devo dizer mais uma vez: eu sou Bahia! Sou Bahia desde pequenininho e mais, antes mesmo de nascer já era tricolor. Passei grande parte da infância na Fonte Nova e outra parte no rádio, me informando sobre tudo do time. Houve um tempo em que eu sabia até quanto ganhava um roupeiro do Esporte Clube Bahia, de tanto ouvir aquele programa de Odemar Seixas, ‘Bahia, Campeão dos Campões’. E na sequência vinha ‘A Bola é Nossa’. Houve um tempo em que meu apelido era Marcelo, por causa da camisa do Bahia, número 9, que eu me recusava a tirar. Nessa época o Marcelo era apenas Marcelo, e não Marcelo Ramos. E meu ídolo. Assisti várias rodadas duplas, com meu pai, na Fonte Nova, quando o Vitória ainda não tinha o Barradão e também jogava lá. Assim, nomes como Leônico, Serrano e Catuense faziam parte do meu vocabulário futebolístico com naturalidade. Tanto, que quando meu pai anunciou que me compraria times de futebol de botão e perguntou quais eu queria, não vacilei: – Bahia e Fluminense de Feira! E ganhei. Naturalmente o Fluminense era o do Rio, mas eu não sabia e, na lousa em que anotava o placar, escrevia assim: ‘Bahia x Flu/FS’, imitando o placar eletrônico da Fonte Nova. Meus ídolos no esporte eram, além de Bebeto, Careca, Romário e Maradona, evidentemente, Charles, Bobô, Zé Carlos, Ronaldo (o goleiro) e Paulo Rodrigues, entre outros. Lembro de uma vez em que o Vice enfiou três a zero, os três de Hugo, aquele centroavante de cabelo encaracolado. Mas, tirando isso, só dava Bahia. São Paulo era freguês (aqui e lá). Flamengo também. Finalmente, em fevereiro de 1989, mas valendo pelo campeonato de 88, o tricolor de aço foi campeão brasileiro e todo mundo dançou lambada. O Bahia fazia parte do ‘Clube dos 13′ e, já em 1990 conseguia um quarto lugar, com Charles artilheiro do Brasileirão: 11 gols! Enquanto isso, o pobre Vitória vinha mal das pernas até que em 1991 finalmente caiu pra segundona. Lembro exatamente o que pensei: o Bahia nunca vai cair. Mas o Bahia caiu: em 1997.
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Números – Criciúma 15.348 x 3.228 Bahia
Não, eu não errei a digitação do placar da peleja, que na verdade foi 3×1. Os números citados no título apenas mostram a quantidade de sócios que cada time tem. Sim, o time mais popular de Salvador, cidade com 2.710.968 habitantes, tem quase 5 vezes menos sócios que o time de um município com 197.714 pessoas.
Isso só vem demonstrar a total incompetência do grupo que comanda o Bahia desde 97, pois o Criciúma ficou 8 anos fora da elite (inclusive também caiu pra série C) e, apesar de ser outro forte candidato ao rebaixamento, parece que está sabendo aproveitar o potencial da sua torcida.
Ainda estão rolando os dados (por Agenor de Miranda Araújo Neto)
Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
DIRETAS JÁ! #FORAmgf
Quando o Bahia era gigante a gente só precisava ir ao estádio basicamente em 2 dias da semana: quarta e domingo. Quando a família guimarães se apossou do clube, os tricolores tiveram que se acostumar a ir ao estádio na terça e sexta. Semana passada, novamente por causa da incompetente diretoria que se apossou do clube, deixei de ir ao estádio na quarta e fui na sexta.
Bahia da Torcida x bahia dos guimarães – Vamos virar esse jogo!
“As redes sociais desempenharam um papel considerável nos recentes movimentos contra a ditadura. A propagação do movimento não teria sido a mesma sem os recursos proporcionados pela internet.” Roubei este trecho da Wikipedia. De qual artigo? Da Primavera Árabe.
Foi algo extraordinário e mostrou o poder que temos em mãos hoje em dia, pois, se antigamente dependíamos muito do que a mídia queria informar, hoje em dia nós somos a própria mídia. Não dependemos de formadores de opiniões mal formados pra fazer com que nossos pensamentos ganhem o mundo na velocidade da nossa revolta.
Não foi à toa que o #publicozero foi um sucesso absoluto e ganhou repercussão não só nacional, mas também fora do país. Eu nunca senti tanto orgulho de ver a Fonte vazia! E pra uma torcida como a do Bahia não ir ao estádio algo muito grave está acontecendo.



