Gosto de Gás 1º rodada

A última vez que o Bahia venceu em estreia da série A foi com gol de Robgol, em 2002. (foto: jogosdobahia.com.br)

A última vez que o Bahia venceu em estreia da série A foi com gol de Robgol, em 2002. (foto: jogosdobahia.com.br)

Vem aí mais um Campeonato Brasileiro. Apelidada carinhosamente por quem vos escreve de Carpetão 2014, a competição ainda consegue sobreviver aos cartolas e despertar interesse (não sei até quando) do público. Eu, mesmo indignado por mais uma manobra de bastidores ano passado, continuo tocando no assunto e isso já é um sintoma de que ainda estou agindo que nem mulher que apanha do marido e não denuncia. Sendo assim, assumida a minha “descaração”, vamos ao Bahia, que não vence em uma estreia (de série A) desde 2002 e não ganha do Cruzeiro em casa pelo Brasileirão desde 1994. São dois tabus para quebrar. E outros motivos para torcer ainda mais pelo triunfo diante do time mineiro. Entenda com o que o Bahia, além da razão óbvia de estar em campo, pode se motivar pra vencer o Cruzeiro neste domingo de Páscoa: Continuar lendo

“Orra, Meu!” É Lepo-Lepo! (por Mr. Rim)

Confiram agora o novo texto do “paulista” Mr. Rim…

- O Domingo, dia 13 de Abril de 2014, começou com uma típica FRIACA de outono, em Sampa.  Meu…tava garoando às pampas e….

- PERAÊ, cabeça. Três meses morando em Sonpalo e já tá falando em “friaca” e “garoa”…

- Então… Tava chuviscando. Mas não deixei de ir pra feira, como de costume.  Ainda mais, que nos dias em que o tricolor brocou a merda, coincidência ou não eu fui comer pastel lá.  Então, mano, time que tá ganhando não pode…

- Porra, cabeça…. De novo esse lance de MANO?  Caralho, virou paulista mesmo….
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O título da gente.

Torcida em festa no Pituaço. (foto de Will Vieira)

Torcida em festa no Pituaço. (foto de Will Vieira)

VITÓRIA-BA 2×2 BAHIA
Final Campeonato Baiano – 2º jogo

Hoje sim. Os torcedores do Bahia, todos aqueles que pegaram o clube pelo braço e estão ajudando a reerguer, podem gritar plenamente: “eu sou campeão”. “EU”! É, pode gritar assim mesmo: “eu!!”.

Porque ninguém que veste azul, vermelho e branco por aí é menos campeão que aqueles jogadores que se agigantaram contra o Vitória, favorito antes das finais, engolido depois delas. Todas as vozes reverberantes da Fonte Nova, as espremidas no canto, no sol quente das arquibancadas de Pituaçu, vozes que preencheram as ruas em diversos bairros, cidades e países pelo mundo, são tão campeãs quanto.
Vozes que conquistaram a democracia, que fizeram o Bahia dar o passo mais importante de sua história. Vozes que já estão fazendo o clube ser vencedor fora de campo e queriam ver isso ser refletido dentro das quatro linhas.
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Brocai por nós – Bahia Democrático 7 x 3 vice de merda

Quando o Bahia foi campeão em 2012 eu não escrevi um texto sobre aquele título. Até discuti com Gera e meu irmão sobre a importância do Baianão. Eu achava um absurdo termos ficado tanto tempo sem vencer um campeonato que eu já nem dava muita bola.

Ai você pergunta o motivo de eu estar escrevendo esse texto agora. E se você não souber só posso te dizer uma coisa: sabe de nada, inocente!

Afinal, a resposta é transparente como o momento que o Bahia vive atualmente. O nosso clube deixou pra trás todo um período obscuro de roubos, desonestidades, descaração, safadeza, promiscuidade, incompetência, falta de respeito e todas as ofensas que vocês lembram até melhor que eu. O famoso cu de Paulo Américo que o diga.

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O emprego dos sonhos

Todo baiano sabe que baiano trabalha pra caraio. Esse negócio de “baiano preguiçoso” é preconceito do povo lá do Sul. É óbvio que existem baianos preguiçosos sim, porém, nenhum deles se compara a Otávio.

Otávio não chorou quando nasceu, pois achou que seria um esforço altamente desnecessário, aliás, nem os olhos ele abriu logo, preocupando a família. Quando criança ele não gostava de jogar bola, suar não era com ele. Passou a adolescência vendo TV e, se o controle remoto faltasse pilha, nem o canal ele mudava.

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O Baêa é time de chegada (por Mr. Rim)

Chegar na final, no entanto, é completamente diferente de ganhar o título. Uma torcida, como a do Bahia, tão calejada e moldada na superação (e com 44 estaduais e um bi-campeonato brasileiro no peito), sabe disso.

Não nego, é ótimo dar dois Lepo-Lepos no SEDIMENTO, em plena Fonte. E é verdade, que Marcio Victor prometeu um trio SE o Bahia for campeão. A euforia não deve ser contida, nesses momentos. Sou médico e nunca oriento as pessoas a reprimirem as suas emoções, ainda mais quando são positivas. Mas, no futebol não se ganha taça antecipadamente e ainda há um jogo (fora de casa) a ser disputado.

Discordo, porém, do velho cliché de que “não ganhamos nada” repetido após o jogo. Aliás, tá bom…. não ganhamos, mas RESGATAMOS algumas coisas, que ajudam a entender o porquê de o Bahia ser um time de chegada.

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Dividir é multiplicar

Todos jogadores relacionados entraram em campo. (foto: Will Vieira)

Todos jogadores relacionados entraram em campo. (foto: Will Vieira)

BAHIA 2×0 VITÓRIA
Final Campeonato Baiano 2014 – 1ª jogo

O Bahia cresceu na primeira partida da decisão do Baianão, diante do Vitória, e reverteu a vantagem que era do rival. Mostrou uma postura completamente diferente do marasmo apresentado contra o Serrano, dando um passo importante para conquistar seu 45º título estadual. Venceu na vontade, na técnica, na tática, nas arquibancadas. Trouxe o torcedor para o seu lado e conseguiu transformar a Fonte Nova em um ambiente “hostil” para as pretensões dos visitantes rubro-negros. Fez os 35 mil presentes na Arena presenciarem uma comunhão entre torcida e clube que há algum tempo só aparecia em nossas memórias. Continuar lendo

Saudades da verdadeira torcida mista

Dia desses estava resenhando com a galera na Ladeira da Fonte, sobre como era massa a torcida mista. Lembro que torcedores da dupla Bavice se reuniam em volta do estádio e entravam e saiam por qualquer portão, lá dentro os merdinhas iam para um canto menor e a nação ficava com a maior parte da Fonte. A única área que existia “separação” era na bancada especial, pois os vices ficavam num dos setores e os bicampeões brasileiros em outro. Mas nada impedia circular pelos locais. Isso durou por muito tempo e éramos exemplo para o país.

Apesar do clima bélico, no lixão também já foi assim (clique aqui). Lembro-me de um clássico que goleamos lá e perturbei pra caralho os vices na área mista. Existiam uns bate bocas, mas não passava disso. Até que um dia tudo começou a mudar. A diretoria do time do aterro começou colocando uma grade separando os tricolores dos urubíves, isso já era foda, mas o pior ainda estava por vir: em 2011 criaram um curral que lembra os que os bois passam pra ir para o abate ou as filas que eram feitas pra mandar alguém pra uma câmara de gás. A partir daí o futebol baiano mudou.

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45º

O texto abaixo foi escrito pelos broders Marcelo e Vicente. Já foi passado pros jogadores e gostaria de contar com vocês pra gente fechar com o Bahia nesta corrente positiva! BBMP!!!

Ditadura nunca mais!

Ditadura nunca mais!


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É chegada a hora de mais uma decisão de campeonato baiano. É o 109º ano ininterrupto de disputa do regional. O único ano que não teve Bahia ou Vitória na final foi em 1968. Desde o ano de fundação do Bahia, em 1931, o Esquadrão de Aço conquistou 44 títulos regionais. Os números dos últimos anos, no entanto, nos são desfavoráveis. Tentaram destruir a nossa história. Utilizaram nosso clube para outros fins.

Para a grande maioria dos torcedores, o ano de 2013 é considerado o ano de refundação do clube. O processo de retomada do clube pela sua torcida durou quase 25 anos, dos quais poucas alegrias tivemos, sobressaindo-se momentos tristes pela total impotência de todos em opinar e participar do clube que aprendeu a amar.

A torcida nunca deixou de acreditar. A perseverança e a fé nos caracterizam. Nunca desistimos. Jamais abandonamos o time. Para nós, o jogo só acaba quando o juiz termina.

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